Cristãos batistas enfrentam multas e detenção por atividades religiosas não registradas em Kazan, Rússia
Quatro cristãos foram multados em 15.000 rublos russos, o equivalente a cerca de US$ 200 cada, pela corte de paz do distrito de Kirovsky em Kazan, Rússia, no dia 29 de abril. A razão para a penalidade foi a alegação de “trabalho missionário ilegal”. Os indivíduos identificados são Ivan Moshechkov, Mikhail Dresvyannikov, Anton Guberbernov e Farhat Aitov, todos membros da União Internacional de Cristãos Batistas Evangélicos, um grupo que opta por não se registrar formalmente junto às autoridades estatais.
O incidente ocorreu em 22 de fevereiro, quando os quatro pregadores realizavam um culto em uma residência particular. Durante a reunião, um promotor assistente e três oficiais de segurança invadiram o local, aguardaram o término do encontro e efetuaram as prisões. As autoridades justificaram a ação alegando que o culto era ilegal, pois não havia nenhuma comunidade religiosa registrada no endereço citado, e informaram que os envolvidos seriam processados judicialmente.
Os cristãos foram acusados com base no Artigo 5.26, Parte 4 do Código Administrativo, que trata da atividade missionária ilegal realizada por cidadãos russos. A legislação prevê multas de até 50.000 rublos, além da possibilidade de banimento do país, conforme a Parte 5 do mesmo artigo.
Esta ocorrência se soma a um crescente número de ações de autoridades russas contra práticas religiosas não sancionadas pelo Estado. Em março, Vladimir Rytikov foi expulso de uma região ocupada da Ucrânia, onde nasceu e cresceu, por pastorear uma igreja pertencente a uma coalizão batista que também não busca registro governamental. A Federação Russa ocupa a 56ª posição na Lista de Observação de Portas Abertas das nações mais perigosas para cristãos. Embora mortes por fé sejam raras, o número de prisões de cristãos na Rússia tem aumentado.
