Pastor alerta que fiéis buscam dons do Espírito Santo mas o ignoram como amigo

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Pastor Joel Engel ressalta a importância de conhecer o Espírito Santo não apenas como fonte de dons, mas como amigo, consolador e companheiro diário

Muitos fiéis buscam o poder, dons e manifestações sobrenaturais do Espírito Santo, mas falham em desenvolver uma relação de amizade com Ele, tratando-o como um mero instrumento em vez de uma pessoa. Essa observação foi feita pelo pastor Joel Engel, que alertou para o fato de que a maioria procura Deus em busca de unção e milagres, sem compreender verdadeiramente a natureza do Espírito Santo como uma pessoa divina, a terceira da Trindade.

O pastor explicou que, enquanto Jesus intercede pelos salvos ao lado do Pai, o Espírito Santo atua na Terra como o Consolador, guiando, ensinando e fortalecendo a Igreja. Essa função é comparada à de um advogado ou defensor, auxiliando os cristãos em suas fragilidades e na oração, especialmente em momentos de dificuldade e desorientação.

“Às vezes você está no pior momento da sua vida, cheio de pensamentos ruins, dorme acabado e, de manhã, acorda com uma luz. É o Espírito Santo”, relatou.

Engel também enfatizou que o Espírito Santo não age como acusador, função atribuída ao inimigo. Sua atuação é voltada para a ajuda, inspiração, consolo e a promoção da comunhão entre os fiéis e Deus.

Observando que a relação com o Espírito Santo é frequentemente reduzida à busca por poder, o pastor destacou seu atributo mais importante: ser um amigo. Ele comparou essa intimidade à de um casamento, onde o relacionamento se aprofunda com o tempo, revelando lealdade e fidelidade.

O Espírito Santo, segundo o pastor, pode ser invocado para auxiliar em situações cotidianas, como no trabalho, lembrando o cristão do que é essencial e ensinando o que não foi aprendido. Ele capacita, dirige e serve como mentor.

A necessidade de discernir a voz do Espírito Santo também foi ressaltada. Engel orientou que nem toda revelação divina é para ser compartilhada imediatamente, sugerindo que muitas informações devem permanecer em oração e intercessão, sem julgamento, pois o Espírito Santo não julga nem acusa.

Ademais, o pastor pontuou que o Espírito Santo não promove desordem ou contradição, especialmente dentro do ambiente de culto e liderança eclesiástica. Ele atua de forma organizada e coerente.

Para receber a presença do Espírito Santo, é preciso preparar um ambiente de santidade. O pastor questionou a disposição dos cristãos em convidar o Espírito Santo para suas casas e compartilhar suas vidas com Ele, ressaltando que Ele entra e permanece onde é convidado e celebrado, não apenas tolerado.

De forma prática, o conselho é conversar com o Espírito Santo diariamente, convidando-O para caminhar junto nas atividades cotidianas. A verdadeira vida espiritual, concluiu Engel, transcende dons e experiências, focando na comunhão, obediência e amizade com Deus, superando a solidão e a dúvida.

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