Exposição de funk em SP é antecipada após denúncia ao Ministério Público

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Exposição de funk no Museu da Língua Portuguesa encerra semanas antes do previsto após representação ao Ministério Público

A mostra “Funk: Um grito de ousadia e liberdade”, que ocorria no Museu da Língua Portuguesa em São Paulo, teve seu encerramento antecipado. A decisão ocorreu semanas antes da data prevista devido a uma representação formalizada junto ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

A representação foi protocolada pelo vereador Lucas Pavanato e pelo pré-candidato a deputado estadual Felipe Sertanejo. A denúncia surgiu após uma visita dos autores à exposição, motivada por relatos de pais de alunos da rede municipal de ensino. Segundo o documento apresentado, a exposição continha imagens de mulheres com trajes considerados curtos, referências diretas à sexualidade e símbolos associados ao uso de drogas. Além disso, as obras foram descritas como promotoras da romantização do crime organizado pelos denunciantes.

Um vídeo produzido por Sertanejo, em colaboração com o influenciador Ben Pontes, durante a visita ao museu, serviu de base para a formalização da representação. O material foi levado à Promotoria da Infância e Juventude.

O promotor Guilherme Onofri Azevedo Figueiredo, responsável pela Promotoria da Infância e Juventude, iniciou uma apuração preliminar. Em sua análise inicial, o promotor apontou que os fatos descritos “em tese, podem configurar afronta às normas de proteção integral previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente”. Figueiredo destacou a garantia contra conteúdos inadequados à faixa etária e a observância da classificação indicativa como pontos de atenção.

A notícia de visitas escolares à exposição reforçou a necessidade de investigação, segundo o promotor. Diante dos elementos coletados, o MP solicitou esclarecimentos detalhados ao Museu da Língua Portuguesa, à Secretaria Municipal de Educação e à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.

Entre as questões levantadas pela promotoria estão os critérios para a classificação indicativa da mostra, os mecanismos de controle de acesso para menores de idade e a confirmação sobre a realização de visitas escolares. Também foram solicitadas explicações acerca da presença de conteúdos de natureza erótica, sexualização e eventual apologia a práticas ilícitas.

O Museu da Língua Portuguesa não emitiu um comentário oficial sobre o encerramento antecipado da exposição, de acordo com informações divulgadas pelo Pleno News.

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