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Igreja da Escócia: conversões disparam e indicam “profunda fome espiritual”

Pessoas participando de um culto religioso na Igreja da Escócia, com foco em rostos expressando fé.

Igreja da Escócia aponta crescimento em conversões e busca espiritual acentuada desde a pandemia

A Church of Scotland observou um aumento significativo no número de pessoas declarando fé em Jesus Cristo desde o início da pandemia de COVID-19. Dados oficiais divulgados durante a Assembleia Geral da igreja em Edimburgo revelam que 820 indivíduos se converteram em 2025, um número quase duas vezes maior que os 428 registrados em 2021. Esse crescimento representa 27% das 841 congregações da denominação recebendo novos membros neste ano.

O relatório, classificado como “muito encorajador”, aponta essas conversões como evidências da atuação do Espírito Santo e de uma renovação na igreja. “Estamos vendo evidências de maior envolvimento com a Bíblia, interesse renovado em questões espirituais, aumento da frequência à igreja e mais jovens e adultos jovens se convertendo à fé com confiança”, destacou o documento. A igreja considera que esses resultados incentivam a redescoberta e o compartilhamento das “Boas Novas” com a sociedade.

O reverendo David Cameron comentou que os números refletem uma busca espiritual crescente nas paróquias. “É muito encorajador ver o número de Profissões de Fé aumentar novamente em toda a Igreja da Escócia. Acredito que esse crescimento reflete o fato de que, mesmo em tempos incertos, permanece uma profunda fome espiritual em nossas paróquias”, declarou. Ele atribui o crescimento ao acolhimento, à vida comunitária e às ações de cuidado pastoral oferecidas pelas igrejas.

A denominação planeja ampliar investimentos em discipulado e ministério intergeracional, com foco especial nos jovens. “Precisamos continuar investindo no discipulado e no ministério intergeracional, criando espaços onde os jovens possam explorar a fé com sinceridade e se sentirem acolhidos de forma significativa”, afirmou Cameron. Essas conversões ocorrem enquanto a Equipe de Liderança de Ação da Fé, ativa desde maio de 2023, promove projetos de evangelização e formação de novos discípulos.

Apesar do aumento nas conversões, a Igreja da Escócia continua a enfrentar uma queda no número total de membros, encerrando o ano passado com aproximadamente 229 mil membros registrados. Essa redução de cerca de 5% em relação a 2024 é atribuída principalmente ao aumento no número de falecimentos. Um relatório de 2023 indicou que a igreja perdeu mais da metade de seus membros desde o ano 2000.

Fundada no século XVI, a Igreja da Escócia segue a tradição reformada e presbiteriana e atua como igreja nacional escocesa. A denominação não reconhece o monarca britânico como chefe da igreja. Nos últimos anos, a instituição tem debatido questões internas sobre sexualidade e identidade de gênero, tendo declarado apoio à criação de legislação contra “terapia de conversão” em 2024, desde que não restringisse a atuação de igrejas e líderes religiosos.

EUA prioriza liberdade religiosa e combate à perseguição de cristãos globalmente

Líderes globais reunidos em conferência sobre liberdade religiosa, discutindo a proteção de comunidades perseguidas.

Administração dos EUA intensifica esforços globais para proteger cristãos perseguidos e promover liberdade religiosa

A administração dos Estados Unidos colocou a liberdade religiosa internacional e o apoio a cristãos perseguidos em posição de destaque na política externa do país. Esta abordagem elevou a questão de uma preocupação diplomática secundária para um componente visível nas relações internacionais, marcando um avanço significativo no combate à perseguição de cristãos em escala global.

Uma iniciativa central desta gestão foi a criação da Cúpula Ministerial para o Avanço da Liberdade Religiosa, realizada pela primeira vez em 2018. O evento reuniu autoridades governamentais, líderes religiosos e defensores dos direitos humanos de diversas nações, estabelecendo uma plataforma internacional para discutir abertamente a violência anticristã, prisões por motivos de fé e restrições à prática religiosa.

Esta iniciativa não apenas demonstrou a escala do compromisso americano, mas também seu simbolismo, indicando a disposição dos Estados Unidos em usar sua influência para priorizar a liberdade religiosa como um direito humano fundamental. O país é visto por muitos ao redor do mundo como um farol de esperança, reafirmando a importância deste direito desde a fundação da nação, como consta na primeira emenda da Declaração de Direitos.

A visibilidade conferida às lutas dos cristãos perseguidos gerou esperança para comunidades que antes recebiam pouca atenção global. Para organizações de advocacia e grupos religiosos, essa visibilidade se traduziu em maior conscientização, engajamento e abertura de discussões sobre novas políticas.

Ferramentas econômicas e diplomáticas também foram empregadas para enfrentar abusos de direitos humanos. O uso expandido de sanções sob a Lei Global Magnitsky permitiu que o governo americano visasse indivíduos responsáveis por graves violações. Sanções individuais, como congelamento de bens e proibição de vistos, foram aplicadas contra perpetradores em países como China, Turquia e Mianmar. Sanções em nível de país, incluindo isolamento diplomático e imposição de direitos humanos, foram amplamente utilizadas contra o Irã e a Coreia do Norte, enviando uma mensagem clara sobre as consequências desses abusos.

Essas medidas representaram uma transição de um reconhecimento passivo para uma resposta ativa, buscando impor custos aos responsáveis pela perseguição, em vez de apenas documentá-la. A abordagem visa a prestação de contas em um contexto onde os perpetradores frequentemente agem com impunidade.

Estruturas institucionais dedicadas à liberdade religiosa foram fortalecidas. A administração trabalhou em colaboração com a Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF), responsável por monitorar e relatar violações. Países identificados como violadores severos foram designados como “Países de Particular Preocupação”, acionando pressão diplomática e respostas políticas, e colocando sob escrutínio governos acusados de falhar na proteção ou de perseguir ativamente minorias religiosas.

O foco na liberdade religiosa alinha-se com preocupações sobre a sobrevivência de comunidades cristãs em regiões historicamente significativas, como Irã e Síria, onde conflitos e violência direcionada reduziram drasticamente as populações cristãs. A administração enfatizou a urgência de preservar a diversidade religiosa e proteger populações vulneráveis globalmente.

Em uma ação decisiva, no dia de Natal, o presidente anunciou ataques a militantes do ISIS na Nigéria por terem como alvo cristãos inocentes. O embaixador Brian Burch destacou que, graças à liderança presidencial, esforços estão em curso para acabar com a crise existencial enfrentada por cristãos na Nigéria, afirmando que o presidente lidera com o poder americano.

Por meio de diálogo diplomático, convocação de líderes internacionais e aplicação de sanções direcionadas, a administração dos EUA trouxe a perseguição de cristãos para o centro do debate internacional, demonstrando disposição em usar a autoridade presidencial para promover a responsabilização e as consequências para os perpetradores. Em um mundo onde milhões enfrentam discriminação e violência por sua fé, ações rápidas e decididas continuam sendo relevantes e necessárias.

Flávio Bolsonaro lidera simulação contra Lula em 2026, aponta pesquisa Gerp

Simulação de debate entre Flávio Bolsonaro e Lula em pesquisa eleitoral.

Pesquisa Gerp aponta senador Flávio Bolsonaro com sete pontos de vantagem sobre Lula em simulação de segundo turno para 2026

Uma pesquisa divulgada pelo instituto Gerp nesta quinta-feira (14) indica que o senador Flávio Bolsonaro se encontra numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma eventual segunda etapa da eleição presidencial de 2026. No cenário simulado, Bolsonaro registra 50% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 43%.

O levantamento também explorou cenários com Lula frente a outros potenciais candidatos à Presidência. Foram testados nomes como Ciro Gomes, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Pablo Marçal. Os dados divulgados pela Gerp indicam que Lula se encontra em situação de empate técnico com Caiado, Zema e Ciro Gomes, quando consideradas as margens de erro da pesquisa.

O estudo também avaliou o nível de consolidação do voto entre os eleitores dos principais nomes investigados. Entre os entrevistados que declararam voto em Lula, 83% afirmaram que sua decisão está “totalmente definida”, com apenas 6% indicando a possibilidade de mudança de escolha.

No grupo de eleitores de Flávio Bolsonaro, o índice de voto consolidado foi igualmente de 83%. Uma porcentagem menor, 3%, declarou que ainda pode alterar sua preferência eleitoral. A pesquisa ouviu 2 mil pessoas em todo o território nacional.

O período de coleta de dados ocorreu entre 8 e 12 de maio de 2026. A margem de erro do levantamento é de 2,24 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95,5%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03369/2026 e teve um custo de R$ 20 mil, sendo financiada com recursos próprios do instituto Gerp.

Paraná: 23 detentos renascem em batismo simbólico de “morte para a velha vida”

Detentos são batizados em piscina improvisada no pátio de penitenciária no Paraná

Batismo em penitenciária no Paraná: 23 presos celebram renascimento espiritual com simbolismo de “morte para a velha vida”

Na última segunda-feira (11), 23 detentos da Penitenciária Estadual do Paraná I, localizada na região metropolitana de Curitiba, passaram por um batismo em águas que marca um profundo simbolismo de renascimento. A cerimônia ocorreu em uma piscina improvisada no pátio da unidade prisional, onde os internos, recém-convertidos, deram testemunho público de sua fé em Jesus Cristo. A iniciativa foi uma realização da Polícia Penal do Paraná (PPPR) em colaboração com a Igreja Evangélica Templo das Águias, e incluiu apresentações teatrais encenadas pelos próprios detentos.

O pastor Sérgio Castro explicou o significado teológico do batismo, ressaltando sua conexão com o sepultamento e a ressurreição. “Biblicamente, este ato traz referência a sepultamento. É como se estivesse sepultando alguém. E quando essa pessoa sai da água, é como se ele estivesse ressuscitando”, pontuou. Ele detalhou que o simbolismo representa “morrendo para a velha vida, a velha natureza, aquela vida de ilusão e de violência”. O pastor enfatizou que o Evangelho oferece uma oportunidade de mudança, com o objetivo de que “muitos dos apenados sairão regenerados, com uma nova forma de pensar, de olhar a vida, de tratar as pessoas”.

A transformação provocada pela fé foi compartilhada por detentos que participaram do batismo. Um deles relatou sua conversão após conhecer outras opções religiosas durante o período de encarceramento, graças ao trabalho de evangelismo realizado na unidade. “Hoje me sinto transformado, sou batizado nas águas e não quero mais saber do mundo do crime”, declarou, reforçando a importância do trabalho pastoral dentro do sistema penal. Outro participante destacou a satisfação em poder se expressar através de atividades artísticas, como teatro e coral, como uma forma de dedicar suas ações a Deus.

João Paulo Schlemper, diretor da Penitenciária Estadual do Paraná I, sublinhou o papel fundamental da fé no processo de reestruturação pessoal dos detentos. “A fé pode servir como instrumento de transformação pessoal, auxiliando no processo de reinserção social e no fortalecimento de valores positivos”, afirmou. Schlemper também salientou os benefícios das ações para a disciplina, o respeito mútuo e o incentivo ao abandono da criminalidade, oferecendo aos apenados novas perspectivas para o futuro.

SBC espera quase 20.000 participantes para grande encontro anual em Orlando

SBC espera quase 20.000 participantes para grande encontro anual em Orlando

A Convenção Batista do Sul (SBC) se prepara para um de seus maiores encontros dos últimos anos, com a expectativa de reunir aproximadamente 20.000 pessoas em Orlando para sua convenção anual. O evento, que acontecerá de 7 a 10 de junho no Orange County Convention Center, promete ser um marco significativo, atraindo líderes religiosos, mensageiros e membros de igrejas de todo o país.

O aumento esperado no número de participantes é visto como um reflexo de um renovado otimismo em relação ao futuro da denominação. Essa percepção positiva é impulsionada por relatos recentes de aumentos substanciais em batismos e na frequência regular às igrejas em nível local, além de eleições tranquilas e sem contestações para cargos executivos importantes em instituições como o Southeastern Seminary e a Lifeway, o braço editorial da Convenção, e a Ethics & Religious Liberty Commission.

Um encontro de grande escala

O interesse no evento anual da SBC tornou-se evidente meses antes, quando as reservas de hotéis foram abertas. Segundo a Convention Manager, Lynn Richmond, a demanda por acomodações rapidamente superou as expectativas. Mais de 13.000 dos participantes esperados atuarão como mensageiros oficiais, representando as igrejas da SBC durante as sessões de negócios da convenção.

Jonathan Howe destacou que este será o maior encontro anual desde 2021, em Nashville. “Mal podemos esperar para ver as famílias da SBC de todo o país se reunindo em Orlando”, afirmou Howe ao Baptist Press, o serviço oficial de notícias da SBC.

A importância da convenção anual

A SBC, reconhecida como a maior denominação protestante dos Estados Unidos, reúne-se anualmente em junho para conduzir seus negócios denominacionais, eleger líderes e receber relatórios de suas agências e seminários. A Reunião Anual é considerada uma das maiores assembleias deliberativas do país.

Milhares de mensageiros se reúnem a cada ano para apresentar moções, debater resoluções e votar em questões cruciais que afetam a denominação. Durante o encontro deste ano, dois pastores estão previstos para serem nomeados para a presidência da SBC: Josh Powell, da Carolina do Sul, e Willy Rice, da Flórida. Novas indicações poderão surgir ao longo da convenção.

Tennessee institui mês da família nuclear e rejeita celebração LGBTQ+

Família nuclear posa para foto em frente à sua casa no Tennessee ao pôr do sol.

Tennessee declara junho ‘Mês da Família Nuclear’, exaltando o modelo tradicional e rejeitando celebrações LGBTQ+

O estado do Tennessee aprovou uma medida para celebrar o que chama de “design perfeito de Deus” para as famílias, designando junho de 2026 como “Mês da Família Nuclear”. A resolução, sancionada pelo governador Bill Lee, foi aprovada em ambas as casas legislativas estaduais.

A nova legislação substitui a celebração do “Mês do Orgulho LGBTQ+” pela comemoração da família nuclear e expressa rejeição a “ideologias de organizações que promovem controle populacional através de esterilização e aborto”, citando a Organização Mundial da Saúde e as Nações Unidas. A fonte para esta notícia é o CBN News.

Segundo o deputado Bud Hulsey, proponente da medida na Câmara, a família nuclear é definida como “um marido, uma esposa e quaisquer filhos biológicos, adotados ou em acolhimento”. Ele enfatizou que essa estrutura familiar representa o “design de Deus para a estrutura familiar” e é fundamental para a fundação e prosperidade dos Estados Unidos.

Legisladores do Tennessee expressaram preocupação com as consequências da crescente ausência paterna no país, citando estatísticas que associam lares sem pai a altas taxas de suicídio entre jovens, evasão escolar e encarceramento juvenil. Um estudo de 2016 sobre atiradores em escolas também apontou que uma maioria significativa foi criada em ambientes familiares instáveis ou sem ambos os pais biológicos.

A iniciativa do Tennessee segue outras ações voltadas para a reorientação do mês de junho para refletir valores familiares considerados bíblicos. Em 2025, o Departamento de Educação dos EUA reconheceu junho como “Mês do Título IX”, focando na segurança e oportunidades de mulheres em atividades educacionais. Anteriormente, o senador Ted Cruz e outros representantes introduziram uma resolução para declarar junho como “Mês da Vida”, em alusão à decisão da Suprema Corte que reverteu Roe v. Wade.

Mat Staver, fundador e presidente da Liberty Counsel, elogiou a decisão do Tennessee, afirmando que “legisladores do Tennessee por abraçar a família nuclear como o bloco de construção fundamental da sociedade”. Ele acrescentou que “a unidade familiar tradicional é essencial para que uma sociedade saudável funcione e prospere”.

Avodah a chave bíblica que une trabalho e adoração em sua rotina

Homens e mulheres colaborando em um ambiente de trabalho moderno, sugerindo propósito e espiritualidade integrada.

A antiga palavra hebraica Avodah une trabalho, serviço e adoração transformando a perspectiva profissional e espiritual

A percepção comum de que a vida profissional e a vida espiritual habitam esferas distintas é desafiada pela compreensão da palavra hebraica Avodah. Originalmente, o termo carrega em si os significados de trabalho, serviço e adoração, propondo uma visão integrada para a existência humana, segundo Rosana Sá. Essa perspectiva milenar sugere que o trabalho não é meramente uma fonte de sustento, mas um design divino presente desde o princípio.

As escrituras bíblicas indicam que, mesmo antes da Queda, o ser humano já exercia atividades de cultivo e guarda no Jardim do Éden, usando a mesma raiz hebraica Avodah. Essa prática era uma forma de servir à criação e adorar ao Criador, evidenciando que o trabalho era intrinsecamente sagrado. Exemplos em Êxodo e Salmos reforçam essa unidade, mostrando que o serviço a Deus abrangia a totalidade da vida, integrando o ato de servir com alegria e cânticos.

A teóloga Dorothy Sayers, em sua obra “Why Work?” (1942), ressalta que “o trabalho é a expressão natural da imagem de Deus no homem”, eliminando a dicotomia entre atividades religiosas e seculares. Essa visão se estende a todas as esferas profissionais, desde jornadas tradicionais até modelos de trabalho flexíveis e para aqueles que conciliam ministério e mercado.

Seguindo essa linha de pensamento, o pastor Tim Keller, em “Every Good Endeavor” (2012), aponta que “o trabalho não é apenas uma forma de ganhar a vida, mas uma forma de amar o próximo e honrar a Deus”. Complementarmente, Eugene Peterson, em “The Contemplative Pastor” (1989), descreveu o trabalho como “uma forma de oração”, sugerindo que o expediente diário pode ser um tempo prolongado de culto.

A filosofia de Avodah também contempla os períodos de dificuldade e transição, como o labor amargo descrito no livro de Êxodo. A resiliência e a confiança em meio a ambientes profissionais tóxicos ou desemprego são vistas como formas de Avodah. Deus é apresentado como o Redentor do trabalho, presente nas esperas e nas entrevistas de emprego.

A neurociência corrobora a ideia de que os seres humanos são projetados para encontrar significado no trabalho. A compreensão do propósito libera dopamina, aumenta o engajamento, diminui o estresse (cortisol) e otimiza funções cognitivas como foco e tomada de decisão. A prática consistente da ética e da excelência no trabalho também molda as conexões neurais, fortalecendo a virtude.

Rosana Sá é mentora executiva, professora universitária, CEO da Cyclos Consultoria e autora do livro “Ativando Mulheres”. Especialista em comportamento, neurociência e liderança, atua como palestrante e conferencista, além de dirigir ministérios com propósito.

Famílias do Pastor Ezra Jin e Jimmy Lai torcem por libertação antes de encontro Trump-Xi

Famílias do Pastor Ezra Jin e Jimmy Lai torcem por libertação antes de encontro Trump-Xi

Parentes do líder da igreja doméstica chinesa Ezra Jin e do editor preso de Hong Kong, Jimmy Lai, manifestam esperança de que Donald Trump levante ambos os casos durante conversas com Xi Jinping em Pequim. A expectativa gira em torno da reunião que teve início na quinta-feira.

Grace Jin Drexel, filha do Pastor Jin e fundadora da Zion Church clandestina em Pequim, compartilhou em entrevista à Fox News que a família recebeu recentemente garantias de que Trump mencionará seu pai nas negociações. “Recebemos informações há alguns dias de que o presidente disse que mencionará o nome do meu pai antes da cúpula, e isso nos deu imensa alegria e esperança”, declarou.

Pastor Ezra Jin: prisão e pressão sobre advogados

Pastor Jin, cujo nome chinês é Jin Mingri, foi detido em sua residência em Beihai em outubro de 2025, aos 56 anos. Na mesma época, autoridades prenderam ou relataram o desaparecimento de quase 30 líderes e membros ligados à Zion Church em cidades como Pequim, Xangai e Shenzhen.

Um relatório de março do The Wall Street Journal indicou que 18 indivíduos associados ao caso, incluindo Jin, estavam em uma unidade de detenção em Beihai. As autoridades não confirmaram oficialmente se acusações formais foram apresentadas.

Pressão também foi exercida sobre os advogados envolvidos. O advogado de defesa Zhang Kai teve sua licença revogada em março, enquanto outros advogados ligados ao caso teriam enfrentado suspensões ou advertências. Bill Drexel, durante a mesma entrevista à Fox News, afirmou que todos os advogados que inicialmente concordaram em representar Jin se retiraram sob pressão das autoridades.

Jin fundou a Zion Church em 2007 após concluir seus estudos no Fuller Theological Seminary, na Califórnia. Sua conversão ao cristianismo ocorreu após participar dos protestos da Praça Tiananmen em 1989, emergindo posteriormente como um dos líderes mais proeminentes do movimento de igrejas domésticas na China. Sob sua liderança, a Zion Church tornou-se uma das maiores congregações protestantes clandestinas do país.

O apoio à libertação de Jin também veio de figuras como o senador Marco Rubio e outros membros do Congresso dos EUA.

Jimmy Lai: condenação e apelo por intervenção

Paralelamente, a família de Jimmy Lai também busca a intervenção de Trump antes da visita de Estado do presidente à China. O filho de Lai, Sebastien Lai, disse ao The Telegraph que Trump pode ser o único líder mundial capaz de garantir a libertação de seu pai.

Jimmy Lai foi sentenciado a 20 anos de prisão em 2025, após ser condenado por acusações relacionadas à segurança nacional. “Trata-se de salvar a vida do meu pai. Acho que se meu pai não for libertado em breve, ele morrerá na prisão”, disse Sebastien Lai.

Lai, com 78 anos e cidadão britânico, permanece em confinamento solitário desde sua prisão em dezembro de 2020. Em dezembro de 2025, autoridades de Hong Kong o condenaram por supostamente conspirar com forças estrangeiras sob a lei de segurança nacional do território, além de acusações de conspiração relacionadas à publicação de material considerado sedicioso sob uma lei colonial separada. A sentença para esta última acusação ainda não foi finalizada.

Antes de sua prisão, Lai fundou o extinto jornal Apple Daily em Hong Kong. Recentemente, a página de suporte a Jimmy Lai no Facebook declarou que ele “resistiu ao Partido Comunista Chinês quando a maior parte do mundo desviou o olhar”, “usou seu jornal para expor sua corrupção”, “recusou-se a fugir quando a repressão veio” e, finalmente, “foi trancado em confinamento solitário e sentenciado a 20 anos” pelo PCC.

Mais recentemente, mais de 100 membros do Congresso teriam enviado uma carta instando Trump a discutir o aprisionamento de Lai diretamente com Xi. Segundo uma fonte diplomática sênior citada pelo The Telegraph, o caso permanece “no topo da lista” de questões esperadas durante as reuniões na China.

Jerusalém: O coração que pulsa fé e esperança em tempos de desafio

Paisagem de Jerusalém ao pôr do sol, com a Cúpula Dourada visível sobre a Cidade Velha iluminada por luzes quentes.
Ultra-Orthodox Jewish men and children pray at the Western Wall, the holiest site where Jews can pray, in the Old City of Jerusalem, Sunday, April 19, 2026. (AP Photo/Ohad Zwigenberg)

Jerusalém é celebrada anualmente como o coração pulsante do povo judeu, um símbolo de fé, história e esperança inabalável em tempos de incertezas

A reunificação de Jerusalém em 1967 é lembrada anualmente em Israel com música, dança e orações. A cidade transcende sua condição de local físico, sendo considerada o centro da vida, das preces e da esperança para o povo judeu.

Ao caminhar por suas ruas, é possível sentir as camadas da história, ouvir ecos de profetas e soldados e observar crianças brincando livremente em um lar que muitas gerações apenas sonharam em retornar. Jerusalém representa uma promessa cumprida, um lugar onde a destruição foi lamentada e a redenção celebrada.

Em momentos de profunda adversidade, a cidade se torna ainda mais preciosa, ensinando que a resiliência nasce da fé, e a fé, da memória de quem somos.

A celebração do Yom Yerushalayim (Dia de Jerusalém) ressalta a continuidade dos milagres, evidenciada pela prosperidade e unidade da cidade atualmente. A coexistência de pessoas de diferentes credos em suas ruas e a educação das crianças com Jerusalém como lar são vistas como manifestações desse milagre.

No entanto, essa realidade traz consigo uma grande responsabilidade de proteção e oração pela paz, garantindo que sua luz continue a brilhar em um mundo necessitado de esperança. O apoio de amigos cristãos tem sido uma fonte vital de força, com orações e compromissos que demonstram que Israel não está sozinho.

Iniciativas como as ‘Flags of Fellowship’ reforçam a união entre cristãos e judeus. A visita ao Muro das Lamentações, onde gerações antigas e atuais depositam suas preces, inspira uma certeza na orientação divina, mesmo em tempos sombrios.

Jerusalém ensina que as promessas divinas perduram, a esperança é superior ao medo e a fé tem o poder de reconstruir o que foi destruído. A celebração deste ano reforça o convite à união, à oração pela paz e à crença na proteção contínua da cidade, que sua luz brilhe intensamente.

Igreja da Escócia registra aumento de novos fiéis apesar do declínio de membros

Igreja da Escócia registra aumento de novos fiéis apesar do declínio de membros

A Igreja da Escócia apresentou um aumento notável em novas conversões cristãs nos anos que se seguiram à pandemia de COVID-19. Em 2025, 820 indivíduos reafirmaram publicamente sua fé no trabalho salvador de Jesus Cristo, um número quase duas vezes maior do que os 428 registrados em 2021. Dados apresentados à Assembleia Geral da denominação indicam que 27% das 841 congregações da Kirk acolheram novos membros durante o ano passado.

Líderes da igreja descreveram o desenvolvimento como “muito encorajador” e afirmam que reflete evidências do Espírito Santo agindo dentro da denominação. Os números sugerem que muitas pessoas nas paróquias da Kirk estão ativamente em busca de significado espiritual. Entre 2021 e 2025, a denominação registrou um total de 3.292 profissões de fé.

Sinais de renovação e engajamento espiritual

A Assembleia Geral, que se reuniu em Edimburgo, destacou em seu relatório sinais encorajadores de renovação. O documento aponta para um aumento no engajamento bíblico, um renovado interesse por questões espirituais, crescimento na frequência à igreja e a vinda de mais jovens e adultos jovens para a fé com confiança. O relatório sugere que essas mudanças devem incentivar a redescoberta da “Boa Nova que temos a compartilhar”.

O Rev. David Cameron comentou que os números indicam uma busca ativa por sentido espiritual entre a população. Esses resultados coincidem com os esforços contínuos da Faith Action Leadership Team, uma iniciativa significativa lançada em maio de 2023 com o objetivo de criar novos discípulos e fortalecer o crescimento futuro da Kirk, de acordo com um comunicado de imprensa da igreja.

Foco nas gerações mais jovens

A Faith Action Leadership Team tem dado ênfase especial às gerações mais jovens na Escócia. A equipe declarou: “Acreditamos que a Igreja da Escócia é chamada a responder à crescente curiosidade espiritual entre os jovens, uma área em que nossa denominação atualmente tem alcance limitado.” O foco é em engajar e alcançar essa demografia.

Declínio geral de membros e desafios futuros

Apesar do aumento em novos fiéis, a Igreja da Escócia continua a enfrentar um declínio geral em seu número de membros. As estatísticas da igreja mostraram aproximadamente 229.000 membros no final de 2025, representando uma queda de 5% em relação a 2024, em grande parte devido a falecimentos. Um relatório de 2023 já indicava que a Kirk havia perdido mais da metade de seus membros desde o ano 2000.

Fundada por lei durante a Reforma do século XVI, a Igreja da Escócia atua como a igreja presbiteriana nacional da Escócia. Diferentemente da Igreja da Inglaterra, ela não reconhece o monarca britânico como chefe da igreja.