Nikolas Ferreira critica PEC do fim da escala 6×1 como populismo eleitoral sob Lula

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Nikolas Ferreira aponta populismo eleitoral em proposta de fim da escala 6×1 articulada sob governo Lula

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) expressou críticas contundentes à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala de trabalho 6×1. Em um vídeo divulgado nas redes sociais na terça-feira (26), o parlamentar classificou a iniciativa como populismo eleitoral, especialmente por ter sido acordada para análise nesta quarta-feira (27) na Câmara dos Deputados, após um pacto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Casa, Arthur Lira. O conteúdo é baseado em informações da Gospelmais.

Embora Nikolas Ferreira tenha declarado não se opor à redução da jornada de trabalho, ele enfatizou a necessidade de que o debate ocorra de maneira séria e não superficial. “O trabalhador tem que ter tempo pra saúde, pra lazer, pra cuidar da sua família, pra ter um tempo de fé, pra poder ir pra igreja. Agora, meu ponto sempre foi discutir isso de maneira séria e não populista”, disse.

Segundo o parlamentar, a esquerda estaria utilizando a questão da escala de trabalho com propósitos eleitorais, negligenciando debates cruciais sobre inflação, carga tributária, segurança pública e geração de empregos. Ferreira direcionou críticas à deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), uma das proponentes das PECs em discussão, citando entrevistas em que ela teria admitido a ausência de estudos específicos sobre os impactos econômicos da medida.

Um dos pontos mais ressaltados por Nikolas Ferreira foi a exclusão dos servidores públicos da aplicação da PEC, o que, para ele, configura uma contradição significativa. “Eles tiraram o servidor público do fim da escala 6×1. Ou seja, sabendo que vai ter impactos econômicos, eles deixaram isso só pro setor privado. Mas pro setor público, né? Aí não. Vamos manter do jeito que tá, que senão vai quebrar o setor público, né? Bicho, é muita cara de pau!”, afirmou.

O deputado rebateu ainda alegações de que teria defendido o aumento da jornada semanal para 52 horas. Ele esclareceu que sua emenda apenas propunha um teto de até 12 horas extras para quem optasse por realizá-las. Como alternativa, Nikolas Ferreira sugeriu um modelo de 40 horas semanais com maior flexibilidade na distribuição da carga horária e mencionou que a oposição poderia apoiar uma escala 4×3 para evidenciar os efeitos econômicos da proposta antes das eleições.

“Se só na dor o brasileiro aprende, então que assim seja. Eu não tenho medo de dizer a verdade. Eu não tenho medo de escancarar o jogo sujo que a esquerda faz pra cima da gente”, concluiu.

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