Christians in Saudi Arabia Still Forced to Worship in Secret Despite Religious Police Reforms

Mais lidas

Uma década após as reformas que visavam modernizar sua polícia religiosa, a Arábia Saudita, em 2026, ainda se mantém como um dos locais mais desafiadores do mundo para aqueles que professam a fé cristã. A persistência dessa realidade, conforme detalha um artigo da Christianity Daily, revela um cenário onde a liberdade religiosa continua severamente restrita.

No país, milhões de cristãos – majoritariamente trabalhadores migrantes de nações mais pobres – são forçados a adorar em segredo. Ao contrário de outras nações, a Arábia Saudita não oferece nem mesmo a pretenção de igrejas oficiais, expondo seus fiéis a riscos significativos.

A persistente realidade da perseguição religiosa

A Arábia Saudita ocupa a 13ª posição no ranking anual da Open Doors dos países com maior perseguição a cristãos. A ausência de qualquer estrutura religiosa oficial para cristãos, sejam elas igrejas ou mesmo “fachadas” para observadores internacionais, sublinha a severidade da situação. Um relatório da International Christian Concern, citado pelo Christian Today, ressalta que o país não se preocupa nem em simular a liberdade de culto.

Estima-se que existam mais de 2 milhões de cristãos na Arábia Saudita. A vasta maioria deles são trabalhadores migrantes, muitas vezes em posições sociais menos privilegiadas, cuja fé é exercida sob constante vigilância e risco.

Liberdade limitada para alguns, perigo para outros

A experiência dos cristãos no país varia significativamente com o status social. Indivíduos estrangeiros de maior poder aquisitivo, como um cristão chamado “Nicolas” mencionado na reportagem, conseguem, ocasionalmente, participar de cultos em consulados estrangeiros ou realizar reuniões privadas em suas casas.

Contudo, para os imigrantes cristãos mais pobres, essa realidade é distante. Reuniões informais são frequentemente alvo de batidas policiais, representando um perigo iminente. A situação se agrava drasticamente para os cidadãos sauditas.

“Tenho certeza de que, se houver [cristãos sauditas], eles vivem em total sigilo ou tentam deixar o país e pedir asilo no exterior.” – Nicolas

É impossível ser cidadão saudita e não ser muçulmano. A conversão ao cristianismo, embora oficialmente passível de pena de morte, nunca foi executada. Essa pressão legal e social é tão intensa que Nicolas afirmou nunca ter encontrado um cristão nascido na Arábia Saudita.

O papel da polícia religiosa após as reformas

Desde as reformas de 2016, a polícia religiosa na Arábia Saudita teve sua autoridade para impor a moralidade islâmica reduzida, passando a ter o poder apenas de “observar e relatar”. Antes disso, incidentes de confisco de cruzes, questionamento de pessoas com Bíblias e até agressões físicas eram comuns, como um episódio em que um homem muçulmano teve seu cabelo cortado à força.

Apesar das mudanças, o relatório da International Christian Concern conclui que, embora “os dias de glória das autoridades violentamente justas pareçam ter diminuído”, a Arábia Saudita continua sendo um reino regido pela sharia. Isso significa que é prudente para os cristãos manterem sua fé de forma discreta e esconderem suas cruzes.

Em suma, as reformas na Arábia Saudita, embora tenham modificado o modus operandi da polícia religiosa, não alteraram substancialmente a realidade dos cristãos no país. A liberdade de culto continua sendo uma utopia, forçando milhões a viverem sua fé em segredo, sob constante ameaça e vigilância, perpetuando um ciclo de perseguição que impacta diretamente a vida de nacionais e migrantes.

Ads

Mais notícias

Ads
Ads

Últimas Notícias