Netanyahu chega aos EUA para encontro com Trump; conversas com Irã são confirmadas
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, desembarcou nos Estados Unidos nesta segunda-feira (data específica não informada na fonte) para uma série de conversas com o presidente Donald Trump. Em paralelo, o governo americano confirmou estar engajado em “conversas profundas” com o Irã, conforme anúncio feito pelo próprio presidente Trump. A agenda inclui ainda a participação de Netanyahu no funeral do senador Lindsey Graham, amigo e apoiador de Israel.
Antes de viajar, Netanyahu destacou que este seria seu oitavo encontro com Trump, superando a frequência de reuniões com outros líderes internacionais. Ele ressaltou a necessidade de agir com “grande determinação e grande sabedoria” durante as discussões.
“Discutiremos todas as questões na agenda, em primeiro lugar o Irã”, afirmou Netanyahu. “Naturalmente, nosso objetivo é salvaguardar nossa segurança e também expandir o círculo de paz ao nosso redor. Embarco nesta missão com um objetivo claro garantir a segurança, a força e o futuro do nosso querido Estado de Israel.”
O primeiro-ministro israelense teria pressionado seu gabinete de segurança pela aprovação do envio da Força Internacional de Estabilização para Gaza, mesmo sem o desarmamento do Hamas, de acordo com informações veiculadas pelo Canal 12 de Israel e publicadas pelo The Times of Israel. A reportagem sugere que essa movimentação visava fortalecer sua posição para o encontro com Trump, que esperava alguma conquista diplomática para justificar a reunião.
Sobre as negociações com o Irã, Donald Trump indicou que o país persa demonstra interesse em um acordo devido às dificuldades econômicas que enfrenta. “Eles realmente querem fazer um acordo porque estão sofrendo. Nós praticamente destruímos seus militares e eles querem se encontrar, e nós estamos nos encontrando”, declarou Trump.
“Vamos ver o que acontece, a chance de podermos fazer um acordo. Sem o que fizemos, eles nem estariam falando conosco”, acrescentou.
Falando a repórteres, Trump assegurou que o Estreito de Ormuz está em boa situação e que, caso um acordo não seja alcançado com o Irã, os EUA retomarão ações militares anteriores. Ele também desmentiu relatos sobre baixas reservas de munições americanas, afirmando que os estoques estão adequados e sendo rapidamente reabastecidos, com ênfase particular na fabricação de mísseis Patriot.
Israel, por sua vez, manteve-se discreto em relação às conversas sobre o Irã. Uma mensagem direcionada ao líder americano foi vista em edifícios ao longo de uma rota de trem em Tel Aviv com os dizeres “Presidente Trump, termine o trabalho!”.
