A mesa da Páscoa convida à comunhão e à derrubada de muros, superando divisões históricas e sociais
Diferentemente da comida associada à opressão do Egito e à divisão de Roma nos tempos bíblicos, a Páscoa, especialmente após Cristo, representa um convite para a mesa da celebração e libertação.
As autoras Clarice Ebert e Carlos José Hernández destacam que a comida egípcia era obtida por sacrifício penoso em um contexto de opressão, enquanto em Roma predominava a cultura do domínio e da segregação com o lema “pão e circo”, marcada por divisão social.
Em contrapartida, a Páscoa, tanto em sua origem para celebrar a libertação do Egito quanto, a partir de Cristo, focada em seu sacrifício e ressurreição, convida à comunhão.
A mesa da Páscoa do Cristo ressurreto propõe um convite inclusivo “venha, tome, coma e beba”, abrangendo a todos sem distinções étnicas, sociais e de gênero, promovendo a ideia de unidade sem bolhas ou hierarquias.
“Essa mesa que derruba muros e nos devolve uns para os outros.”
A união não é resultado de um movimento racional ou pragmático, mas sim de um evento de pura Graça, recebido sem que nossas intenções objetivas possam controlar ou merecer. A sabedoria reside em escutar a voz que direciona, em vez de apenas ver para crer ou argumentar para vencer.
Enquanto a comida do Egito e de Roma nutre aqueles que dominam e segregam, a nutrição proveniente da comida da Páscoa fortalece os membros de um mesmo Corpo, conectados uns aos outros.
A forma como cada um convive com o próximo revela a natureza da “comida” que o alimenta: seja a opressão e morte do Egito, o domínio e divisão de Roma, ou a unidade e comunhão da Páscoa.
