A família que salvou a bandeira que inspirou o Hino Nacional dos EUA

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A fascinante jornada da família Armistead para preservar a Star Spangled Banner, a bandeira icônica que inspirou o hino nacional americano.

A saga de como a original Star Spangled Banner, a bandeira que inspirou Francis Scott Key a compor o hino nacional dos Estados Unidos, chegou ao Smithsonian Museum em Washington, D.C. é detalhada no novo livro de Tom McMillan, ‘Our Flag Was Still There’. A obra explora a história da família Armistead, que protegeu o símbolo por quase um século.

McMillan contou à CBN News que a canção, escrita em 1814, foi inspirada pela bandeira que tremulava após a Batalha de Baltimore, no Fort McHenry. “Após toda a luta, Key a viu ainda orgulhosamente balançando ao vento”, disse o autor, explicando que a música retrata a incerteza de Key sobre o resultado da batalha, mas a certeza de que “nossa bandeira ainda estava lá”.

Após o conflito, o Comandante George Armistead levou a bandeira para casa como um souvenir, uma ação que McMillan descreveu como “uma violação completa dos regulamentos do Exército”. A bandeira permaneceu em posse privada da família por 90 anos, um período crucial para sua preservação.

“Ele roubou a bandeira, mas ela permaneceu na posse particular de sua família por 90 anos. E ninguém realmente sabia sobre ela. É por isso que ela existe hoje.”

O neto de Armistead doou o artefato ao Smithsonian no início do século XX. A pesquisa de McMillan o levou a descendentes diretos de Armistead, incluindo um George Armistead contemporâneo, que compartilhou descobertas surpreendentes.

Na residência da família na Filadélfia, o autor encontrou não apenas a bandeira, mas também documentos históricos valiosos. “Vi algumas coisas na parede onde se penduram diplomas do ensino médio e coisas assim. E esses itens foram assinados por John Adams, Thomas Jefferson e James Madison”, McMillan relembrou, referindo-se às comissões militares originais de George Armistead.

Esses tesouros nacionais, incluindo um retrato original do Comandante, foram posteriormente doados pela família ao Smithsonian, com a ajuda de McMillan. Para o autor, a dedicação à pesquisa é tão gratificante quanto a escrita, alimentada por uma curiosidade intrínseca.

Anteriormente Vice-Presidente de Comunicações do Pittsburgh Penguins da NHL e com experiência na mídia, McMillan vê a história como seu refúgio. Ele espera que o livro aprofunde a apreciação dos leitores pela história e pelo próprio país, comparando a bandeira a uma metáfora nacional.

“É esfarrapada, está rasgada, mas ainda sobrevive e a bandeira sobrevive se o país sobreviver.”

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