Mais de 30 cristãos mortos em ataque; comunidade clama por socorro na Nigéria

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Mais de 30 cristãos morrem em ataque violento na Nigéria; comunidade relata horror mensal

Um ataque em uma aldeia no estado de Kaduna, Nigéria, resultou na morte de pelo menos 30 cristãos no último domingo. Relatos de fontes locais indicam que o número de vítimas pode ultrapassar 60 pessoas, considerando múltiplos incidentes ocorridos na região. A ação violenta, que se estendeu por várias horas, foi marcada por disparos contra os moradores dentro de suas casas e incêndios em residências.

Segundo o International Christian Concern (ICC), homens armados invadiram a comunidade de Naridon, iniciando os disparos e ateando fogo a casas enquanto as pessoas tentavam fugir para áreas de campo. O ministério Building Zion informou que a ofensiva ocorreu sem qualquer intervenção das forças de segurança ou do governo local.

“Todos os meses, nós enterramos nosso povo. No mês passado, enterramos 11 pessoas, incluindo crianças; agora, outro enterro em massa de 30. Chega, por favor! Por favor, venham nos ajudar!”

Rt. Hon. Stephen Hajara, porta-voz do Conselho Legislativo do Governo Local de Kauru, expressou o desespero da comunidade em declaração ao ICC. Membros da comunidade apontam suspeitos de serem militantes étnicos Fulani como os responsáveis pelos ataques, algo que já teria ocorrido no ano anterior.

Derek Christopher, presidente do grupo de defesa Southern Kaduna Peace and Security Network, destacou a semelhança com incidentes passados e sugeriu um abandono governamental na proteção da área contra grupos armados. Alex Barbir, fundador do Building Zion, que atua no auxílio a comunidades cristãs devastadas, também comentou sobre a recente onda de violência.

Líderes governamentais locais solicitam que as agências de segurança identifiquem e prendam os agressores. Contudo, críticos apontam a insuficiência das ações para conter a violência perpetrada por militantes Fulani em Kaduna. A Nigéria enfrenta ainda a insurgência do grupo extremista Boko Haram e sua facção ISWAP.

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