Uma transformação profunda no perfil religioso da Venezuela revela que um quarto da população agora professa a fé evangélica ou protestante
Dados divulgados pelo portal Evangélico Digital, baseados em um estudo da entidade DatosUN de abril de 2026, confirmam que 28,8% dos cidadãos se declaram cristãos não católicos. Ao excluir correntes que não se enquadram no espectro evangélico, estima-se que, no mínimo, 25% da população nacional pertença a este segmento, tornando-o a segunda maior força religiosa do país.
A pesquisa, que entrevistou 2.028 pessoas em todo o território venezuelano, revela que o crescimento do grupo é impulsionado por um processo constante de mobilidade religiosa. Enquanto a identidade católica é frequentemente herdada, a filiação evangélica é marcada por conversões. Entre os entrevistados que mudaram de fé, 79,8% afirmaram ter origem na Igreja Católica.
Engajamento e distribuição territorial
Além da expansão numérica, o movimento apresenta níveis elevados de participação ativa. Segundo o levantamento, 53,5% dos evangélicos frequentam seus templos com assiduidade, superando a taxa de 51,8% registrada entre os católicos. O compromisso comunitário também se destaca, com 78,1% participando de atividades sociais em suas congregações.
O perfil demográfico mostra que o auge desta adesão ocorre entre adultos jovens, especialmente na faixa etária de 30 a 39 anos, onde a identificação chega a 36,7%. Geograficamente, a presença evangélica é mais expressiva em regiões como Apure, Bolívar e Monagas, enquanto estados como Táchira apresentam as taxas mais reduzidas.
Conexão regional e suporte social
Especialistas observam que esse fenômeno segue uma tendência observada em outros países da América Latina, como Brasil e Honduras. Em áreas urbanas e zonas de fronteira, as igrejas têm funcionado como redes de apoio comunitário e suporte emocional diante de contextos de crise, consolidando seu papel na estrutura social do país.
