Suprema Corte da Virgínia derruba plano de redistritamento democrata por falhas processuais e violação de integridade
A Suprema Corte da Virgínia tomou a decisão de anular um controverso plano de redistritamento congressual proposto pelos democratas, que buscava alterar a configuração dos distritos eleitorais no estado. A iniciativa, impulsionada com um investimento de US$ 70 milhões por parte dos democratas e seus aliados, visava reduzir significativamente o número de distritos controlados por republicanos, com o objetivo de facilitar a tomada de controle da Câmara dos Representantes dos EUA nas eleições de novembro.
Atualmente, a divisão dos assentos da Câmara no estado é de 6 para democratas e 5 para republicanos. O plano derrubado poderia ter resultado na eliminação de até 4 distritos republicanos, invertendo a proporção para 10 distritos democrata e apenas 1 republicano.
Uma decisão anterior de um juiz de instância inferior já havia bloqueado temporariamente o plano, classificando-o como “flagrantemente enganoso”, após a votação. Na sexta-feira, a Suprema Corte estadual concordou com essa avaliação, determinando que legisladores estaduais violaram requisitos processuais durante a aprovação do plano.
“Esta violação mina irreparavelmente a integridade do voto referendário resultante e o torna nulo e sem efeito”, declarou a corte em seu parecer.
Em paralelo, uma decisão recente da Suprema Corte dos EUA sobre a Lei dos Direitos de Voto federal invalidou a criação de distritos eleitorais baseados em raça. Essa decisão já permitiu que diversos estados do sul iniciassem esforços de redistritamento que podem favorecer os republicanos nas eleições futuras. Um exemplo foi a invalidação de um distrito majoritariamente negro recém-criado na Louisiana, descrito pelo Chefe de Justiça John Roberts como tendo a forma de uma “cobra” por se estender por mais de 320 quilômetros.
