Bonecas trans para crianças causam revolta e críticas nos EUA por genitália removível

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Bonecas trans com genitália removível para crianças geram forte polêmica e protestos nos Estados Unidos

A introdução de bonecas com identidade de gênero trans e genitália removível, destinadas a crianças de 4 a 10 anos em Minnesota, nos Estados Unidos, gerou uma onda de reações políticas e manifestações de líderes cristãos. O projeto, chamado MyGenderDolls, prevê o lançamento das peças ainda este ano e tem sido alvo de críticas intensas.

O evangelista Franklin Graham utilizou seu perfil na rede social X para expressar sua indignação. Ele classificou a iniciativa como um exemplo de “depravação moral” e uma “agenda perversa de socialistas democratas woke” direcionada a crianças. Críticos questionam o financiamento público do projeto, visto que a universidade responsável é estadual e mantida por impostos.

Michele Tafoya, candidata cristã conservadora ao Senado, classificou as bonecas como “doentias e dementes” e demonstrou fúria com o desenvolvimento em uma universidade pública. Para ela, o financiamento com dinheiro de impostos torna o projeto ainda mais preocupante sob a ótica ética e social.

“Você não poderia pedir um exemplo melhor de depravação moral do que este. Minnesota desenvolveu ‘MyGender Dolls’ com partes intercambiáveis, incluindo genitália removível, para serem usadas para incentivar crianças de 4 a 10 anos a explorarem suas ‘identidades de gênero’. Sério? Isso é tão doentio e distorcido. ‘Brincadeira terapêutica?’ Ah, claro. Esta é a agenda perversa de socialistas democratas ‘woke’, mirando nas suas crianças.”

O Dr. Quentin Van Meter, ex-presidente do American College of Pediatricians, que aborda a identidade de gênero sob uma ótica cristã conservadora, criticou as MyGenderDolls, considerando-as um “instrumento de grooming”. Segundo ele, incentivar a crença de que o sexo pode ser alterado em crianças pequenas causa confusão e ansiedade, o que o leva a se opor ao uso do material em contextos clínicos ou educacionais.

As bonecas MyGenderDolls fazem parte de um programa de desenvolvimento financiado por contribuintes e apoiado pelo governador Tim Walz. A iniciativa, desenvolvida em parte pelo Fundo de Inovação Inicial da Universidade de Minnesota, será utilizada por profissionais de saúde e educadores. Conforme o site oficial, as bonecas foram “desenvolvidas para crianças com diversidade de gênero, entre 4 e 10 anos de idade”.

A pesquisadora Ben Parchem, da Universidade de Minnesota, afirmou em um artigo posteriormente removido que o objetivo é auxiliar crianças a “compreenderem as diferentes possibilidades de quem podem ser – independentemente das partes do corpo”. As bonecas vêm com acessórios intercambiáveis, incluindo órgãos genitais internos e externos removíveis, além de mais de 100 peças de roupa, penteados e acessórios, numa lógica similar a um “Sr. Cabeça de Batata” adaptado para identidade de gênero.

O projeto surgiu a partir de uma ideia da psicóloga Rachel Becker-Warner, do Instituto de Saúde Sexual e de Gênero. Segundo um terapeuta da Universidade de Minnesota Medical School que trabalhou no projeto por mais de cinco anos, o objetivo é fazer com que crianças “aprendam sobre as diferentes opções que existem para quem podem ser”. A iniciativa está incorporada a um programa de pesquisa do Departamento de Medicina Familiar e Saúde Comunitária da universidade.

As bonecas foram concebidas como uma ferramenta terapêutica para crianças trans e de diversidade de gênero. Um resumo do Instituto Eli Coleman de Saúde Sexual e de Gênero descreve o conceito como um modelo de bonecas de papel, permitindo que crianças escolham corpos, genitais, roupas e acessórios para visualizar sua anatomia e identidade de gênero.

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