Trump e Xi Jinping se reúnem em Pequim sob tensão pela ajuda militar chinesa ao Irã, que mira forças dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encontra o líder chinês, Xi Jinping, em Pequim para conversas de alto risco, com foco na questão do apoio militar chinês ao Irã. A China tem fornecido ao Irã o que precisa em seu conflito, exceto pessoal de combate, configurando um cenário de cumplicidade, conforme análise de Gordon Chang, do Gatestone Institute. A acusação é de que o país asiático está auxiliando Teerã a direcionar ataques contra forças americanas na região.
O apoio chinês ao programa de mísseis balísticos iranianos inclui o fornecimento de precursores químicos, segundo Brad Bowman, da Foundation for the Defense of Democracies. Antecipando a visita presidencial, o Departamento de Estado americano impôs sanções a três empresas chinesas de satélite, acusadas de compartilhar informações sobre instalações e tropas dos EUA no Oriente Médio com o Irã. Há relatos de que satélites chineses forneceram imagens para o Irã, visando forças americanas.
Durante o encontro inicial, Trump expressou otimismo sobre a relação bilateral. “É uma honra estar com você, é uma honra ser seu amigo, e a relação entre a China e os EUA será melhor do que nunca”, declarou. Contudo, a atmosfera tornou-se tensa quando Xi Jinping abordou a questão de Taiwan, vista por Pequim como uma província separatista passível de reunificação forçada. Analistas apontam que Xi busca pressionar o governo Trump a reduzir o apoio à ilha e se opor a qualquer movimento pela independência.
Em reuniões a portas fechadas, o líder chinês alertou que uma má gestão da questão de Taiwan poderia levar a “uma situação extremamente perigosa”. Enquanto a visita oficial de Trump à China é marcada por ostentação, observadores em Taiwan acompanham com apreensão, questionando os acordos que podem ser selados e suas implicações para a soberania local. Em dezembro anterior, Trump autorizou um pacote de armamento de US$ 11 bilhões para Taiwan, a maior venda de armas à ilha.
Ryan Hass, do Brookings Institution, sugere que Trump pode navegar a conversa sobre Taiwan sem fazer alterações permanentes ou drásticas na política americana que comprometam futuras administrações. A importância de Taiwan para a economia global é inegável, dado que a ilha é responsável pela maior parte dos semicondutores avançados que impulsionam a economia global e a revolução da inteligência artificial, como ressalta Henrietta Levin, do Center for Strategic and International Studies.
Executivos americanos de diversos setores, da tecnologia à agricultura, integram a comitiva presidencial, enquanto os dois países discutem tarifas, comércio, minerais de terras raras e a crescente rivalidade em inteligência artificial.
