Ex-investigadora do paranormal relata virada espiritual após experiências com ocultismo e demônios
Kristina Costanza, que se dedicou à caça de fantasmas profissionalmente a partir dos 21 anos, relata que sua fascinação pelo macabro e pelo sobrenatural a levou a experiências aterradoras antes de encontrar um novo caminho espiritual.
A curiosidade de Costanza pelo ocultismo começou na adolescência, com visitas a Salem, Massachusetts, conhecida como a “cidade das bruxas”. Aos 14 anos, ela ouviu sua primeira “voz desencarnada”, um evento que a assustou, mas também acendeu seu desejo de explorar o desconhecido e o mundo espiritual.
Ela descreve que, em busca de respostas e contato com entidades, mergulhou no universo da bruxaria. Inicialmente, sentia-se especial por acreditar estar em comunicação com seres misteriosos.
Aos 21 anos, Costanza fundou um grupo de caça-fantasmas composto inteiramente por mulheres, o que lhe rendeu atenção midiática. A investigação paranormal evoluiu, incorporando práticas de bruxaria, como rituais e feitiços, em sua rotina.
“Estava mergulhando de cabeça nisso. Ia a convenções e eventos, e não apenas obtinha equipamentos mais científicos, mas começava a adicionar a bruxaria.”
Com o aprofundamento no ocultismo, ela passou a experimentar um declínio em sua saúde mental e física. Depressão, ansiedade e visões perturbadoras em casa se tornaram frequentes, indicando, segundo ela, uma crescente proximidade com o que identificava como mal.
Costanza, que chegou a apresentar um programa sobre atividade demoníaca, passou a crer que as entidades com as quais interagia não eram espíritos de falecidos, mas sim demônios. Essa percepção se consolidou após se afastar do ocultismo.
“Eu definitivamente, agora saindo disso, sei 100% que todos eles eram demônios. Uma das muitas escrituras que me despertaram foi descobrir que até Satanás se mascara como um ser de luz, um anjo de luz.”
Sua jornada para a fé cristã foi um processo complexo. Após um chamado inicial, tentou conciliar sua antiga vida com a nova crença, mas a escuridão persistia. Sonhos recorrentes envolviam demônios e a ideia de criar um “museu de demônios” para honrá-los.
A pandemia marcou um ponto de virada. Diante da incapacidade de lidar com seu descontentamento e ansiedade, Costanza começou a consumir conteúdos e a ouvir pessoas que falavam sobre Jesus. Isso a levou a questionar sua visão sobre a figura cristã.
A leitura da Bíblia, especialmente o Evangelho de João e o livro de Deuteronômio, trouxe clareza e convicção sobre a condenação das práticas ocultas e a divindade de Jesus.
“Naquele momento, eu disse: ‘Deus, você pode ter tudo. Jesus me salve. Eu me arrependo, Senhor. Sinto muito por tudo que fiz.’ E joguei tudo fora, todos os meus cristais, varinhas, tudo. Cancelei todas as minhas assinaturas de gurus espirituais.”
Kristina Costanza agora compartilha sua história para inspirar outras pessoas, enfatizando que nunca é tarde para buscar um caminho de redenção e abandonar práticas espirituais prejudiciais.
“Eu só quero que alguém saiba que você nunca está muito longe de onde ir”, concluiu.
