Falha em software registrou 6.600 não cidadãos aptos a votar em Nova Jersey

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Erro de sistema em Nova Jersey permitiu registro de milhares de não cidadãos nas listas eleitorais, com centenas chegando a votar

Um grave erro em um software do Departamento de Veículos Automotores de Nova Jersey levou ao registro indevido de aproximadamente 6.600 indivíduos que não são cidadãos americanos nas listas eleitorais do estado. O problema ocorreu entre junho de 2023 e junho de 2024, de acordo com o anúncio da governadora Mikey Sherrill. Estes indivíduos haviam indicado durante o processo de solicitação de carteiras de motorista e cartões de identificação que não possuíam cidadania americana, mas, por uma falha no sistema, foram registrados como eleitores.

A governadora detalhou que, apesar do registro incorreto, cerca de 400 dessas pessoas chegaram a efetivamente votar. A falha ocorreu em um sistema onde os solicitantes respondiam a uma pergunta em um teclado sobre sua cidadania, e a resposta negativa deveria impedir o registro eleitoral, mas o software não processou corretamente a informação. O incidente, segundo Sherrill, aconteceu quase três anos antes de sua posse, ressaltando a natureza do problema técnico.

O Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos já havia emitido alertas para Nova Jersey e outros três estados sobre a presença de dezenas de milhares de não cidadãos em cadastros de votação. Uma investigação do DHS identificou cerca de 278.000 não cidadãos registrados para votar em eleições federais em todo o país, com a maioria concentrada na Califórnia, Nevada, Nova Jersey e Pensilvânia. A Casa Branca utilizou o episódio para reforçar a necessidade de aprovação da “SAVE America Act”, proposta que exige a comprovação de cidadania para o eleitorado. O texto já foi aprovado pela Câmara dos Representantes, mas aguarda votação no Senado.

“Os eleitores americanos merecem ter confiança de que nossas eleições são seguras e protegidas”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Abigail Jackson, em comunicado. A situação ocorre em um momento crucial para as eleições de meio de mandato, onde democratas buscam ampliar o controle no Congresso e republicanos defendem sua maioria. O presidente Trump tem intensificado sua campanha em estados decisivos, pressionando pela aprovação de sua legislação de identificação de eleitores.

O contexto da discussão sobre segurança eleitoral é ampliado pela comparação com práticas internacionais. A administração Trump aponta que países como Índia e Brasil vinculam a identificação de eleitores a bancos de dados biométricos, enquanto os EUA dependem majoritariamente da autodeclaração de cidadania. Além disso, a comparação menciona a exigência de cédulas em papel para contagem de votos na Alemanha e Canadá, algo que falta nos EUA, assim como a limitação de voto por correio, prática adotada por Dinamarca e Suécia para casos específicos de impossibilidade de voto presencial, contrastando com a ampla votação por correspondência nos EUA, mesmo após o dia da eleição.

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