Análise comparativa da violência revela dados chocantes sobre mortes e conflitos em comparação com os Estados Unidos, apontando para urgência em políticas factuais
A violência, especialmente a relacionada a armas de fogo, é um tema recorrente em debates políticos nos Estados Unidos, com políticos expressando preocupação com uma suposta epidemia de violência e a inação legislativa. No entanto, uma análise comparativa com a Nigéria oferece uma perspectiva global sobre a gravidade da violência, especialmente em relação a eventos de massa e conflitos.
De acordo com a Bloomberg School of Public Health da Johns Hopkins University, os Estados Unidos registraram 44.447 mortes por armas de fogo em 2024. Esses números abrangem suicídios (27.593), homicídios (15.364), acidentes (450) e disparos relacionados a ações policiais (636). A taxa de homicídios nos EUA em 2024 foi de aproximadamente 5,5 mortes por 100.000 habitantes, apresentando uma queda de 15% em relação ao ano anterior.
A Nigéria, com uma população equivalente a cerca de 70% da dos EUA, apresenta um cenário complexo para a contagem de mortes violentas. As estatísticas variam enormemente, oscilando entre 6.018 e 614.937 mortes violentas em 2024, devido a metodologias distintas como a baseada em incidentes e a pesquisa de percepção. Uma estimativa mais realista, utilizando dados da ONU, sugere um número de homicídios entre 30.000 e 45.000, resultando em uma taxa de 16 por 100.000, mais do que o triplo da taxa americana.
Adicionalmente, eventos de grande escala como ataques terroristas e tiroteios em massa são contabilizados separadamente em muitos relatórios. Nos Estados Unidos, o número de mortes em ataques terroristas é mínimo, estimado em cerca de 50 por ano. De 1966 a 2024, foram registrados 512 ataques de massa com 1.731 vítimas fatais nos EUA, excluindo o 11 de setembro. Em contraste, um relatório conjunto do International Institute for Religious Freedom (IIRF) e do Observatory of Religious Freedom in Africa (ORFA) aponta para números alarmantes na Nigéria.
Entre 2019 e 2025, a Nigéria registrou 79.323 mortes em ataques de massa ou terrorismo, sendo 42.033 civis. Foram contabilizados 15.434 ataques distintos, com uma média de sete por dia que incluíam mortes. Além disso, 34.773 civis foram sequestrados em 4.590 ataques.
Esses dados levantam questões cruciais para a formulação de políticas. O relatório sublinha a necessidade de políticas baseadas em fatos e dados meticulosamente pesquisados, corrigindo narrativas equivocadas. A pesquisa do IIRF e ORFA, considerada confiável, sugere que a violência na Nigéria está intrinsecamente ligada a crenças religiosas, com cristãos sendo as principais vítimas.
A análise comparativa sugere que, se a violência é uma preocupação séria nos EUA, demandando consideráveis recursos financeiros e esforços para sua mitigação, a situação na Nigéria requer uma atenção ainda maior. O documento ressalta a importância de elevar o respeito à liberdade de religião e crença no discurso nacional e nas reformas estruturais. Além disso, defende políticas que empoderem os indivíduos, em vez de promover a dependência do Estado, e que valorizem a vida humana como o fim primordial para a adoção de qualquer política.
