Câmara Alta paraguaia oficializa último domingo de outubro como Dia da Igreja Evangélica com foco na promoção de seu papel
O Senado do Paraguai aprovou um projeto de lei que estabelece o último domingo de outubro como o Dia da Igreja Evangélica no país. A medida visa difundir e promover a contribuição histórica, cultural, social, educacional, humanitária e espiritual das igrejas evangélicas paraguaias. A aprovação ocorreu durante a sessão ordinária da Câmara Alta, com a iniciativa tendo sido apresentada em 12 de agosto pelos senadores Orlando Penner, Lizarella Valiente, Blanca Ovelar e Gustavo Leite. A fonte original da notícia é o portal Evangélico Digital.
Inicialmente, a proposta era fixar a data em 31 de outubro de cada ano. Contudo, após discussões legislativas, a data foi modificada para o último domingo do mês, garantindo a comemoração a cada ano. Havia expectativa sobre a possibilidade de a data se tornar feriado nacional, mas o texto aprovado se restringe à declaração de uma data comemorativa em âmbito nacional, sem instituir um dia de folga remunerada.
Uma das emendas acatadas foi a proposta pela senadora Blanca Ovelar, que solicitou a exclusão do artigo 3 do projeto. A disposição original previa que o Ministério da Educação e Ciências, por meio do Viceministerio de Culto, incluísse o Dia Nacional da Igreja Evangélica no calendário escolar. Com a eliminação desta parte, a nova celebração não implicará obrigatoriedade de inclusão no planejamento educacional.
“Há milhares e milhares de pessoas envolvidas no trabalho diário, solventado quase exclusivamente por aportes voluntários e não dependendo do Estado, do orçamento nacional, e nos animou que nos fizéssemos eco de um pedido da Associação de Igrejas Evangélicas do Paraguai, através da Associação dos Pastores das Igrejas Evangélicas do Paraguai”, explicou Orlando Penner sobre o motivador da iniciativa.
A senadora Blanca Ovelar manifestou seu apoio ao projeto sob a perspectiva de respeito à pluralidade e à liberdade de culto, afirmando que, mesmo sendo católica, acredita que todas as crenças religiosas devem ser respeitadas. O senador Rafael Filizzola, por sua vez, sugeriu cautela ao estabelecer datas comemorativas, indicando que a decisão final sobre um dia representativo deveria partir das próprias igrejas, dada a variedade de sua composição.
