Organização internacional solicita ação urgente da ONU para proteger civis e deter a expansão de assentamentos em território palestino
A World Evangelical Alliance (WEA) apresentou formalmente um pedido ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas solicitando medidas concretas para conter a violência de colonos e o avanço de assentamentos na Cisjordânia. Durante a 63ª sessão do órgão, a organização destacou a urgência de proteger civis palestinos e garantir a responsabilização por ataques, conforme reportado pelo Christianity Daily.
A entidade enfatizou que as operações militares e a violência de colonos estão impulsionando o deslocamento de famílias, incluindo minorias cristãs. O foco principal da denúncia é Taybeh, apontado como o último vilarejo predominantemente cristão da região, que tem enfrentado episódios frequentes de intimidação, danos a propriedades, incêndios e tentativas de apropriação de terras privadas.
Os relatos submetidos à ONU incluem a criação de um novo posto avançado perto da localidade em maio e investidas contra lares ocorridas em agosto. A WEA reforçou que a apropriação de terras viola o direito internacional.
A violência contínua por colonos israelenses contra comunidades palestinas na Cisjordânia — contra famílias, lares, terras, meios de subsistência e locais de culto — exige a atenção da igreja global. A violência e a injustiça não podem ser justificadas por religião, nacionalismo ou reivindicações de terra.
O reverendo Jack Sara, diretor da WEA para o Oriente Médio e Norte da África, pontuou que sua fé impõe a defesa da segurança e dignidade de todos os cidadãos. Enquanto o cenário internacional considera ilegais os assentamentos sob as normas de ocupação militar, o governo de Israel classifica a área como território disputado e rejeita tais interpretações jurídicas.
