Senadora evangélica Damares Alves cobra do governo Lula medidas contra patrocínio adulto do Corinthians em uniformes
A senadora Damares Alves, pastora evangélica, denunciou publicamente o Sport Club Corinthians Paulista pela exibição de publicidade da plataforma de conteúdo adulto Fatal Fans em suas camisetas. A parlamentar questionou a exposição de crianças e adolescentes a este tipo de marca em um símbolo de identidade esportiva, considerando a prática eticamente questionável.
Alves solicitou ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, simpatizante declarado do clube, que informe quais ações serão tomadas diante de patrocínios considerados inapropriados. A senadora destacou que a presença de marcas de conteúdo adulto em uniformes utilizados por famílias e jovens contradiz a responsabilidade social esperada de instituições esportivas.
A denúncia de Damares Alves se alinha com recomendações de órgãos internacionais como FIFA e CONMEBOL, que sugerem a evitação de patrocínios envolvendo apostas, álcool ou conteúdo sexual em categorias de base. Embora não haja proibição explícita, cresce o consenso ético contra tais associações.
A senadora, que já atuou como ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, tem um histórico de atuação na defesa de menores e na crítica à hipersexualização na mídia e publicidade. Sua posição no caso do Corinthians reforça sua trajetória de combate à exploração infantil e proteção de adolescentes.
Para Alves, a transformação de uma camiseta esportiva em um veículo de promoção sexualizada é incompatível com o papel educativo do esporte. A decisão do Corinthians, segundo ela, abre um precedente perigoso ao normalizar a presença de marcas adultas em espaços com audiência massiva e diversificada, incluindo menores.
O caso expõe a contradição de um clube que se apresenta como formador de valores e possui programas sociais infantis, mas que aceita patrocínio de um negócio baseado em monetização de conteúdo adulto. A plataforma Fatal Fans, similar a OnlyFans, atua em um mercado que gera debates sobre regulação e proteção de menores no Brasil.
Em 2023, o clube Vasco da Gama também enfrentou críticas por um patrocínio com uma marca de apostas associada a conteúdo erótico, reacendendo a discussão sobre os limites da associação do esporte profissional a indústrias com restrições de idade. Clubes europeus como Sevilla FC e West Ham United já recusaram patrocínios de empresas de conteúdo adulto por incompatibilidade com suas imagens institucionais.
