Distrito escolar da Carolina do Norte acorda acordo de US$ 95.000 em processo sobre homenagem a Charlie Kirk
Um distrito escolar da Carolina do Norte concordou em pagar um acordo de US$ 95.000 para encerrar um litígio relacionado à remoção de uma mensagem em homenagem ao ativista cristão conservador Charlie Kirk. A disputa legal foi iniciada por uma estudante e seus pais contra o Conselho de Educação de Charlotte-Mecklenburg.
O caso girou em torno da decisão da escola de apagar um tributo pintado em uma pedra no campus logo após sua aparição. A Alliance Defending Freedom, organização jurídica sem fins lucrativos que representou a estudante, anunciou o acordo na segunda-feira, conforme noticiado pelo site Christianity Daily.
Detalhes do acordo e do processo
Sob os termos do acordo, o conselho escolar pagará US$ 95.000 em danos e honorários advocatícios. Além disso, todas as sanções disciplinares contra a estudante serão removidas e novas políticas sobre a expressão estudantil serão implementadas. O acordo encerra uma disputa de meses sobre a liberdade de expressão, liberdade religiosa e proteções constitucionais em escolas públicas.
A controvérsia começou em 10 de setembro de 2025, após o noticiário sobre o assassinato de Charlie Kirk, fundador do Turning Point USA, durante um evento em Utah. Uma aluna da Ardrey Kell High School, identificada nos autos como “G.S.”, decidiu homenageá-lo pintando a frase “Live Like Kirk” (Viva Como Kirk) e a referência bíblica João 11:25 na pedra de espírito da escola.
A pedra de espírito e a reação da escola
A pedra de espírito é tradicionalmente usada pelos alunos para expressar mensagens de apoio a equipes esportivas, bem como causas sociais e políticas, incluindo Black Lives Matter. No entanto, administradores escolares removeram a homenagem de Kirk em poucas horas, informando à comunidade escolar que a exibição não havia sido autorizada.
De acordo com o processo, os administradores classificaram o memorial como “vandalismo” e indicaram que as autoridades policiais haviam sido contatadas. Posteriormente, os autos do processo revelaram que essas alegações foram retiradas. Relatos indicam que os funcionários da escola reconheceram que a polícia não foi contatada e, em seguida, introduziram uma política revisada, declarando que a pedra de espírito “não deveria ser usada para mensagens pessoais, políticas ou religiosas”.
Acusações de má conduta na investigação
A queixa também acusou o pessoal da escola de conduzir a investigação de forma inadequada. Os documentos do tribunal alegaram que os administradores exigiram acesso aos registros telefônicos da estudante sem o consentimento dos pais e não informaram a ela e sua família sobre seus direitos durante o que foi apresentado como uma investigação criminal. A resolução deste caso destaca a importância de equilibrar as políticas escolares com os direitos de liberdade de expressão dos alunos.
