Igreja brasileira precisa retomar responsabilidade missionária segundo pastor Marcos Corrêa
O pastor e jornalista Marcos Corrêa da Silva, integrante da Missão Mãos Estendidas, afirma que as igrejas brasileiras estão se distanciando de sua essência ao perder o foco em missões transculturais. Com base em informações do portal Guiame, o missionário destaca que a Grande Comissão não pode ser vista como tarefa exclusiva de especialistas, mas como um chamado para todo cristão.
Atuando há mais de uma década no continente africano, Corrêa é um dos líderes do Projeto Umodzi. A iniciativa foca em comunidades vulneráveis de Moçambique, Malawi, Zâmbia e Zimbábue, onde desenvolve ações de educação, alimentação, evangelização e infraestrutura, incluindo a construção de poços artesianos e banheiros.
É necessário que aqueles que acreditam, que são discípulos de Jesus Cristo, saiam de suas redomas, de dentro das belas igrejas, das igrejas suntuosas, com seus aparelhos de ar-condicionado ligados e estruturas cada dia mais pujantes.
Desafios e transformações em campo
O trabalho missionário enfrenta barreiras linguísticas e culturais significativas. Segundo o pastor, a abordagem exige respeito à identidade local enquanto apresenta a mensagem do Evangelho. A rotina em campo é marcada por riscos, incluindo ameaças de violência e dificuldades logísticas, mas também por relatos de transformação profunda em comunidades antes assoladas pela fome e desnutrição.
O Projeto Umodzi prioriza o atendimento integral, entendendo que a evangelização deve caminhar ao lado de ações práticas de suporte à vida. A meta é promover mudanças geracionais através da educação e do discipulado, permitindo que a própria comunidade local assuma a continuidade das ações missionárias no futuro.
Exemplo da igreja africana
O missionário ressalta que o Brasil tem muito a aprender com a Igreja africana, que exemplifica gratidão e fervor mesmo em condições precárias. O relato do autor do livro “Ouse Ir” reforça que a verdadeira motivação cristã deve superar o conforto das estruturas físicas. Para ele, todo cristão deve buscar uma experiência prática de serviço, seja no seu bairro ou em outras regiões do mundo.
