Tesoureiro confessa desvio milionário de igreja para comprar carro de luxo

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Ex-tesoureiro de igreja em Nova Jersey admite ter desviado mais de US$ 1 milhão para gastos pessoais, incluindo um carro de luxo

Joseph Manzi, de 78 anos, que ocupava o cargo de tesoureiro na Igreja de São Leão Magno, em Lincroft, declarou-se culpado de roubar centenas de milhares de dólares da congregação. Segundo o gabinete da procuradora-geral de Nova Jersey, Jennifer Davenport, a confissão ocorreu perante a juíza Jill O’Malley, do Tribunal Superior do Condado de Monmouth.

Manzi admitiu os crimes de furto qualificado em segundo grau e de apresentação fraudulenta de declaração de imposto de renda em terceiro grau. O acordo judicial prevê uma pena de até cinco anos de prisão estadual, além da restituição de US$ 1,2 milhão à igreja e o pagamento de US$ 73.032 em impostos atrasados ao Tesouro do Estado de Nova Jersey.

“O réu admitiu em juízo que usou sua posição de confiança para roubar centenas de milhares de dólares da igreja”, afirmou Davenport em comunicado. “Ele fez isso para financiar um estilo de vida luxuoso e agora está enfrentando as consequências de sua ganância”, acrescentou.

As irregularidades foram descobertas em outubro de 2025, após o desligamento de Manzi da instituição em junho do ano anterior. Uma análise dos cartões de crédito da igreja revelou compras não autorizadas feitas para benefício próprio do tesoureiro.

Entre as despesas identificadas pela investigação estão a aquisição de um SUV Cadillac, pagamentos de financiamentos e consertos de veículos, aquisição de roupas de luxo, reformas residenciais, despesas médicas e odontológicas, além de viagens de pesca e ingressos para eventos esportivos. Manzi utilizava recursos da conta operacional da igreja para quitar os gastos dos cartões corporativos da congregação.

A denúncia judicial aponta que, em vez de gerir as finanças da igreja de acordo com seu dever fiduciário, Manzi utilizou sistematicamente os fundos da paróquia para benefício pessoal. As investigações iniciais apontaram um desvio de US$ 673.874, que foram posteriormente atualizados com a identificação de valores adicionais, além de fraude fiscal e evasão de impostos.

Theresa Hilton, diretora da Divisão de Justiça Criminal do Gabinete do Procurador-Geral de Nova Jersey, confirmou que Manzi confessou ter usado recursos da igreja para benefício próprio.

Formado pela Universidade Villanova, Manzi descrevia em seu perfil profissional experiência nas áreas financeira, administrativa e operacional, segundo informações do The Christian Post.

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