Grupo cristão obtém liminar contra distrito escolar de Washington que alegadamente restringiu programa de ensino da Bíblia
Um grupo cristão comemora uma recente vitória legal contra um distrito escolar em Washington, que, segundo alegações, impôs restrições ao seu programa de ensino da Bíblia para crianças em escolas públicas. Um juiz federal determinou a suspensão temporária de políticas que o grupo considera como discriminação anti-cristã por parte do Everett Public Schools.
A organização Lifewise Academy, que oferece educação bíblica a alunos durante o horário escolar, foi alvo de críticas e restrições que levaram à ação judicial. Joe Penton, líder da Lifewise, explicou à CBN News que a iniciativa retira crianças da propriedade da escola sob leis de instrução religiosa para ensiná-las a partir da Bíblia, retornando-as em seguida.
A Lifewise expandiu-se rapidamente pelos EUA, com um programa estabelecido em Everett, Washington, que vinha operando com sucesso, envolvendo dezenas de famílias e impactando a comunidade. No entanto, Penton relata que surgiram opositores às atividades do grupo, especialmente devido ao conteúdo religioso ensinado.
Segundo Penton, políticas específicas começaram a ser implementadas com o intuito de prejudicar o programa. Exemplos citados incluem a proibição de participação em feiras comunitárias, onde outras organizações podiam divulgar seus serviços a estudantes, e uma nova política de permissão que exigia que os pais assinassem autorizações semanais, diferentemente da prática anterior de uma autorização por semestre.
“Essa política vai efetivamente acabar com seus interesses se você tiver que ir ao escritório da escola toda semana para autorizar seu filho a sair para esta aula que dura um semestre”, afirmou Penton sobre a nova exigência de autorização.
Outras medidas consideradas “cômicas” por Penton incluíam uma política que determinava que qualquer material trazido pelas crianças de volta da Lifewise, como apostilas ou Bíblias, deveria ser transportado em envelopes lacrados para que outros alunos não vissem. Isso significava que um aluno não poderia ler sua Bíblia durante um tempo livre ou de estudo, embora pudesse ler outros livros.
A Lifewise considerou essas políticas como “transparentemente discriminatórias” e “transparentemente inconstitucionais”. Diante disso, uma família envolvida no programa entrou com uma ação legal contra o Everett Public Schools, após tentativas frustradas de diálogo com os oficiais.
Embora Penton inicialmente temesse um longo processo, uma liminar preliminar foi concedida por um juiz, revertendo as políticas questionadas enquanto o litígio avança. Penton acredita na vitória final do grupo, apesar de lamentar a necessidade da ação judicial.
“Nós não procuramos essas brigas. Não procuramos controvérsia, mas estamos descobrindo que toda vez que isso acontece, mais pessoas ouvem falar da Lifewise, e então somos gratos e temos oportunidades como essa para compartilhar”, disse Penton.
A CBN News buscou contato com o conselho do Everett Public Schools para comentar o caso, mas não obteve resposta. Um porta-voz do distrito, Harmony Weinberg, teria informado ao jornal local que não haveria comentários adicionais sobre o litígio.
