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sábado, 14 fevereiro 2026

Bancada Evangélica Repudia Declarações de Eduardo Bueno Contra Voto de Cristãos: “Ofensivas e Discriminatórias”

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Bancada Evangélica Reage Fortemente a Críticas sobre Voto de Cristãos

A Frente Parlamentar Evangélica (FPE), conhecida como bancada evangélica, divulgou uma nota pública contundente nesta quarta-feira (4) para repudiar declarações do escritor e historiador Eduardo Bueno, popularmente chamado de Peninha. As falas de Bueno defendiam que evangélicos não deveriam participar do processo eleitoral, o que a FPE considera ofensivo, discriminatório e incompatível com os princípios democráticos da Constituição.

Para a bancada, questionar o direito ao voto de um grupo religioso específico atinge milhões de brasileiros e ameaça um direito fundamental. A FPE argumenta que o discurso de Peninha desrespeita a liberdade religiosa e busca deslegitimar a participação política dos eleitores evangélicos, um segmento significativo do eleitorado nacional.

As críticas do historiador, atribuídas pela FPE, incluem afirmações como a de que evangélicos “não deveriam votar” e que o segmento “elege uma escumalha perigosa e violenta”. Peninha teria sugerido, ainda, que os evangélicos se limitassem ao ambiente religioso, sem interferir na escolha de representantes políticos em todas as esferas de governo.

Constituição Garante Igualdade e Liberdade de Voto

Em sua nota oficial, a FPE ressalta que a Constituição Federal assegura a igualdade de direitos a todos os cidadãos, sem distinções. Isso inclui a liberdade de crença, de pensamento e o sufrágio universal. Segundo a entidade, nenhuma convicção religiosa pode ser usada como justificativa para excluir cidadãos da vida pública ou do exercício pleno da cidadania. Assim, a participação política de evangélicos é vista como um direito inalienável.

Mandatos Legítimos e Soberania Popular

Em resposta às críticas, a bancada evangélica defende que os parlamentares eleitos com o apoio do segmento ocupam seus cargos de forma legítima, conquistada através do voto popular. Esses representantes, segundo a FPE, expressam a vontade de milhões de brasileiros de maneira constitucional. Desqualificar esses mandatos, portanto, seria o mesmo que desrespeitar a soberania do eleitorado.

A Frente Parlamentar Evangélica reafirmou seu compromisso com a pluralidade, o respeito mútuo e a convivência democrática. A entidade enfatiza que o direito à participação política é um pilar da democracia e deve ser garantido a todos, independentemente de suas fés ou convicções pessoais. A atuação da bancada continuará focada na defesa dessas liberdades fundamentais.

Outras Entidades Religiosas Também Criticam as Declarações

A União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos (Unigrejas) também se manifestou sobre o caso. Em nota divulgada na segunda-feira (2), a entidade classificou as falas de Peninha como ofensivas e discriminatórias. A Unigrejas avalia que tais declarações ultrapassam os limites do debate democrático ao desqualificar milhões de brasileiros com base em sua religião.

A organização religiosa argumenta que o posicionamento de Eduardo Bueno afronta diretamente o artigo 14 da Constituição, que garante o sufrágio universal, com voto direto e secreto, sem qualquer tipo de discriminação. Para a Unigrejas, nenhum cidadão pode ser privado desse direito essencial por motivos religiosos. A entidade ainda alertou que manifestações que incentivem a exclusão ou o preconceito religioso violam a legislação brasileira e tratados internacionais de direitos humanos, podendo acarretar responsabilização legal.

Nota da FPE na íntegra:

“A Frente Parlamentar Evangélica manifesta repúdio às declarações do historiador Eduardo Bueno, que afirmou que evangélicos não deveriam votar e que ‘elegem uma escumalha perigosa e violenta’.

As declarações são ofensivas, discriminatórias e antidemocráticas, pois atacam milhões de brasileiros com base em sua fé e deslegitimam o exercício do voto, direito fundamental assegurado pela Constituição Federal.

A Constituição garante a igualdade, a liberdade religiosa, a liberdade de pensamento e o direito ao voto a todos os cidadãos, sem distinções. Os deputados e senadores eleitos com o apoio do segmento evangélico exercem mandatos legítimos, conferidos pelo voto popular, e representam de uma forma constitucional e democrática milhões de brasileiros.

A FPE reafirma seu compromisso com a pluralidade, o respeito e a convivência democrática, e seguirá defendendo as liberdades fundamentais e o direito inalienável de todo cidadão participar da vida política do país”.

Brasília-DF, 04 de fevereiro de 2026.

FRENTE PARLAMENTAR EVANGÉLICA NO CONGRESSO NACIONAL.

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