Oposição vê pressão popular contra Jorge Messias ao STF em nível comparável ao impeachment de Dilma Rousseff em 2016
A rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) foi marcada por uma pressão popular de magnitude comparável àquela que antecedeu o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016. A avaliação é de senadores da oposição, incluindo parlamentares da ala bolsonarista e do Centrão, que relataram à CNN o uso intensivo de mensagens de WhatsApp, e-mails e menções em redes sociais para influenciar a votação.
Um dos senadores mencionou ainda pedidos vindos da Faria Lima, centro financeiro do país, para que os senadores votassem contra Messias. O objetivo seria desgastar não apenas o governo Lula, mas também a própria corte suprema.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) teve papel central na mobilização digital. Relatos indicam que uma campanha online liderada por ele contribuiu decisivamente para o aumento da pressão sobre os gabinetes. Apenas um vídeo do parlamentar alcançou mais de 30 milhões de visualizações poucas horas antes da votação no Senado, sinalizando a forte repercussão de sua oposição à indicação.
Nikolas Ferreira comemorou o resultado em seu perfil na plataforma X (antigo Twitter), declarando “Quando a gente quer, a gente consegue!!!”.
A votação que resultou na rejeição de Messias ocorreu na quarta-feira (29) e registrou 42 votos contrários e 34 favoráveis. Este foi o primeiro caso de rejeição de um indicado ao STF pelo Senado desde 1894, configurando um fato histórico.
