Zelensky rebate críticas sobre perseguição religiosa na Ucrânia

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Presidente ucraniano nega acusações de repressão a grupos religiosos e destaca o papel da unidade nacional para o enfrentamento da invasão russa

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, refutou formalmente as denúncias de que seu governo estaria perseguindo cristãos no país. Em entrevista concedida no último sábado ao programa “This Week on Capitol Hill”, o líder ucraniano defendeu a liberdade religiosa em território nacional e criticou comentários feitos pelo comentarista político americano Tucker Carlson, conforme reportado pela Christianity Daily.

Zelensky rebateu as falas de Carlson sobre a situação interna do país, sugerindo que o comentarista desconhece a realidade ucraniana e nunca visitou a nação. O presidente ressaltou a existência de um conselho de instituições religiosas que reúne mensalmente representantes cristãos, judeus, católicos e muçulmanos no gabinete presidencial.

“Estamos muito livres”, declarou o presidente ao descrever a dinâmica de cooperação entre os diferentes grupos religiosos para coordenar assistência humanitária e denunciar danos a locais de culto. Segundo o mandatário, o colegiado também monitora relatos de prisões e torturas cometidas por forças russas contra líderes religiosos.

Contexto das tensões e legislação

O cenário de debate sobre a liberdade religiosa ocorre em meio a medidas legislativas implementadas em 2024. A Verkhovna Rada, parlamento ucraniano, aprovou normas voltadas a organizações com vínculos com a Rússia, incluindo partes ligadas à Igreja Ortodoxa Russa. Zelensky classificou a ação como um passo necessário para a “independência espiritual” do país.

Autoridades ucranianas alegam que a Igreja Ortodoxa Ucraniana (UOC) manteve conexões com o Patriarcado de Moscou, liderado por um patriarca que classificou a invasão como “santa”. O governo também sustenta que alguns clérigos teriam se envolvido em atividades de espionagem e disseminação de propaganda russa, o que é contestado por defensores da igreja.

Zelensky enfatizou que a coesão de diversas fés é vital para a resistência contra a invasão russa. O presidente afirmou que as forças militares de Moscou alvejaram deliberadamente comunidades religiosas, resultando na morte de cerca de 120 representantes de instituições religiosas durante o conflito.

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