Trajetória de sobrevivência e fé revela o impacto da repressão religiosa para desertores que buscam refúgio fora da Coreia do Norte
Uma mulher norte-coreana, identificada como Min-ji, encontrou no cristianismo um novo sentido após anos de perseguição estatal e privações. Sua conversão ocorreu dentro de uma prisão na China, para onde havia fugido em busca de uma vida melhor, conforme relatado ao portal Guiame.
A conexão de Min-ji com a fé começou inicialmente por meio do falecido marido, Kun-woo. Após retornar da China, ele passou a compartilhar ensinamentos sobre Deus com familiares e vizinhos, conduta que, na Coreia do Norte, é considerada proibida. O norte-coreano foi denunciado por sua prática religiosa e levado a um campo de concentração, onde ela acredita que ele tenha falecido.
“Ainda não sei como meu marido morreu”, afirmou Min-ji sobre a perda do companheiro em um dos locais de detenção conhecidos pela extrema severidade.
Após a morte do marido e cumprir uma pena de seis anos em um campo de trabalho forçado por sua conexão com o cristianismo, a desertora decidiu cruzar a fronteira em direção à China. A jornada solitária envolveu a travessia de montanhas, mas o plano de estabelecer-se no país vizinho foi interrompido por uma prisão.
No cárcere, o contato com outra desertora que professava o cristianismo foi decisivo. “Foi a primeira vez que vi as palavras ‘Jesus Cristo’, então perguntei o que era e ela começou a compartilhar comigo o que é o cristianismo”, declarou à organização Voz dos Mártires (VOM).
Após ser libertada, Min-ji conseguiu chegar à Coreia do Sul com o auxílio da VOM, onde passou a receber suporte para reconstruir sua trajetória. Atualmente, a recém-convertida planeja investir em estudos acadêmicos e teológicos. “Quero seguir os passos do meu marido. Tenho o desejo de seguir a Jesus, assim como ele”, concluiu.
