Início Site Página 66

Evangelista é hospitalizado após agressão violenta enquanto pregava em Nova York

Evangelista agredido em parque de Nova York enquanto pregava

Evangelista Benjamin Schettler sofre concussão após ser agredido e ter celular roubado durante pregação em parque de Nova York

O evangelista Benjamin Schettler precisou ser hospitalizado e está passando por exames após ser brutalmente agredido enquanto compartilhava mensagens bíblicas no Washington Square Park, em Nova York, nos Estados Unidos. O ataque ocorreu na última quarta-feira (20), quando Schettler montou uma mesa para debater valores bíblicos e defender a fé cristã.

Segundo relatos, uma multidão se enfureceu com o conteúdo de sua pregação, levando a um ataque físico. Além de ser empurrado e atingido diversas vezes por três indivíduos, Schettler teve seu celular roubado. A informação é baseada em declarações do próprio evangelista em sua conta na rede social X.

“Fui xingado, empurrado e espancado. Um dia infeliz que terminou com uma ambulância até o pronto-socorro. Fui atingido pelo menos quatro vezes por três pessoas diferentes. E desviei de alguns outros golpes. Em outro momento, fui cercado por várias pessoas e levei um soco no rosto”, relatou Benjamin.

O evangelista manifestou preocupação com as possíveis sequelas do golpe na cabeça, especialmente por ser sobrevivente de um traumatismo cranioencefálico (TCE) anterior. Ele descreveu sintomas como visão embaçada, extrema sensibilidade à luz e dor nos olhos.

A esposa de Benjamin, Makenzie, confirmou o diagnóstico médico de concussão e expressou receio de que o novo impacto possa agravar as lesões cerebrais preexistentes, resultado de um grave acidente de bicicleta sofrido há uma década. “O médico nos disse que espera que os sintomas da concussão do Ben sejam temporários, mas não há garantia. Ele também disse que essa concussão pode agravar os problemas de TCE já existentes de Ben — nosso maior medo”, informou Makenzie nas redes sociais.

A polícia já recuperou o celular de Benjamin, e as gravações do ataque contidas no aparelho devem auxiliar na identificação dos agressores. Schettler afirmou que a agressão ocorreu por intolerância às suas opiniões, como a crença na veracidade da Bíblia e o direito à vida de bebês não nascidos.

“Eu levo um golpe muito forte na cabeça. Como sobrevivente de uma lesão cerebral traumática, estamos orando para que esse impacto não cause danos permanentes. Tenho visão embaçada, sensibilidade extrema à luz e dor forte nos olhos agora”, acrescentou o evangelista.

Apesar do ocorrido, Benjamin Schettler declarou sua intenção de continuar sua missão. “Continuarei pregando a Bíblia, seja ela protegida ou não. Protejam a liberdade de expressão! Esses criminosos devem ser levados à justiça”, disse, pedindo também orações pela sua recuperação.

Benjamin Schettler é líder do Center for Truth in Love, ministério focado em capacitar cristãos para a defesa da fé.

Jornada de Transformação MJ Nixon Deixa Vida Lésbica Após Visão e Guia Outros para Cristo

MJ Nixon pregando em um púlpito com expressão de fé e esperança

MJ Nixon narra jornada pessoal de fé após visão divina e abandona estilo de vida anterior para guiar outros na mesma transformação

MJ Nixon, líder de um ministério voltado para ex-membros da comunidade LGBTQ+ que agora seguem a Jesus, compartilhou sua experiência de transformação após uma visão de Jesus. Ela relata ter ouvido o evangelho em uma igreja enquanto estava ao lado de sua parceira de seis anos. A música e a mensagem de salvação plantaram sementes de fé, que, embora inicialmente adormecidas, a levaram a buscar uma saída para o relacionamento.

Em um momento de decisão, enquanto dirigia de Kentucky para Atlanta, Nixon descreveu ter ouvido a voz de Deus. “MJ, você tem que escolher este dia vida ou morte, bênçãos ou maldições”, teria dito o Senhor, uma referência a Provérbios 18:21. A partir desse chamado, Nixon sentiu a necessidade de se afastar do relacionamento, de sua sexualidade e considerar uma vida de celibato.

Nascida em uma família conservadora e católica, Nixon guardava sua sexualidade em segredo. A visão de Jesus, que ela descreve como um encontro com o Deus vivo se sacrificando por ela,Clarificou seu propósito. “Porque eu ainda era pecadora até aquele momento em que Jesus me viu. Ele queria ter um relacionamento comigo. Qualquer coisa que eu tivesse que deixar não se compara ao que Jesus fez por mim”, disse Nixon. Quinze anos após esse encontro, a memória desse momento a impulsiona a seguir a Jesus diariamente.

Nixon cofundou um ministério com um homem que também teve um passado gay. Ela acredita que muitos que deixam a comunidade LGBTQ+ chegam ao reino de Deus sentindo-se órfãos e necessitando de pais e mães espirituais. “Acreditamos que há uma corrente subterrânea acontecendo nesta geração de tantos saindo deste lugar de identidade falsa para sua verdadeira identidade como filhos e filhas”, explicou.

O ministério de Nixon planeja participar da “Freedom March” em Nova York em dezembro, uma iniciativa que já está em seu nono ano e ocorre em diferentes cidades com evangelismo e oração. Nixon ressalta que o arco-íris, símbolo adotado pelo movimento, tem sua origem em Gênesis e representa o Senhor, não o inimigo. “O arco-íris está em Gênesis. O que eu amo sobre isso é que é do Senhor; não é do inimigo”, afirmou.

Ela vê no arco-íris o amor de Deus por toda a humanidade e sua perfeição, com sete cores, em contraste com a versão do LGBTQ+ que, segundo ela, removeu uma cor (índigo) e representa a queda do homem e o orgulho. “Eles tiraram uma cor, o índigo, deixando seis. Isso representa a queda do homem. Literalmente representa o orgulho deles”, acrescentou.

Nixon convida o Corpo de Cristo a se juntar às marchas, não apenas ex-membros da comunidade LGBTQ+, para se posicionarem com base na Palavra de Deus e no evangelho. “Precisamos do Corpo de Cristo para vir e ficar conosco, para segurar nossos braços, para estar ao nosso lado”, enfatizou.

Pai de santo de Lula pede proteção espiritual e elogia presidente em evento

Presidente Lula em evento cultural com pai de santo pedindo proteção espiritual

Pai de santo aliado de Lula pede proteção divina e elogia gestão do petista em evento no Espírito Santo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi alvo de uma manifestação de apoio religioso durante a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, realizada em Aracruz, no Espírito Santo. O pai de santo Geová D’Kavungo invocou entidades espirituais com o objetivo de proteger o petista contra adversários.

Geová D’Kavungo proferiu uma saudação especial direcionada ao presidente.

“Saudamos todos os nossos inquices, orixás e voduns, Nzambi dya Mpungu, para que deem ao nosso presidente Lula cada vez mais forças, saúde, paz, caminhos abertos, caminhos iluminados, para que o inimigo jamais possa destruí-lo. Porque, se destruir o senhor, estará destruindo o Brasil”

O líder religioso também teceu elogios à condução do país por Lula. Geová D’Kavungo comparou a dedicação do presidente ao Brasil ao cuidado de um pai com sua própria residência e seus filhos.

“O senhor, quando toma conta do Brasil, é como se estivesse tomando conta da sua casa, dos seus filhos. Porque é um pai que se preocupa com a saúde dos seus filhos; um pai que se preocupa com a educação dos filhos; um pai que se preocupa com a fome”

Ele concluiu sua fala ressaltando a importância de Lula para a nação.

“O senhor representa e jamais deixará de representar para todos nós um grande pai da nação brasileira”

O evento contou com a presença da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e da ministra da Cultura, Margareth Menezes, além do presidente Lula.

Jornalista da Folha admite erro em publicação sobre Silas Malafaia e Flávio Bolsonaro

Jornalista da Folha admite erro sobre Silas Malafaia e Flávio Bolsonaro

Jornalista da Folha admite ter cometido equívoco em artigo sobre pastor Silas Malafaia e a participação de Flávio Bolsonaro em culto religioso

O colunista Valdinei Ferreira, do jornal Folha de S.Paulo, publicou uma retificação na última quinta-feira (21) após divulgar informação incorreta. Ele havia alegado que o pastor Silas Malafaia teria ocultado a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um culto realizado na sede da ADVEC, no Rio de Janeiro, em 3 de maio.

Diante da reação do líder evangélico, que ameaçou desmascará-lo, Ferreira revisou seu texto e reconheceu o erro. Segundo o colunista, a confusão ocorreu devido à utilização de vídeos de cultos distintos.

“Errei ao afirmar, na versão anterior deste texto, que o pastor Silas Malafaia escondeu a participação de Flávio Bolsonaro no culto do dia 3 de maio. O vídeo em que Flávio Bolsonaro foi chamado ao altar é do culto da manhã. Tomei, por equívoco, o vídeo do culto da noite, no qual o pré-candidato não estava presente”, explicou Valdinei Ferreira.

O doutor em sociologia pela USP também se desculpou diretamente com o pastor Malafaia pela atribuição equivocada.

“Peço desculpas ao pastor Malafaia pela atribuição de ocultação da presença de Flávio Bolsonaro no vídeo que ficou nas redes sociais da igreja”, declarou o jornalista.

Apesar da correção sobre a presença de Flávio Bolsonaro, Valdinei Ferreira manteve o tom de crítica em relação à postura do líder religioso frente às revelações sobre a proximidade do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro. Ferreira argumentou que, mesmo que pastores não sejam responsáveis por fiscalizar a participação de fiéis na comunhão, existe o dever de exortar aqueles cuja conduta se distancia dos princípios bíblicos.

O colunista fez referência a áudios vazados que indicavam a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro para a captação de recursos destinados a um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O jornalista sustentou que, diante de condutas contrárias aos ensinamentos bíblicos, como a mentira, é papel do líder religioso orientar o fiel ao arrependimento.

Alerta teológico desobediência leva a trágico fim de profeta

Profeta mais velho sentado à beira de um caminho, com um leão e um jumento próximos, simbolizando o julgamento divino.

Profeta de Judá morre após desobedecer ordem divina direta em Betel, alertam teólogos

A narrativa bíblica de 1 Reis 13, considerada uma das passagens mais enigmáticas do Antigo Testamento, narra o encontro fatal entre um homem de Deus vindo de Judá e um profeta mais velho de Betel. O episódio, que culmina na morte do profeta de Judá, é apresentado como um profundo estudo sobre a obediência inegociável a Deus e os riscos da complacência espiritual, mesmo entre os devotos, segundo análise teológica.

O contexto histórico-religioso da história é marcado pela divisão do reino de Israel. Jeroboão, temendo a fidelidade de seu povo a Jerusalém, estabeleceu um culto idólatra com bezerros de ouro em Betel e Dã. Neste cenário de sincretismo religioso, surge o homem de Deus com uma missão específica e restrita: clamar contra o altar de Jeroboão, abster-se de comer ou beber em Betel, e não retornar pelo mesmo caminho percorrido. Inicialmente, o profeta demonstra grande integridade, resistindo à intimidação do rei e à tentação da hospitalidade real, recusando presentes e honrarias.

O engano do profeta mais velho e a queda do mensageiro

O ponto crucial da narrativa se dá com a intervenção do profeta mais velho de Betel. Este, contrariando a ordem divina recebida pelo profeta de Judá, mente ao alegar que um anjo o instruiu a convidá-lo para comer e beber em sua casa. A fonte aponta que a autoridade religiosa, mesmo que aparentando ser um igual, representou um perigo sutil. Ao aceitar o convite, o profeta de Judá desobedeceu à ordem direta de Deus.

“E ele lhe disse Eu também sou profeta como tu, e um anjo me falou…” (1 Reis 13:18)

A análise teológica destaca que a tragédia do homem de Deus não foi sucumbir à ameaça de um tirano, mas à mentira de um igual, falhando ao colocar a hierarquia e a experiência de outro profeta acima da revelação pessoal que recebera do Senhor. A palavra de Deus revelada diretamente a um indivíduo, segundo a fonte, não pode ser anulada pela palavra indireta de terceiros, independentemente de seus títulos ou experiências.

Julgamento divino e lições para a fé contemporânea

O desfecho da história é brutal. Enquanto comiam, violando a ordem divina, o Espírito de Deus, através do próprio profeta enganador, sentenciou o profeta enganado. A morte do homem de Deus, atacado por um leão que não o devora nem ataca seu jumento, é interpretada como uma execução divina, confirmando a severidade do julgamento de Deus sobre seu mensageiro. Este julgamento, embora físico, contrasta com a aparente impunidade do rei Jeroboão e do profeta mentiroso naquele momento, ressaltando que quanto maior o privilégio espiritual, maior a responsabilidade.

A narrativa de 1 Reis 13 serve como um aviso atemporal sobre o perigo das “novas revelações” que contradizem a Palavra clara de Deus, e sobre como o mal pode se disfarçar de religiosidade, como alertado em 2 Coríntios 11. A obediência parcial é, na verdade, desobediência, e a integridade da Palavra divina não admite revisões baseadas em conveniência humana. O julgamento, como indicado em 1 Pedro 4, começa pela casa de Deus, aplicando um padrão mais elevado àqueles com maior acesso à Sua voz.

Tulsi Gabbard deixa cargo de inteligência para cuidar do marido com câncer

Tulsi Gabbard em pose reflexiva

Tulsi Gabbard se despede do posto de inteligência nacional para dedicar-se ao marido em tratamento contra câncer raro

Tulsi Gabbard apresentou sua renúncia ao cargo de diretora de inteligência nacional do governo do presidente Donald Trump na sexta-feira (data específica não informada na fonte). A decisão foi comunicada em carta e motivada pela necessidade de acompanhar o marido, Abraham, que enfrenta um diagnóstico de uma forma extremamente rara de câncer ósseo.

A ex-congressista pelo Havaí, veterana militar e conhecida por sua oposição a guerras estrangeiras, ocupava uma posição delicada no governo. Sua saída marca a quarta demissão de um oficial de gabinete durante o segundo mandato de Trump. A notícia da renúncia veio após especulações sobre um possível distanciamento de Gabbard em relação ao presidente, especialmente após a decisão de Trump de atacar o Irã, que gerou divergências internas na administração.

O diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, Joe Kent, já havia anunciado sua renúncia em março, alegando que não poderia apoiar a guerra em boa consciência. Gabbard, por sua vez, viu sua oposição a conflitos externos colocá-la em uma posição desconfortável com a aliança dos EUA com Israel nos ataques ao Irã em 28 de fevereiro.

Durante uma audiência no Congresso em março, os comentários de Gabbard sobre a situação foram notavelmente cautelosos, evitando um endosso explícito à ação militar de Trump. Ela repetidamente desviou de questões sobre alertas prévios da Casa Branca a respeito de possíveis consequências do conflito, como o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã.

Em declarações escritas ao Comitê de Inteligência do Senado, Gabbard afirmou que o Irã não havia demonstrado intenção de retomar seu programa nuclear após os ataques americanos do ano anterior terem o “aniquilado”. Essa posição contrariou as afirmações de Trump, que insistia na necessidade da guerra para conter uma ameaça iminente da República Islâmica.

“Não é responsabilidade da comunidade de inteligência determinar o que é ou não uma ameaça iminente”, declarou Gabbard, ressaltando que a decisão de atacar era de Trump, não dela.

A situação gerou questionamentos de legisladores a Gabbard, como a principal autoridade de inteligência do país, sobre a ameaça representada pelo Irã. Ela manteve a posição de que a iniciativa de ataque partiu do presidente.

Jejum: a chave oculta para a soberania do espírito e corpo

Uma pessoa em meditação profunda, simbolizando a conexão entre jejum, espiritualidade e autoconhecimento.

A prática milenar de abstenção, analisada pela jornalista Cris Beloni no portal Guiame, emerge como uma potente ferramenta para a soberania do espírito e o alinhamento integral do ser, superando a mera privação física.

A fome, em sua essência, transcende o simples sinal fisiológico de necessidade energética. Ela representa um clamor profundo da alma por preenchimento, um vazio existencial que, desde o Éden, nenhuma substância terrena consegue saciar. Assim, cada impulso de fome física atua como um espelho de uma carência mais profunda, um indicativo divino que aponta para uma busca que se resolve unicamente na presença do Criador, conforme a jornalista Cris Beloni explica em artigo para o portal Guiame.

Na contemporaneidade, a sociedade frequentemente busca o anestesiamento constante. Diante da angústia ou do tédio, a reação imediata é o preenchimento artificial, seja através da comida, do uso excessivo de telas ou do consumo desenfreado, tudo para silenciar a própria voz interior. Essa dinâmica transforma tempo e energia em paliativos temporários para feridas que demandam uma intervenção espiritual mais profunda. É nesse contexto que o jejum surge, não como um fardo, mas como uma estratégia libertadora essencial para restaurar o governo da alma.

Muitos cristãos maduros, inclusive, abandonaram essa disciplina, equivocadamente associando-a a um esforço mecânico ou meramente religioso. Eles desconsideram que o jejum constitui um campo de treinamento para o domínio do espírito sobre a carne. Não se trata de convencer Deus a ouvir, mas sim de remover o excesso de “ruído” que impede o discernimento de Sua direção. Ao silenciar as demandas do estômago, cria-se um ambiente propício para que a voz divina se torne finalmente audível. Portanto, essa jornada não se resume a passar fome, mas a nutrir o que é eterno. Confrontar o desconforto da privação abre as janelas internas para a luz de Deus, operando um “reset” na máquina humana e alinhando-a às instruções do Criador.

O jejum sob a ótica da bíblia e da ciência

Biblicamente, o jejum é concebido como uma disciplina de humilhação e de busca profunda. Sua finalidade não é manipular a vontade divina, mas sim sintonizar o coração humano à frequência de Deus. A Bíblia apresenta diversos propósitos para o jejum, incluindo atos de arrependimento (duração de um dia), situações de urgência e crise (três dias), períodos de perseverança e busca por clareza mental (vinte e um dias), e até fases de transição ministerial (quarenta dias).

Paralelamente, a ciência moderna começou a corroborar o que a fé já indicava: o jejum estimula a autofagia, um processo de limpeza celular onde o corpo regenera o sistema imunológico e aprimora a função cognitiva. Durante o jejum, o organismo desvia energia do processamento alimentar para a reparação de danos. Essa confluência entre fé e ciência não é acidental; ao cuidar do corpo através da restrição voluntária, o indivíduo trata seu “templo” com a seriedade requerida pelo Espírito Santo. O jejum, seja intermitente ou bíblico, evidencia a inseparabilidade entre saúde física e vitalidade espiritual.

Do jejum intermitente ao jejum bíblico: orientações práticas

A dúvida sobre “qual jejum praticar” é comum. O jejum intermitente, com protocolos como 16/8 (dezesseis horas de jejum e oito de alimentação) ou 12/12 (doze horas de jejum e doze de alimentação), representa uma estratégia eficaz para a regulação da insulina e a redução de inflamações. Quando praticado com o foco correto, ou seja, não apenas para emagrecer, mas para honrar o corpo como um templo, ele também adquire um caráter espiritual. Sacrificar o prazer imediato da comida em prol da saúde é um exercício de domínio próprio.

Por outro lado, o jejum bíblico, em sua forma tradicional, implica na abstinência total de alimentos, permitindo apenas a ingestão de água. Essa é a ferramenta clássica para intercessão e busca espiritual. Em circunstâncias extremas de perigo ou intensas experiências espirituais, a prática de jejum absoluto (sem líquidos e sem sólidos) é encontrada, embora reservada a curtos períodos e situações de crise profunda, como observado nos relatos de Ester e Paulo.

É fundamental não confundir o jejum com “propósito de abstinência”. Abrir mão de café, redes sociais ou telas é, de fato, um ato de consagração valioso para superar vícios emocionais e “ídolos” contemporâneos. Se algo exerce controle sobre o indivíduo, é dessa “coisa” que se deve jejuar. Contudo, esses propósitos são complementares e não substituem a disciplina bíblica de sujeitar o corpo perante o Criador.

Ética e essência: o alinhamento do ser

O maior risco do jejum é a vaidade espiritual. Jesus advertiu sobre a importância da discrição: “Lave o rosto e coloque óleo sobre a cabeça”. Jejuar com o intuito de parecer mais santo aos olhos alheios ou de receber elogios pela disciplina já representa a própria recompensa. O jejum autêntico é secreto e dirigido ao Pai.

Afinal, a Escritura é clara sobre a postura correta durante o jejum.

“Quando jejuarem, não mostrem uma aparência sombria como os hipócritas…” (Mateus 6.16).

Ao se submeter à prática, o indivíduo inevitavelmente descobrirá o que utiliza para anestesiar sua alma. A fome surge, e com ela, a impaciência ou a ansiedade afloram. Identificar esses “vazios” constitui o primeiro passo para a restauração. O jejum não altera Deus, mas sim quem o pratica. Ele impulsiona a estrutura completa do ser — corpo, alma e espírito — a se realinhar. O corpo se purifica, a alma se aquiete e o espírito ganha espaço para exercer sua liderança. A busca sincera por Deus, aliada ao arrependimento, como em Joel 2.12, transforma o jejum bíblico em uma arma poderosa contra forças espirituais que, de outra forma, poderiam parecer invencíveis. Aceitar este convite para o novo é compreender que o cuidado integral do ser — em espírito e saúde — representa o maior ato de adoração possível.

Um convite à transformação integral

Jejum é uma escolha consciente de negar as urgências da carne para afirmar as necessidades do espírito. Silenciar o ruído do mundo permite sintonizar a vida à frequência do Reino. A jornada de jejum deve ser um encontro transformador, não apenas uma abstinência. Aquilo que confronta o indivíduo hoje, seja a falta de disciplina ou o aparente silêncio de Deus, é precisamente o que o conduzirá a um novo nível de maturidade e autoridade espiritual.

Golpista de Minnesota pega 41 anos por fraude de US$ 250 milhões em alimentos

Mulher sentenciada por fraude de pandemia sendo escoltada em tribunal federal.
Assistant Attorney General for the Fraud Division Colin McDonald speaks during a press conference Thursday, May 21, 2026, in Minneapolis. (AP Photo/Glen Stubbe)

Golpista de Minnesota sentenciada a 41 anos por fraudar US$ 250 milhões em esquema de alimentação infantil na pandemia

Um esquema massivo de fraude da era COVID-19 culminou com a sentença de 41 anos de prisão para a ex-líder de uma organização sem fins lucrativos de Minnesota, acusada de desviar centenas de milhões de dólares destinados a alimentar crianças durante a pandemia. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos classificou o caso como o “maior esquema de fraude da COVID-19 no país”.

Aimee Bock, 45 anos, fundadora e operadora da Feeding Our Future, foi sentenciada na quinta-feira em uma corte federal em Minneapolis por orquestrar o que os promotores descreveram como uma operação fraudulenta de US$ 250 milhões. A organização alegava falsamente ter fornecido 91 milhões de refeições para crianças necessitadas. Em vez disso, os fundos públicos foram desviados para compras de luxo pessoais, incluindo carros de alto padrão, bolsas de grife, joias e eletrônicos.

A organização experimentou um crescimento explosivo durante a pandemia, expandindo de cerca de US$ 3 milhões em auxílio para mais de US$ 200 milhões em um único ano, antes da intervenção das autoridades federais. O advogado de Bock argumentou por uma sentença significativamente menor, de no máximo três anos, sustentando que ela foi retratada injustamente como a mentora por trás do esquema.

O caso se ampliou, com autoridades anunciando acusações contra 15 pessoas adicionais, suspeitas de fraude relacionada a pagamentos federais ligados a programas de serviços sociais em Minnesota. “Vamos recuperar cada dólar que você roubou do povo americano”, declarou o Procurador-Geral Adjunto Colin McDonald, indicando que o governo enviou mais promotores e agentes para Minnesota neste ano.

Os promotores afirmam que a fraude foi facilitada, em parte, pelos protocolos de emergência da era COVID-19, que permitiram que organizações contornassem as inspeções e medidas de fiscalização normais. Essas regras flexibilizadas, destinadas a acelerar a ajuda aos necessitados, criaram oportunidades para o mau uso em larga escala de fundos públicos.

O caso atraiu atenção política, com depoimentos e evidências ligando a Feeding Our Future à Congressista de Minnesota Ilhan Omar. Relatos indicam que Bock alegou que Omar ajudou a pressionar por isenções ampliadas de refeições durante a pandemia, o que reduziu os requisitos de supervisão. Além do caso criminal, o esquema levanta preocupações mais amplas sobre a prestação de contas do governo e os riscos associados aos gastos emergenciais rápidos.

Autoridades alertaram que vulnerabilidades semelhantes podem ter existido em outros programas de alívio pandêmico, permitindo potencialmente o mau uso de quantias significativas de dinheiro dos contribuintes.

Christians in Saudi Arabia Still Forced to Worship in Secret Despite Religious Police Reforms

Uma década após as reformas que visavam modernizar sua polícia religiosa, a Arábia Saudita, em 2026, ainda se mantém como um dos locais mais desafiadores do mundo para aqueles que professam a fé cristã. A persistência dessa realidade, conforme detalha um artigo da Christianity Daily, revela um cenário onde a liberdade religiosa continua severamente restrita.

No país, milhões de cristãos – majoritariamente trabalhadores migrantes de nações mais pobres – são forçados a adorar em segredo. Ao contrário de outras nações, a Arábia Saudita não oferece nem mesmo a pretenção de igrejas oficiais, expondo seus fiéis a riscos significativos.

A persistente realidade da perseguição religiosa

A Arábia Saudita ocupa a 13ª posição no ranking anual da Open Doors dos países com maior perseguição a cristãos. A ausência de qualquer estrutura religiosa oficial para cristãos, sejam elas igrejas ou mesmo “fachadas” para observadores internacionais, sublinha a severidade da situação. Um relatório da International Christian Concern, citado pelo Christian Today, ressalta que o país não se preocupa nem em simular a liberdade de culto.

Estima-se que existam mais de 2 milhões de cristãos na Arábia Saudita. A vasta maioria deles são trabalhadores migrantes, muitas vezes em posições sociais menos privilegiadas, cuja fé é exercida sob constante vigilância e risco.

Liberdade limitada para alguns, perigo para outros

A experiência dos cristãos no país varia significativamente com o status social. Indivíduos estrangeiros de maior poder aquisitivo, como um cristão chamado “Nicolas” mencionado na reportagem, conseguem, ocasionalmente, participar de cultos em consulados estrangeiros ou realizar reuniões privadas em suas casas.

Contudo, para os imigrantes cristãos mais pobres, essa realidade é distante. Reuniões informais são frequentemente alvo de batidas policiais, representando um perigo iminente. A situação se agrava drasticamente para os cidadãos sauditas.

“Tenho certeza de que, se houver [cristãos sauditas], eles vivem em total sigilo ou tentam deixar o país e pedir asilo no exterior.” – Nicolas

É impossível ser cidadão saudita e não ser muçulmano. A conversão ao cristianismo, embora oficialmente passível de pena de morte, nunca foi executada. Essa pressão legal e social é tão intensa que Nicolas afirmou nunca ter encontrado um cristão nascido na Arábia Saudita.

O papel da polícia religiosa após as reformas

Desde as reformas de 2016, a polícia religiosa na Arábia Saudita teve sua autoridade para impor a moralidade islâmica reduzida, passando a ter o poder apenas de “observar e relatar”. Antes disso, incidentes de confisco de cruzes, questionamento de pessoas com Bíblias e até agressões físicas eram comuns, como um episódio em que um homem muçulmano teve seu cabelo cortado à força.

Apesar das mudanças, o relatório da International Christian Concern conclui que, embora “os dias de glória das autoridades violentamente justas pareçam ter diminuído”, a Arábia Saudita continua sendo um reino regido pela sharia. Isso significa que é prudente para os cristãos manterem sua fé de forma discreta e esconderem suas cruzes.

Em suma, as reformas na Arábia Saudita, embora tenham modificado o modus operandi da polícia religiosa, não alteraram substancialmente a realidade dos cristãos no país. A liberdade de culto continua sendo uma utopia, forçando milhões a viverem sua fé em segredo, sob constante ameaça e vigilância, perpetuando um ciclo de perseguição que impacta diretamente a vida de nacionais e migrantes.

Milhares se unem na Alemanha para orar por cristãos perseguidos globalmente

Multidão de fiéis se reúnem em arena na Alemanha para orar por cristãos perseguidos

Nove mil fiéis se reúnem na Alemanha para interceder por cristãos perseguidos e ouvir testemunhos globais de fé e resiliência

Cerca de 9 mil pessoas se congregaram em Karlsruhe, na Alemanha, durante um evento da Portas Abertas Alemanha entre 14 e 16 de maio. O encontro teve como objetivo principal a intercessão pelos cristãos que enfrentam perseguição em diversas partes do globo.

A arena DM, em Karlsruhe, foi o palco para momentos intensos de adoração e oração. Palestrantes de nações como Indonésia, Burkina Faso, Coreia do Norte, México e Ásia Central compartilharam as severas dificuldades enfrentadas por cristãos nesses locais devido à sua fé. Os presentes ouviram relatos detalhados sobre violência e outras formas de perseguição, assim como testemunhos do agir divino em meio às adversidades.

Uma jovem cristã indonésia, de 25 anos, relatou ter sobrevivido a um atentado terrorista em sua igreja em 2021, que resultou em ferimentos graves. Outro testemunho marcante foi o de Jung Jik, um pastor da Coreia do Norte, que narrou sua experiência com a fome, sua fuga do país e sua posterior detenção em um campo de trabalho no país mais fechado do mundo.

Diante desses relatos, a multidão se dedicou à oração pelos cristãos perseguidos. Muitos participantes depositaram cartões com pedidos e mensagens de encorajamento em uma grande cruz simbólica erguida no centro da arena.

“A primeira coisa que os cristãos da Igreja perseguida nos pedem para fazer é orar – e com nossa oração queremos dar coragem e confiança aos nossos irmãos e irmãs para se apegarem a Jesus em confiança, apesar da perseguição mais severa!”, afirmou a Portas Abertas Alemanha.

Uma programação especial foi desenvolvida para as crianças presentes, que tiveram a oportunidade de conhecer a realidade dos cristãos que vivem sob forte perseguição em outras nações.

Os dados mais recentes da Lista Mundial da Perseguição 2026, compilados pela Missão Portas Abertas, indicam que o número de cristãos perseguidos globalmente ultrapassou a marca de 388 milhões. A lista aponta para um aumento significativo nos índices de violência física e sexual, mesmo com uma redução nos ataques a igrejas e propriedades. Em 2025, foram registrados 4.849 cristãos mortos, 67.843 vítimas de abuso físico ou mental, 4.055 casos de estupro ou assédio sexual e 1.298 condenações por motivos de fé.