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Museu da Bíblia sediará exposição sobre Herança Bíblica da Jordânia no início de 2027

Museu da Bíblia anuncia exposição sobre herança bíblica da Jordânia

O Museu da Bíblia, localizado em Washington, D.C., se prepara para sediar uma importante exposição internacional que ressaltará a herança bíblica e cristã da Jordânia. O anúncio surge após a assinatura de um acordo com o Ministério do Turismo e Antiguidades do país em 1º de agosto. Intitulada “Jordan: Dawn of Christianity” (Jordânia: Alvorada do Cristianismo), a exposição promete apresentar descobertas arqueológicas e materiais históricos diretamente ligados ao desenvolvimento do Cristianismo na região que hoje compreende a Jordânia.

Anteriormente, a coleção pôde ser vista no Vaticano e, posteriormente, em Assis, na Itália. Esta iniciativa visa aproximar o público de locais de profundo significado bíblico, muitos dos quais desempenharam papéis cruciais nos primórdios do Cristianismo. A expectativa é que a mostra atraia visitantes interessados em história, arqueologia e nos aprofundamentos da fé.

Locais bíblicos em destaque na exposição

A exposição apresentará uma série de locais bíblicos proeminentes, incluindo Betânia Além do Jordão, reconhecida pela UNESCO como o sítio tradicional onde Jesus Cristo foi batizado. Outro ponto de destaque será Maqueronte (Machaerus), local associado a João Batista e a eventos significativos de sua vida e ministério.

Outros sítios que terão sua relevância explorada na mostra incluem Umm Qais, as antigas igrejas de Rehab, a Igreja de Aqaba, as igrejas de Petra, Um er-Rasas e Madaba. Esta última é amplamente conhecida por seus mosaicos antigos, que oferecem vislumbres da vida e arte da época.

O mapa de Madaba e o significado da exposição

Uma das peças centrais da exposição será uma réplica do Mapa de Madaba, um antigo mapa de peregrinação que auxiliou viajantes a localizarem sítios mencionados na Bíblia. O presidente e CEO do Museu da Bíblia, Dr. Carlos Campo, destacou a importância do mapa:

“Este mapa de peregrinação serviu como um roteiro para caminhar pelo caminho daqueles indivíduos que estão na Bíblia.”

Campo expressou a esperança de que a exposição incentive os visitantes não apenas a aprenderem sobre o mapa, mas também a viajarem para a Jordânia. O objetivo é que possam ver o original na Igreja de São Jorge em Madaba e visitar outros locais bíblicos referenciados na mostra.

Componentes educacionais e celebrações futuras

Além das exibições arqueológicas, o programa incluirá componentes educacionais focados na história da Jordânia e na preservação dos destinos de peregrinação cristã em todo o país. A exposição também coincide com os preparativos da Jordânia para as comemorações mundiais do 2.000º aniversário do batismo de Jesus por João Batista.

A celebração deve trazer renovada atenção internacional para Betânia Além do Jordão, também conhecida como Al-Maghtas. O museu também planeja enfatizar a importância de João Batista no ministério inicial de Jesus, incluindo a relevância de Maqueronte (Machaerus), o sítio tradicionalmente associado à morte de João Batista.

“Este sítio arqueológico é um dos sítios diretamente conectados à Bíblia mais bem preservados em qualquer lugar”, afirmou Campo, referindo-se à importância de Maqueronte.

Serviço

A exposição “Jordan: Dawn of Christianity” está prevista para inaugurar no primeiro trimestre de 2027 e deve permanecer aberta aos visitantes até o final do verão. O Museu da Bíblia espera que esta iniciativa fortaleça o entendimento sobre a rica tapeçaria histórica e religiosa da Jordânia.

Pastor Lierte Soares lança “Missão Reversa” desvendando nova era cristã global

Pastor Lierte Soares apresenta seu livro "Missão Reversa" sobre a mudança do centro missionário cristão.

Pastor Lierte Soares lança “Missão Reversa” detalhando a migração do centro missionário cristão para o Sul Global

O pastor brasileiro Lierte Soares introduziu o conceito de “Missão Reversa” para descrever uma das mais significativas transformações espirituais na história do cristianismo. Soares, que atua como missionário e pastor sênior da New Life Community Church nos Estados Unidos, publicou seu novo livro homônimo que analisa o fenômeno da realocação do epicentro missionário mundial. Em declarações anteriores, o pastor explicou como o foco da fé cristã, antes concentrado na Europa e América do Norte, deslocou-se para o chamado Sul Global – abrangendo África, América Latina e partes da Ásia – nas últimas décadas.

Soares observou que, após séculos em que o Ocidente dominou o envio de missionários para outras regiões, plantando igrejas e disseminando o Evangelho, a situação atual apresenta uma inversão histórica. Enquanto nações ocidentais enfrentam um período de esfriamento espiritual, o cristianismo experimenta um crescimento expressivo no Sul global.

O livro “Missão Reversa” é o resultado do estudo aprofundado de Lierte Soares sobre essa nova realidade. O pesquisador de missiologia identificou não apenas uma mudança geográfica e sociológica, mas também um movimento de cunho espiritual. “É uma ferramenta missionária de Deus. Compreendi que Deus estava levantando uma nova geração missionária vinda da América Latina, da África e da Ásia para levar o Evangelho de volta às nações secularizadas do Ocidente”, declarou Soares. “A Missão Reversa é um movimento profético. É a resposta de Deus para uma geração que perdeu o senso de transcendência, verdade e esperança”.

Segundo Soares, as igrejas de países africanos, latino-americanos e asiáticos têm o potencial de revitalizar a igreja ocidental em nações pós-cristãs. Ele ressalta que essas comunidades trazem consigo experiências, vitalidade espiritual e abordagens missionárias que podem reacender o fervor em regiões tradicionalmente cristãs. Essa dinâmica evidencia que a atuação de Deus transcende barreiras geográficas, tradições e tempo, frequentemente invertendo fluxos e surpreendendo com métodos inesperados de renovação espiritual.

A vitalidade espiritual, a forte vida de oração, a paixão evangelística e o senso de comunidade presentes nas igrejas do Sul global são elementos cruciais para o Ocidente. A revitalização das igrejas ocidentais já é uma realidade, impulsionada significativamente por imigrantes do Sul Global. Estes se tornaram protagonistas dessa nova dinâmica missionária mundial.

“Milhões de africanos, latino-americanos e asiáticos migraram para a Europa e para a América do Norte em busca de oportunidades, segurança e futuro. Porém, muitos carregavam consigo algo ainda mais importante a fé cristã viva”, afirmou Lierte Soares. “Hoje, vemos igrejas africanas crescendo em cidades europeias, brasileiros evangelizando nos Estados Unidos, asiáticos plantando igrejas em centros urbanos secularizados”. Ele acrescentou que “Deus está usando os movimentos migratórios contemporâneos para posicionar cristãos do Sul global em nações que precisam urgentemente de renovação espiritual”.

O ministério “Missão Reversa” foi fundado por Lierte Soares para apoiar essa transformação no cristianismo global, atuando na evangelização transcultural, formação de líderes e discipulado. O objetivo é também fortalecer espiritualmente a diáspora cristã e formar discípulos maduros capazes de viver o Evangelho em contextos cada vez mais secularizados na Europa e América do Norte.

Soares, que possui mestrado e pós-graduação em missões, atualmente cursa doutorado em Missões e Evangelismo. Ele conclui que “Estamos entrando em um novo capítulo da história do cristianismo mundial — um tempo em que as nações antes evangelizadas agora retornam para reacender a chama do Evangelho nas antigas nações cristãs”. E declarou sua convicção de que “Deus está levantando uma geração de missionários latino-americanos, africanos e asiáticos que carregarão não apenas conhecimento teológico, mas também compaixão, sensibilidade espiritual e paixão por vidas”.

Igrejas evangélicas de Ceuta unem forças no apoio a migrantes em crise

Voluntários evangélicos oferecem ajuda humanitária a migrantes em Ceuta.

Igrejas evangélicas se mobilizam em Ceuta para atender crise migratória com ajuda e suporte

Em resposta à maior onda de chegada de migrantes em sua história recente, as igrejas e ministérios evangélicos em Ceuta estão articulando ações conjuntas. O objetivo é atender às necessidades urgentes da cidade, que permanece sobrecarregada uma semana após os eventos, prestando assistência tanto aos membros das congregações quanto aos milhares de estrangeiros que ainda perambulam pelas ruas. A informação é de Javier Santolaria, pastor da igreja Casa de Alabanza, a congregação evangélica mais antiga da cidade, fundada por volta de 1958, em declarações ao portal Protestante Digital.

Santolaria participou de uma reunião que reuniu diversos ministérios e igrejas locais para discutir estratégias de enfrentamento da crise migratória. A iniciativa buscou otimizar recursos, identificar demandas reais e maximizar o impacto das ações através da colaboração. Estiveram presentes representantes de várias denominações evangélicas atuantes em Ceuta, com trabalhos evangelísticos, sociais e culturais.

“Reunimos as diversas igrejas e ministérios evangélicos da cidade. O objetivo foi evitar a duplicidade de esforços, identificar necessidades reais e ver onde poderíamos ter o maior impacto trabalhando juntos.”

Um dos projetos que ganhou força com a união de esforços é o programa ‘Bocadillos con Amor’. Voluntários distribuem diariamente, de segunda a sexta-feira, cestas básicas com alimentos para grupos de migrantes em áreas periféricas da cidade. Junto à alimentação, são entregues materiais de cunho religioso, como o livro “Mais que um Carpinteiro” em francês e árabe, e o Novo Testamento com o Sermão do Monte, também em árabe. “Eles passam muitas horas sem fazer nada. Esperamos que o Senhor consiga tocar muitas vidas”, declarou o pastor Santolaria.

Fontes oficiais não confirmaram o número exato de migrantes ainda em Ceuta, mas estima-se que milhares de pessoas, incluindo muitos menores de idade, permaneçam nas ruas e bairros da cidade. A situação reflete uma realidade distante do retorno à normalidade, com bairros ainda lotados e um clima de insegurança que leva muitos residentes a restringirem sua circulação. Mesmo com o reforço policial e militar, distúrbios pontuais persistem, embora nem todos cheguem à mídia. A tensão aumenta com a proximidade do início do ano letivo e a possibilidade de escolas serem usadas para abrigar menores desacompanhados, o que gerou protestos de pais.

O aumento da presença policial e militar, com reforços vindos do continente e o exército em pontos estratégicos, trouxe um certo alívio aos moradores. Contudo, a dimensão do fluxo migratório, estimada em dezenas de milhares de pessoas em 24 horas, faz com que a sensação de que mais recursos são necessários prevaleça. As consequências da crise também se estendem aos serviços de saúde. A esposa do pastor Santolaria, enfermeira em um centro de saúde local, atuou na linha de frente no Tarajal, relatando o atendimento a feridos e a lamentável chegada de adolescentes já mortos.

A igreja Casa de Alabanza, que tem membros de diversas nacionalidades como Venezuela, México, Argentina e Colômbia, realizou cultos por videoconferência e, posteriormente, retomou os encontros presenciais com cautela. O pastor Santolaria expressou gratidão pela solidariedade recebida de outros religiosos na Espanha e pediu orações contínuas pelo bem-estar da comunidade em Ceuta.

Cuba: Igreja evangélica enfrenta barreiras governamentais em ações de caridade

Voluntários de igrejas evangélicas e católicas distribuem ajuda humanitária para populações vulneráveis em Cuba.

Governo cubano impõe entraves a trabalho humanitário de evangélicos em meio a crises de saúde e abastecimento

O governo de Cuba, juntamente com o Partido Comunista e instituições estatais, tem obstaculizado ações humanitárias promovidas por igrejas evangélicas em Las Tunas. As iniciativas visavam amparar grupos vulneráveis, incluindo enfermos, gestantes e idosos, em um cenário de acentuada crise sanitária, alimentar e social, conforme exposto por reportagem do jornalista Yoe Suárez. A tese central aponta que o Estado busca manter controle político e o monopólio da solidariedade, mesmo quando essa postura prejudica a população necessitada.

Em Puerto Padre, a Liga Evangélica de Cuba, em parceria com diversas denominações cristãs e a Igreja Católica, organizou uma jornada de saúde comunitária. O evento contou com médicos voluntários, um espaço de atendimento em uma casa pastoral e uma farmácia com medicamentos doados para atender pessoas carentes. Apesar de o Ministério da Saúde Pública ter inspecionado e aprovado as instalações, uma comitiva governamental, incluindo membros do PCC, Minsap, Minjus, polícia e exército, interveio na atividade.

Os líderes religiosos foram detidos por horas, a jornada foi suspensa e as autoridades exigiram um alvará que poderia levar até 60 dias para ser emitido. O episódio evidencia o controle estatal sobre atividades de saúde fora do âmbito oficial e o uso de burocracia para frear ações solidárias independentes, em um contexto de escassez de medicamentos, deterioração do sistema de saúde e inflação no país.

O Ministério Viento Recio, também em Las Tunas, enfrentou obstáculos ao oferecer refeições gratuitas para gestantes com deficiência nutricional e distribuir alimentos a idosos em situação de vulnerabilidade. Tais lares de idosos, dependentes de instituições estatais, apresentavam carências materiais e alimentares significativas. Assim como na jornada de saúde, as autoridades intervieram, exigiram permissões e ordenaram a paralisação da ajuda.

Contudo, mesmo diante das proibições, muitos idosos passaram a procurar diretamente a igreja Viento Recio em busca de auxílio alimentar. A reportagem destaca que a iniciativa voluntária da congregação cresceu em número de beneficiados, enquanto um lar de idosos próximo chegou a fechar por dias devido à falta de recursos para oferecer alimentação.

Pastor é condenado a 2 anos de prisão na Indonésia por blasfêmia em rede social

Pastor Dedi Saputra em frente a um tribunal na Indonésia.

Pastor da Indonésia é sentenciado a dois anos de reclusão por acusações de blasfêmia e discurso de ódio em plataforma digital

O pastor Dedi Saputra, originário de Aceh e convertido ao cristianismo, foi condenado a dois anos de prisão na Indonésia. A decisão, proferida pelo Tribunal Distrital de Banda Aceh, ocorreu em 10 de julho e o sentenciou por blasfêmia e disseminação de discurso de ódio através de sua conta no TikTok, identificada como @tersadarkan5758. A pena representa metade do tempo solicitado pela promotoria, que pedia quatro anos de reclusão.

A prisão de Saputra ocorreu em fevereiro de 2026, e o caso tem gerado considerável debate público no país. Ele reside em Bengkayang, Kalimantan Ocidental, mas o julgamento ocorreu em Banda Aceh devido ao impacto de seu conteúdo ter causado descontentamento na região de Aceh, conhecida por sua forte identidade islâmica. O conteúdo foi publicado em outubro de 2025.

Um painel de juízes, liderado por Fauzi e com a participação de Zainal Hasan e Said Hamrizal, determinou que Saputra cometeu os crimes previstos no Artigo 301, parágrafo 1º, da Lei nº 1 de 2023 sobre o Código Penal Indonésio (KUHP), com alterações da Lei nº 1 de 2026. A acusação primária sustentou que suas postagens violaram os princípios de tolerância inter-religiosa.

A defesa de Saputra apresentou um contraponto crucial durante o julgamento. Um especialista em linguística da UIN Syarif Hidayatullah Jakarta, Dr. Makyun Subuki, M. Hum., testemunhou que as declarações do pastor não configuravam hostilidade, ódio ou incitação contra Aceh ou o Islã, conforme as leis aplicadas. O conteúdo em questão seria uma resposta a comentários depreciativos de internautas sobre sua conversão ao cristianismo.

O caso levanta preocupações sobre a liberdade de expressão e a aplicação de leis em contextos de diversidade religiosa. Um procurador público, em um momento que gerou alarme, declarou em tribunal que “o sangue de um apóstata é lícito derramar”, indicando um ambiente de tensão religiosa.

Milagre no ventre mãe relata cura de tumor antes do nascimento

Jovem mulher grávida sorri enquanto segura uma ecografia, com fundo de igreja.

Jovem relata milagre de cura de tumor descoberto ainda no ventre da mãe, testemunho inspirou seu nome

Uma jovem, filha de missionários, compartilhou o relato de um milagre ocorrido ainda durante a gestação de sua mãe. Ao ser diagnosticada com um tumor que ameaçava a vida de ambas, Zoe Janeir afirma que a intervenção divina reescreveu seu destino. O testemunho foi compartilhado em vídeo no Instagram.

Zoe, natural de Niterói, Rio de Janeiro, explicou que seus pais, missionários, receberam o prognóstico desfavorável quando sua mãe estava com quatro meses de gravidez. Os exames indicaram um tumor consideravelmente grande, ao lado do útero, levando os médicos a prognosticar que nem ela nem o bebê sobreviveriam. “Eu deveria ter morrido de câncer quando ainda era um bebê, mas Deus mudou a minha história e hoje estou aqui para contá-la”, declarou Zoe.

Diante da perspectiva de morte, o pai de Zoe buscou força em sua fé. A família empreendeu uma viagem para La Paz, na Bolívia, onde em uma igreja local, um pastor teria recebido uma mensagem divina. “Ele se aproximou da minha mãe e disse: ‘Não sei o que a senhora tinha, mas o Senhor acabou de me dizer que a senhora foi completamente curada’”, relatou a jovem.

A crença na palavra recebida impulsionou o casal a continuar sua missão pela selva do Peru. Lá, um novo exame médico confirmou a ausência total do tumor. “A gravidez seguia normalmente. O bebê era uma menina e não havia qualquer sinal do tumor”, pontuou Zoe, destacando a intervenção divina.

Emocionada, Zoe associou seu nome, de origem grega e que significa vida, ao milagre vivido. Ela citou a passagem bíblica de João 10.10: “Jesus disse: ‘[…]Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância’”. Segundo ela, essa passagem e o evento inspiraram a escolha de seu nome, reforçando a ideia de que, onde a morte foi sentenciada, Deus concedeu vida abundante.

A jovem encerrou compartilhando fotos de missões familiares e enfatizando a continuidade do trabalho missionário. “Continuamos realizando missões, vivendo a bondade de Deus e testemunhando sua fidelidade em nossa família”, afirmou.

Republicanos dos EUA pedem à Coreia do Sul que suspenda proibição de saída para ex-embaixador Morse Tan

Republicanos dos EUA pedem à Coreia do Sul que suspenda proibição de saída para ex-embaixador Morse Tan

Vários membros republicanos do Congresso dos Estados Unidos fizeram um apelo à Coreia do Sul para que retire a proibição de saída que impede o ex-embaixador dos EUA Morse H. Tan de deixar o país. Tan enfrenta um processo criminal por difamação relacionado a declarações que ele teria feito nos Estados Unidos.

A deputada Young Kim, republicana da Califórnia e presidente do Subcomitê de Assuntos da Ásia Oriental e do Pacífico da Câmara, expressou profunda preocupação com a continuidade da proibição. “Não podemos permitir que esta questão ofusque nossa aliança duradoura”, afirmou Kim em uma publicação na rede social X.

Extensão da proibição levanta questionamentos

A declaração de Kim ocorreu após uma alegação do ex-primeiro-ministro sul-coreano Hwang Kyo-ahn de que a mais recente proibição de saída de Tan, que supostamente expiraria em 15 de agosto, teria sido estendida por mais três meses. A extensão ocorre às vésperas de sua primeira audiência de julgamento, marcada para 11 de setembro.

“Isso é absurdo. O que há para fazer que exija três meses? A administração Lee Jae-myung certamente pagará um preço alto por isso”, escreveu Hwang em coreano.

Morse Tan, que pode enfrentar pena de prisão, tem sido repetidamente impedido de sair da Coreia do Sul desde que chegou ao país em 28 de maio. Sua visita tinha como objetivo observar as eleições locais, em meio a alegações de irregularidades e interferência chinesa.

Carta de parlamentares americanos destaca preocupações com liberdade de expressão

Uma carta datada de 13 de agosto, enviada à embaixadora sul-coreana Kang Kyung-hwa, foi assinada pelos deputados Michael Cloud (Texas), Christopher H. Smith (Nova Jersey) e Brian Mast (Flórida), presidente do Comitê de Relações Exteriores da Câmara. Os parlamentares descreveram Tan como “um cidadão americano incapaz de retornar para casa” e lembraram seu serviço como embaixador-geral para justiça criminal global de 2019 a 2021.

A carta detalha que Tan veio à Coreia do Sul (ROK) no final de maio como parte de um esforço privado para monitorar as eleições de junho. Após sua chegada, Tan enfrentou o que foi descrito como “tratamento notavelmente injusto” do governo sul-coreano pelas declarações feitas enquanto estava nos Estados Unidos.

“O Embaixador Tan foi proibido de deixar o país e, no mês passado, foi indiciado por suposta difamação ao Presidente da ROK, Lee Jae Myung. O Embaixador Tan agora aguarda julgamento”, diz trecho da carta.

Defesa dos direitos americanos e da aliança EUA-Coreia

Os legisladores enfatizaram que o tratamento de Tan levanta sérias preocupações sobre liberdade de expressão e devido processo legal. O caso envolve declarações feitas por Tan como um cidadão americano privado, enquanto estava nos Estados Unidos. “Os direitos de Primeira Emenda do Sr. Tan como cidadão americano devem ser respeitados”, afirmaram os membros.

Eles acrescentaram que a aliança EUA-Coreia do Sul é fundamentada em “um compromisso compartilhado com o governo representativo, a liberdade individual, a liberdade de expressão e o Estado de direito”. Uma delegação do Congresso se reuniu com Tan no mês passado e confirmou que ele “permanece em boa saúde e com espírito positivo”, pedindo à Coreia do Sul que “suspenda a proibição de saída do Embaixador Tan para permitir que ele retorne para casa”.

Contexto das alegações e declarações de Tan

As acusações contra Morse Tan surgem de supostas declarações difamatórias sobre o presidente sul-coreano Lee Jae Myung, feitas durante um evento sobre integridade eleitoral no National Press Club em Washington, D.C., no ano passado. Tan, um crítico vocal do atual governo sul-coreano, chegou a descrevê-lo como “uma ditadura crescente” e alegou que o país enfrenta uma crescente infiltração comunista.

Tan falou anteriormente com The Christian Post e apareceu duas vezes no podcast “War Room” de Stephen K. Bannon.

Menina recupera visão após clamor a Deus em oração no hospital

Menina em leito de hospital recupera a visão e abraça a mãe emocionada.

jovem volta a enxergar após dias de cegueira e orações fervorosas no hospital, recuperando a visão em momento de clamor a Deus.

Uma jovem que enfrentou a perda progressiva da visão nos últimos dias recuperou a capacidade de enxergar enquanto estava internada. A melhora ocorreu após um momento de oração intensa no leito do hospital, com familiares e centenas de cristãos intercedendo por sua cura. A mãe da menina, Mayline Alves, relatou o ocorrido através das redes sociais.

Bella, filha de Mayline, começou a perder a visão em 18 de março. Poucos dias depois, a cegueira se tornou completa. Inicialmente, a visão ficou embaçada, evoluindo para que a criança visse apenas contornos e, posteriormente, borrões de cores. Em 22 de março, ela enxergava tudo em escala de cinza, e à noite, apenas o escuro.

A jovem foi internada em Teresópolis, no Rio de Janeiro, e depois transferida para um hospital em Niterói. Em 23 de março, a situação ainda era de completa ausência de visão. Diante do quadro, familiares e diversas igrejas se uniram em oração pela recuperação da menina.

“Foram dias difíceis. Muitas pessoas se uniram a nós, igrejas em orações conosco em busca de um milagre. Todos nossos familiares em uma só voz clamando”, compartilhou Mayline.

A mudança ocorreu na tarde do mesmo dia 23 de março. Bella começou a clamar a Deus por um milagre. Um vídeo publicado pela mãe mostra a menina sentada no leito hospitalar, chorando e orando fervorosamente. “Minha filha começou a orar incessantemente. Entre lágrimas e súplicas, o Senhor nos ouviu”, declarou Mayline.

Após a oração, Bella abriu os olhos e, emocionada, constatou que podia enxergar novamente. O reencontro visual com a mãe resultou em um abraço e ações de graças a Deus.

Mayline Alves finalizou o relato citando o versículo bíblico de Isaías 41:20: “Para que todos vejam e saibam, considerem e juntamente entendam que a mão do Senhor fez isso”. A mãe concluiu: “O Senhor nos atendeu, o milagre chegou”.

Mais de 50 líderes religiosos cristãos e muçulmanos assinam acordo de paz inter-religiosa na Nigéria

Mais de 50 líderes religiosos cristãos e muçulmanos assinam acordo de paz inter-religiosa na Nigéria

Em um esforço significativo para promover a harmonia e a coexistência pacífica, mais de 50 líderes religiosos, tanto cristãos quanto muçulmanos, na Nigéria firmaram um acordo histórico. O pacto, assinado em 13 de agosto em Abuja, visa fortalecer os laços entre as comunidades religiosas e combater o discurso de ódio e o extremismo, especialmente em antecipação às eleições do país em 2027.

Esta iniciativa, organizada pela Liga do Mundo Muçulmano, sediada na Arábia Saudita, também anunciou a criação de um novo órgão inter-religioso. Seu principal objetivo é incentivar a cooperação entre as diversas comunidades cristãs e muçulmanas da Nigéria, um país que tem enfrentado tensões religiosas alimentadas por anos de violência e divisões políticas.

Um pacto contra o ódio e o extremismo

O acordo surge em um momento crucial, onde a Nigéria busca mitigar os efeitos da violência sectária e das clivagens políticas que, por vezes, se sobrepõem às divisões religiosas. Embora o norte do país seja predominantemente muçulmano e o sul majoritariamente cristão, ambas as fés coexistem em todo o território nacional.

John Praise Daniel, presidente da Assembleia de Líderes Religiosos Cristãos do Norte, destacou a importância do acordo para orientar o discurso religioso. “Sem discurso de ódio, sem desrespeito a outros grupos religiosos, sem chamar pessoas de infiéis”, afirmou Daniel, sublinhando o compromisso em evitar retóricas inflamatórias.

“Não é um chamado para abandonar sua própria religião, mas sim uma cooperação para trabalhar juntos em harmonia.”

Khalid Abubakar, secretário-geral da Jama’atu Nasri Islam, ressaltou que o acordo não exige que nenhuma das partes comprometa sua fé. Ele explicou que o objetivo é a cooperação e a convivência pacífica.

Apoio governamental e desafios persistentes

Mohammad Al-Issa, secretário-geral da Liga do Mundo Muçulmano, celebrou a iniciativa como uma demonstração do desejo compartilhado de superar divisões religiosas. “Não negamos que ideias extremistas prejudicaram a todos; todos foram afetados por isso”, disse Al-Issa, reconhecendo o impacto negativo do extremismo.

O governo nigeriano manifestou seu forte apoio ao acordo. O vice-presidente do Senado, Barau Jibrin, representando o Presidente Bola Tinubu na cerimônia, assegurou o compromisso governamental com a unidade nacional. “O governo está determinado a garantir que permaneçamos unidos como país, apesar de nossas diferenças, quaisquer que sejam essas diferenças”, declarou Jibrin, que esteve presente juntamente com três governadores do norte.

O acordo incentiva o respeito mútuo entre as comunidades de fé e apela aos líderes religiosos para que rejeitem veementemente a linguagem inflamatória. A Nigéria tem enfrentado anos de ataques de insurgentes islamistas, grupos armados e outros atores, com organizações como o Boko Haram e o Estado Islâmico da Província da África Ocidental sendo responsáveis por violência contínua há mais de 15 anos, resultando em milhares de mortos e comunidades deslocadas.

Embora os cristãos tenham sido alvos frequentes, um número significativo de muçulmanos também perdeu suas vidas. Relatos indicam que grande parte da insurgência se concentra no nordeste predominantemente muçulmano, onde analistas e grupos de direitos humanos afirmam que os muçulmanos constituem a maioria das vítimas. A crise de segurança mais ampla na Nigéria transcende a simples divisão cristã-muçulmana, com a Comissão dos EUA para a Liberdade Religiosa Internacional documentando ataques de grupos extremistas islamistas, militantes Fulani e outros atores não estatais, além de discriminação e restrições religiosas que afetam diversas comunidades.

A situação é ainda mais complexa considerando a decisão do partido governista All Progressives Congress, liderado por Tinubu, de apresentar novamente uma chapa presidencial muçulmana-muçulmana, como ocorreu em 2023. Essa escolha representa um afastamento da prática tradicional de equilibrar as chapas entre as duas maiores comunidades religiosas do país.

Cristãos sequestrados por 67 dias na Nigéria relatam tortura e fome após libertação

Cristãos libertados após sequestro na Nigéria recebem cuidados médicos.

Catorze cristãos libertados após 67 dias de cativeiro na Nigéria, enfrentando abuso e fome severos

Quatorze cristãos foram resgatados após serem mantidos em cativeiro por 67 dias na Nigéria. O grupo, sequestrado em 28 de abril durante uma cruzada evangelística no estado de Ekiti, enfrentou abuso físico, fome e tortura. Uma idosa de 84 anos, mantida em cativeiro, morreu em decorrência das condições desumanas.

O sequestro ocorreu durante um ataque à cruzada da Igreja Apostólica de Cristo (CAC), em Eda Oniyo-Ekiti. Homens armados invadiram o local, mataram o pastor que ministrava e levaram os fiéis para a floresta. Segundo informações do jornal nigeriano Premium Times, o grupo era composto majoritariamente por mulheres, além de dois meninos e crianças com idades entre dois e quatro anos.

Inicialmente, os sequestradores demandaram um resgate de 1 bilhão de nairas, posteriormente reduzido para 50 milhões. A comunidade conseguiu arrecadar e entregar apenas 10,5 milhões de nairas e outros itens solicitados. Apesar do pagamento parcial, as vítimas não foram liberadas pelos criminosos.

O resgate foi efetuado em 3 de julho, após uma operação coordenada pelas forças de segurança da Nigéria. O porta-voz da Polícia de Ekiti, Sunday Abutu, detalhou que a ação foi baseada em inteligência e contou com a participação conjunta da polícia, exército, força de segurança comunitária Amotekun, caçadores locais, governo estadual e outras agências.

Vídeos divulgados após o resgate mostram os sobreviventes em estado debilitado, com ferimentos e necessitando de auxílio para se locomover. Alguns relataram ter passado mais de uma semana sem comer.

As vítimas foram encaminhadas a um hospital para exames e tratamento médico. O empreendedor cristão Didier Neza, que compartilhou o caso no Instagram, relatou que as mulheres foram vítimas de estupro coletivo e tortura, enquanto as crianças passaram fome e todos sofreram abusos severos.

“As vítimas suportaram mais de 67 dias de inferno na mata. As mulheres foram vítimas de estupro coletivo e tortura, as crianças passaram fome e todos sofreram tortura severa e abusos brutais”, relatou Didier Neza.

Neza destacou o tratamento desumano e as condições degradantes, que levaram à morte da idosa de 84 anos. As vítimas recebem atualmente tratamento no Hospital Universitário da Universidade Estadual de Ekiti (EKSUTH), profundamente traumatizadas e com a saúde fragilizada.

O caso evidencia a perseguição religiosa na Nigéria e a pouca atenção midiática internacional a tais eventos. Didier Neza criticou o silêncio da mídia internacional quando cristãos sofrem ataques, contrastando com a cobertura dada à libertação de reféns muçulmanos. Ele apontou uma tática para ocultar o massacre sistemático de cristãos, onde mortes de muçulmanos são enquadradas como disputas internas entre jihadistas.

“Quando cristãos são sequestrados e posteriormente libertados após meses de estupro, tortura e fome nas mãos de jihadistas Fulani, a mídia internacional permanece em silêncio absoluto”, afirmou Neza, alertando para a necessidade de se manifestar e orar pela Igreja na Nigéria.