O programa de admissão de refugiados dos Estados Unidos enfrenta restrições que impactam cristãos em contextos de vulnerabilidade extrema pelo mundo
Pela primeira vez na história do Programa de Admissão de Refugiados dos Estados Unidos, nenhum indivíduo proveniente dos 50 países identificados pela organização Open Doors como de maior preocupação para a perseguição cristã foi reassentado no país durante o ano fiscal de 2026. A conclusão integra um relatório recente elaborado pela World Relief em conjunto com a Open Doors U.S.
O cenário é agravado pela suspensão do programa por ordem executiva em janeiro de 2025, estabelecendo um regime de admissão limitado com análise caso a caso. Conforme os dados apresentados, mais de 224 mil cristãos foram forçados a deixar seus lares ou buscar esconderijo durante o período de monitoramento, enquanto quase 5 mil foram mortos em decorrência da fé. A análise das informações consta na fonte ICC News.
Mudanças no processo de asilo
Além das dificuldades no reassentamento, alterações nas normas de asilo impactam quem já alcançou o território americano. Desde 28 de julho, uma regra do Departamento de Segurança Interna permite que oficiais de imigração encaminhem certos pedidos diretamente para cortes de imigração, sem a realização de entrevistas preliminares.
O governo defende que a medida visa reduzir um passivo superior a 1,4 milhão de casos pendentes. Contudo, especialistas apontam que a ausência de entrevistas pode prejudicar solicitantes que possuem poucas evidências documentais de perseguição devido ao controle estatal exercido por regimes opressores em seus países de origem.
Queda nas taxas de aprovação
Os indicadores de sucesso em tribunais de imigração para requerentes oriundos dos 50 países de maior risco caíram drasticamente. A taxa de aprovação recuou para 10% no ano fiscal de 2026, ante 26% no ano anterior e 58% em 2023. Países como Irã e China registraram reduções particularmente acentuadas nessas concessões de asilo.
“America gave us the freedom to stop being afraid. I don’t want to lose that.”
O pastor Ara Torosian, que buscou refúgio nos Estados Unidos em 2010, enfatiza a relevância histórica do acolhimento americano para aqueles que fogem de perseguições religiosas. À medida que o governo prepara a política de admissões para 2027, o sistema de refúgio permanece sob observação quanto à sua capacidade de responder às necessidades daqueles que buscam segurança contra a violência religiosa.
