Ataque russo com centenas de drones e mísseis atinge infraestrutura civil na Ucrânia e danifica igreja evangélica
Um ataque em larga escala da Rússia contra a Ucrânia nesta semana resultou em danos a residências, estabelecimentos comerciais e uma igreja. A capital Kyiv foi alvo de mais de 600 drones e dezenas de mísseis na terça-feira, em uma das maiores investidas do conflito, conforme reportado pela CBN News. O bombardeio ocorre em meio a questionamentos sobre a capacidade russa de sustentar a campanha militar de alto custo.
O pastor Anatoly Kalyuzhnyy relatou que um míssil balístico atingiu a igreja evangélica Nova Vida em Kyiv nas primeiras horas da manhã. Ele descreveu como um milagre o fato de o centro principal de adoração não ter sido completamente destruído, com uma grande explosão ocorrendo a apenas 15 metros do prédio. “Tudo está destruído. Sem janelas”, declarou Kalyuzhnyy sobre os estragos no complexo da igreja, que incluem o prédio da escola dominical, uma área de recreação para adolescentes e diversos escritórios.
Na terça-feira, a Rússia lançou 656 drones e 73 mísseis, atingindo 29 locais na região de Kyiv. Este foi o terceiro grande bombardeio russo contra a capital ucraniana em menos de três semanas, resultando na morte de 22 civis e deixando 138 feridos. Em resposta, a Ucrânia realizou ataques com centenas de drones na cidade de São Petersburgo, na Rússia, na quarta-feira.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, solicitou ao governo dos Estados Unidos mais interceptadores Patriot, alertando que a Ucrânia está com poucas unidades do sistema de defesa aérea capaz de deter os mísseis balísticos russos. Paralelamente, relatórios indicam que a Rússia enfrenta desafios em campo de batalha, com analistas apontando que, pela primeira vez desde outubro de 2023, as forças russas perderam mais território do que conquistaram.
O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou que a Rússia não está ganhando território e que a Ucrânia tem conseguido atingir alvos estratégicos de energia e outros em território russo com crescente profundidade. Zelenskyy também citou o alto número de baixas russas, estimando entre 30.000 e 35.000 soldados por mês. “Eles estão perdendo tropas mais rápido do que conseguem substituí-las”, acrescentou Carney.
Diante do aumento de baixas, a Rússia busca novas formas de preencher seus quadros, oferecendo incentivos econômicos para novos recrutas domésticos e buscando combatentes estrangeiros na África e Ásia Central. Há sugestões de que oficiais russos estariam alertando o presidente Putin sobre o crescente estresse que a guerra causa na economia do país. “Já agora, um número significativo de suas regiões está em estado de falência, e Putin está levando a Rússia à falência”, disse Zelenskyy.
Em resposta à situação, alguns membros do Partido Democrata nos EUA pressionam o governo a intensificar as sanções contra Moscou. A senadora Chris Murphy (D-CT) defendeu a aprovação de um projeto de lei bipartidário de sanções que está parado no Senado há um ano e meio, argumentando que isso dificultaria o financiamento da guerra pela Rússia.
Enquanto isso, na igreja em Kyiv, os trabalhos de limpeza já estão em andamento. Apesar dos ataques e da guerra, que já se aproxima de seu quinto ano, a congregação mantém suas atividades ministeriais. “Desde o primeiro dia da guerra até agora, não falhamos nenhum culto. Muitas pessoas deixaram a cidade de Kyiv, mas nossa igreja tem sido muito ativa durante todo esse tempo”, disse o pastor Kalyuzhnyy.
