South Carolina Enacts Law Blocking “Debanking” Over Religious, Political Views

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South Carolina aprova lei contra “debanking” por crenças religiosas ou políticas

A Carolina do Sul promulgou uma nova lei destinada a impedir que grandes instituições financeiras neguem serviços a clientes por motivos de suas crenças religiosas ou políticas. O governador republicano Henry McMaster sancionou a Casa de Lei nº 5538, conhecida como “Guarantee Banking Act”, após a medida avançar sem oposição na Câmara dos Representantes da Carolina do Sul, controlada pelos republicanos.

A legislação, que entrará em vigor no início do próximo ano, proíbe as instituições financeiras de tomarem ações que “discrimem na prestação de serviços financeiros a uma pessoa”. Essa proibição visa proteger os consumidores contra o chamado “debanking”, prática que tem gerado preocupação quanto à liberdade de expressão e crença.

Proteção contra discriminação baseada em crenças e expressão

Sob a nova lei, a discriminação abrange “tomar uma ação adversa contra um cliente” devido ao “exercício da religião protegido pela Primeira Emenda à Constituição dos Estados Unidos, lei federal ou a Constituição ou leis deste estado, incluindo todos os aspectos da observância e prática religiosa, bem como crença e afiliação”.

A medida também proíbe ações adversas baseadas na “fala, expressão, opiniões, atividade expressiva ou associação de um cliente protegidas pela Primeira Emenda à Constituição dos Estados Unidos, lei federal ou a Constituição ou leis deste Estado, incluindo a preservação legal da privacidade em relação a essas atividades, como a recusa em divulgar contribuições ou atividades políticas além do que é exigido pela lei estadual e federal aplicável”.

Escopo da lei e ações proibidas

As novas restrições aplicam-se a bancos com mais de US$ 100 bilhões em ativos totais, bem como a empresas de cartão de crédito e plataformas de processamento de pagamentos. As ações proibidas incluem o encerramento de contas correntes ou poupança, o corte de transferências de dinheiro ou o fim do acesso a empréstimos e cartões de crédito.

Clientes que forem negados “acesso pleno e igualitário na prestação de serviços financeiros cobertos” podem solicitar uma explicação por escrito em até 90 dias após a ação adversa. As instituições financeiras são então obrigadas a responder em até 30 dias.

A legislação especifica que “uma declaração de que a ação adversa foi baseada nos padrões ou políticas internas da instituição ou que a pessoa não atingiu uma pontuação qualificatória no sistema de pontuação de crédito da instituição é insuficiente”.

Reações e implicações futuras

A Alliance Defending Freedom, uma organização jurídica cristã conservadora, saudou a medida, descrevendo-a como “legislação crítica”. Matt Sharp, conselheiro sênior da ADF, afirmou que “Ninguém deveria ter acesso negado a serviços financeiros básicos com base em suas crenças políticas ou religiosas”.

“Mas quando grandes bancos usam seu controle sobre serviços financeiros para punir aqueles com visões desfavorecidas ou impopulares, eles são tão ameaçadores à liberdade quanto o Grande Irmão”, acrescentou Sharp. “Ao promulgar este projeto de lei, a Carolina do Sul se junta a Tennessee e Idaho na liderança da carga para proteger cidadãos, organizações sem fins lucrativos, organizações religiosas e empresas contra o debanking discriminatório.”

A “Guarantee Banking Act” representa um passo significativo na proteção dos direitos individuais em relação aos serviços financeiros, estabelecendo um precedente para outros estados que buscam combater práticas de debanking discriminatórias.

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