Congregação evangélica recorre à justiça após ser proibida de utilizar equipamentos de som em atividades de evangelismo público no Reino Unido
Uma igreja evangélica situada em Clacton, Essex, iniciou uma disputa legal contra o Colchester City Council após sofrer restrições severas às suas atividades de pregação ao ar livre. As autoridades locais emitiram um Community Protection Notice (CPN) contra a Bread of Life Community Church, alegando que as ações da congregação causam perturbação e intimidação ao público, conforme reportado pelo site Christianity Daily.
O documento, fundamentado na legislação britânica de 2014 sobre comportamento antissocial, veta o uso de amplificadores de som durante as atividades semanais de evangelismo no centro da cidade. Além das queixas sobre ruído, os registros oficiais mencionam preocupações com o conteúdo das mensagens pregadas, que incluem temas como o inferno e o juízo divino.
Argumentos da defesa e da acusação
A congregação, representada pelo Christian Legal Centre (CLC), nega as acusações de que seus membros tenham como alvo crianças ou que o comportamento seja intimidatório. O pastor Stephen Clayden, responsável pela igreja, expressou preocupação com o precedente aberto pela medida.
A possibilidade de que a proibição seja mantida representa um dia muito sombrio para o país.
Clayden argumenta que a igreja possui o direito de proclamar o evangelho na íntegra. Para o líder religioso, os alertas bíblicos sobre o inferno e a necessidade de salvação são componentes essenciais de sua mensagem de fé.
Em contrapartida, o Colchester City Council sustenta que a medida é necessária devido ao volume de reclamações recebidas de cidadãos que relataram sentir-se alarmados ou angustiados. Segundo o órgão, avisos foram emitidos antes da formalização do CPN, que possui natureza vinculante e cujas violações podem configurar crime.
Próximos passos do processo
A batalha jurídica segue para uma audiência em tribunal de magistrados, agendada para o final de outubro. Paralelamente, o caso ganhou contornos de mobilização popular: no dia 14 de outubro, o pastor entregou uma petição com mais de 27 mil assinaturas ao conselho, solicitando a revogação das restrições impostas ao grupo.
