Supremo Tribunal Federal condena deputado federal Pastor Gil por desvio de verbas públicas no Maranhão
O deputado federal Pastor Gil, ligado à Assembleia de Deus, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento em um esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares. As verbas eram destinadas ao município de São José de Ribamar, no Maranhão. A decisão foi proferida pela Primeira Turma da Corte, com base em evidências apresentadas pela Procuradoria-Geral da República.
O parlamentar integrou um grupo investigado por exigir o pagamento de propina para viabilizar a liberação de verbas públicas. Conforme o julgamento, a pena estabelecida foi de 5 anos e 6 meses de reclusão em regime semiaberto, além do pagamento de multa.
A denúncia do Ministério Público Federal detalha que o esquema previa a cobrança de aproximadamente 25% do valor das emendas como condição para o repasse aos municípios. No caso em questão, os acusados teriam solicitado cerca de R$ 1,6 milhão em propina para liberar aproximadamente R$ 6,6 milhões em emendas destinadas à cidade maranhense.
A Procuradoria-Geral da República indicou que o grupo operava de forma estruturada, com funções definidas entre os integrantes. Intermediários eram responsáveis por negociar os pagamentos com representantes da prefeitura.
O processo, relatado pelo ministro Cristiano Zanin, resultou na condenação de sete pessoas. Parte dos réus foi absolvida de algumas acusações por falta de provas suficientes, enquanto outros foram condenados por corrupção e participação em organização criminosa.
Gildenemir de Lima Sousa, conhecido como Pastor Gil, é pastor da Assembleia de Deus e tem atuação política no Maranhão. Natural de Monção (MA), sua trajetória é ligada à igreja evangélica no estado, tendo ocupado o cargo de secretário-geral da Convenção Estadual da Assembleia de Deus no Maranhão.
