Uma mãe foge da violência no Sudão para proteger seus filhos e manter a fé cristã após sofrer abusos severos por abandonar sua antiga religião
Lulu, uma mãe de seis filhos, vive atualmente em um campo de refugiados no Sudão do Sul após escapar de uma rotina de agressões físicas e exclusão social em seu país de origem, o Sudão. Sua trajetória de fuga começou quando, após converter-se ao cristianismo, passou a sofrer espancamentos constantes do marido, que tentava forçá-la a renunciar à nova crença. As informações são do portal International Christian Concern.
A jornada em busca de proteção
Durante o período do Eid al-Fitr, Lulu aproveitou a movimentação das celebrações para deixar o Sudão acompanhada de cinco de seus filhos, estando grávida do sexto. Sem recursos financeiros, ela contou com o auxílio de um desconhecido para chegar ao campo de refugiados de Ajowangthog.
“Na chegada, fiquei finalmente feliz por ter acesso a abrigo, comida e água, embora fosse um ambiente hostil. Senti-me melhor porque, pelo menos, conseguiria manter meu bebê, que eu temia perder devido ao meu marido, e isso é algo pelo qual agradeci muito a Deus”, relatou Lulu.
Riscos contínuos e necessidade de apoio
Apesar do abrigo, a segurança da família permanece ameaçada. Em meados de 2025, homens desconhecidos invadiram sua residência duas vezes, sendo repelidos apenas com a ajuda de vizinhos. Lulu já solicitou proteção ao ACNUR, mas ainda aguarda retorno institucional.
Um parceiro da igreja local, que acompanha o caso, destaca a vulnerabilidade da família e reforça o pedido de auxílio. “Lulu tem base na fé, mas fazemos apenas o que está ao nosso alcance para que ela não fique sozinha. Pedimos orações por proteção contra as ciladas das trevas, pois o marido pode atacar a qualquer momento para levar as crianças”, pontuou o colaborador.
Esperança em meio à incerteza
Atualmente, a família vive entre o medo e a esperança. Lulu afirma não se arrepender de sua conversão e encontra consolo no fato de seus filhos conhecerem a fé cristã. Organizações internacionais agora mobilizam esforços para que a família consiga uma realocação definitiva em um local onde possam viver sem a ameaça constante de violência.
