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Papa Bento XVI substitui porta-voz do Vaticano

Quinze meses depois da morte de João Paulo II, o Papa Bento XVI dispensou nesta terça-feira os serviços do emblemático porta-voz do antecessor, o espanhol Joaquín Navarro Valls, o que abrirá uma nova etapa nas relações entre o Vaticano e os meios de comunicação.

Navarro Valls, de 69 anos, o primeiro leigo que ocupou esta função estratégica, foi durante 22 anos o porta-voz exclusivo e todo-poderoso de João Paulo II, com o qual este membro da Opus Dei se identificou totalmente.

Seu sucessor é o padre Federico Lombardi, um jesuíta italiano de 63 anos, formado em Matemática e atualmente diretor-geral da Rádio Vaticano e da televisão vaticana, depois de ter sido provincial (chefe eleito) dos jesuítas da Itália de 1984 a 1990.

A substituição de Navarro Valls pelo padre Lombardi representa mais do que uma mudança de estilo. O até então responsável pela sala de imprensa do Vaticano tinha uma personalidade forte e seus detratores o acusavam de utilizar o cargo para interpretar à sua maneira as mensagens do Papa.

Durante o último período do pontificado de João Paulo II, marcado pela longa doença do chefe da Igreja Católica, Navarro Valls se transformou praticamente na única fonte de informações do Vaticano e alcançou uma importância excepcional nas relações entre o Sumo Pontífice e a imprensa.

Depois da morte do mentor, Navarro Valls foi mantido no cargo por Bento XVI, muito preocupado por seguir os passos do antecessor e garantir a continuidade à frente da Igreja. Porém, os vínculos entre o novo Papa e Navarro Valls não eram tão fortes e o porta-voz manifestou em várias ocasiões o desejo de abandonar o posto.

Sua saída era esperada oficiosamente depois da viagem de Bento XVI, no fim de semana passado, a Valência (Espanha) para encerrar o V Encontro Mundial das Famílias.

Com a nomeação de um religioso que controla não apenas a sala de imprensa, como também o conjunto dos meios audiovisuais da Santa Sé, O Pontífice alemão retoma uma configuração tradicional da comunicação do Vaticano com o mundo exterior.

O novo porta-voz, nascido em 20 de agosto de 1942 em Saluzzo (Piemonte, norte da Itália), colaborou na juventude com a revista de filosofia dos jesuítas italianos “Civiltà Cattolica”, ao mesmo tempo em que estudava teologia na Alemanha. Desde 1990, foi diretor de programas e depois diretor-geral da Rádio Vaticano, cargo que acumulava desde 2001 com o de diretor da televisão Vaticana.

O padre Lombardi se relacionará agora com os meios de comunicação estrangeiros, que tinham por seu antecessor mais fascinação do que afeto, pois tinham a impressão de ser manipulados por este profissional da comunicação com aspecto de ‘dândi’.

Navarro Valls conhecia bem a sala de imprensa por ter trabalhado durante muito tempo para o jornal católico e conservador espanhol ABC, antes de João Paulo II pedir, para surpresa de todos, que fosse seu colaborador.

Em seu primeiro comunicado, o padre Lombardi afirmou que “não tem nenhuma intenção de imitar” o antecessor, mas colocará toda as suas forças a serviço do Papa e dos profissionais da informação.

Fonte: AFP

Eleições 2006: candidatos disputam apoio de evangélicos no DF

De olho nos eleitores desse segmento, os postulantes ao governo do Distrito Federal disputam o apoio das igrejas evangélicas que juntas representam 22% (leia-se 290 mil votos) do eleitorado do DF.

O pontapé inicial foi dado pelo candidato José Roberto Arruda da coligação Amor por Brasília (PFL, PPS, PL, PMN, Prona, PSC, PP, PTN ). Hoje, Arruda conta com o apoio dos distritais Leonardo Prudente (PFL) da Igreja Sara Nossa Terra, Aguinaldo de Jesus (PFL) ligado à Igreja Universal do Reino de Deus e Júnior Brunelli (PFL) da Casa da Benção. Além deles, o apoio do deputado federal Jorge Pinheiro (PL) ligado à Universal, do ex-vice-governador Benedito Domingos (PP) da Assembléia de Deus, e do bispo da igreja Nossa Terra Robson Rodovalho completam a expectativa de Arruda em obter, pelo menos, 150 dos 290 mil votos dos evangélicos.

Percebendo a importância deste eleitorado, a governadora Maria de Lourdes Abadia, candidata à reeleição pela coligação Juntos por Brasília (PSDB, PMDB, PTB, PT do B, PAN E PHS) tratou de correr atrás do prejuízo. Ela conquistou o apoio de parte das igrejas da Assembléia de Deus que conta com 2.800 templos no DF e Entorno.

No entanto, o candidato pefelista José Roberto Arruda continua sendo o candidato mais apoiado do segmento evangélico com a aliança feita com PP de Benedito Domingos e o PL, partidos de tradição evangélica.Depois da reunião com a coordenação da campanha durante todo o dia de anteontem, Arlete Sampaio candidata ao GDF da União Por Brasília (PT-PV-PCdoB-PSB-PRTB-PRB), parte para o ataque na busca pelos votos evangélicos.

Às 15 horas ela visitou os pastores e lideranças da Coordenação Batista do DF, às 16 horas visitou os líderes da Igreja do Nazareno e às 17 horas se reuniu com outros líderes da Igreja Presbiteriana. “O PT sempre teve boa relação com evangélicos e o fato de um bispo declarar apoio a um candidato não quer dizer que os evangélicos vão votar nesse ou naquele candidato. Não existe nenhum monopólio dos evangélicos. As visitas que faço hoje fazem parte da relação política histórica que o PT tem com eles”, assegura a candidata.

Maranhão: candidatos atrás dos votos evangélicos

Agora é pra valer! Está aberta a temporada de caça ao rebanho, ou melhor, a caça aos votos evangélicos em todo o Maranhão. Nesta quarta-feira, o conselho político da Convenção Geral das Assembléias de Deus vai se reunir em Brasília para discutir a posição da igreja na eleição presidencial. A Assembléia de Deus tem cerca de 15 milhões de fiéis em todo o país e é a maior denominação religiosa cristã depois da Igreja Católica. Emissários do presidente Lula e de Geraldo Alckmin já entraram em ação para conseguir a simpatia do conselho e faturar o apoio.

No Maranhão, a disputa pelos votos evangélicos fica entre os próprios candidatos da Assembléia de Deus. Desde quando a igreja decidiu lançar dois nomes para disputar vaga na Câmara Federal, que o tempo fechou entre a deputada estadual Telma Pinheiro (PSDB) e o deputado federal Costa Ferreira (PSC).

A deputada tucana – que traiu o grupo político que a ajudou a se eleger na eleição de 2002 – agora terá que se desdobrar para tentar uma vaga na Câmara dos Deputados em Brasília. Apesar de também ter o apoio formal da Assembléia de Deus no estado, existem vários complicadores que dificultam sua eleição. O principal deles é a disputa direta com seu irmão de fé, o deputado federal Costa Ferreira.

Vale lembrar que a igreja conta com outros candidatos, que, apesar de não terem o apoio formal das lideranças eclesiásticas, conseguem, somados, tirar muitos votos dos candidatos oficiais da igreja. Em conversa com jornalistas, uma liderança eclesiástica e membro da comissão de política da Assembléia de Deus, afirmou que foi um erro da igreja ter lançado duas candidaturas para disputar uma vaga à Câmara Federal. Na avaliação do reverendo, será necessária uma votação expressiva para eleger os dois candidatos, e a Assembléia de Deus no Maranhão ainda não está preparada eleitoralmente para isso.

A situação mais difícil é a da deputada Telma Pinheiro, que, para chegar à AL na eleição passada obteve pouco mais de 30 mil votos. Agora, como candidata a deputada federal terá que, no mínimo, dobrar essa votação para sonhar com uma vaga na Câmara Federal. Existe uma grande chance da deputada governista ficar sem mandato nos próximos quatro anos.

Fonte: ComuniWeb e Veja Agora

Mulher é apedrejada por pregar o evangelho

Líderes eclesiásticos disseram que muçulmanos extremistas surpreenderam oficiais de polícia que providenciavam refúgio para uma cristã não identificada em Izom, Estado de Niger, em 28 de junho. Eles a agrediram e a apedrejaram até a morte por fazer evangelismo de rua.

David Atabo, da Igreja Católica Romana em Izom, disse que testemunhou a morte da mulher. Ele contou que ela havia encontrado um grupo de jovens muçulmanos. A cristã compartilhou o evangelho com eles e lhes deu alguns folhetos para ler.

“Assim que a mulher saiu, alguns muçulmanos mais velhos aguardavam para saber dos jovens o que a mulher tinha dito a eles”, disse David. “Quando eles souberam que a mulher tinha pregado para os rapazes, alegaram que ela insultou Maomé, o profeta do islã, e determinaram que a mulher precisava ser morta”.

David disse que as afirmações dos líderes muçulmanos motivaram centenas de muçulmanos a sair para as ruas a fim de capturar a mulher. Eles a alcançaram nas proximidades da região do rio Gurara e começaram a espancá-la, mas a polícia a resgatou.

Para proteger a cristã, os oficiais a levaram sob custódia para a delegacia de Izom. Mas a multidão incontrolável invadiu o local, exigindo que a mulher fosse libertada para ser apedrejada até a morte, de acordo com o determinado pela lei islâmica sharia. Do contrário, eles iriam incendiar a delegacia.

“A polícia, percebendo que a multidão estava decidida, fizeram com que a mulher saísse pela porta dos fundos para escapar com ela, mas os muçulmanos bloquearam todos os trajetos de fuga. Nesse ponto, os policiais abandonaram a mulher para salvar suas próprias vidas”, contou David Atabo. “Ela apanhou até morrer”.

Posteriormente, a polícia removeu o corpo da mulher para o necrotério do hospital estadual de Suleja. David acrescentou que três policiais ficaram feridos durante o tumulto.

Identidade desconhecida

Os líderes cristãos de Izom disseram estar incomodados com o fato de a polícia não ter identificado a mulher.

“Essa mulher foi morta antes que a polícia pudesse identificá-la ou mesmo interrogá-la”, disse David. “Nós também temos tentado descobrir de que igreja ela veio, mas ainda não obtivemos sucesso”.

Os líderes cristãos da região suspeitam que a mulher assassinada possa ter vindo da vizinha cidade de Suleja.

David Atabo é o presidente do capítulo local da Associação Cristã da Nigéria na cidade de Izom. Ele disse que os muçulmanos alegaram que a cristã deixou cair um papel contendo anotações depreciativas sobre Maomé.

Entretanto, quando ele pediu permissão à polícia para ver o tal papel, “não havia nada parecido”, afirmou.

Daniel Mazuri, pastor da Igreja Boas Novas, ligada à Igreja Evangélica da África Ocidental (ECWA, sigla em inglês), em Izom, disse que os que testemunharam o incidente contaram que os muçulmanos interpelaram a mulher e a acusaram de insultar Maomé. Os muçulmanos alegaram que ela deixou cair uma carta em uma mesquita, ele disse, mas amigos seus na polícia disseram que isso era falso.

“Acredito que os muçulmanos queriam apenas acender uma crise religiosa nessa cidade”, disse o pastor Daniel ao Compass. “Isso é muito prejudicial e abriu uma porta para conflitos religiosos intermináveis”.

Daniel disse que suas investigações levaram à conclusão de que os muçulmanos plantaram o papel no intuito de criar uma crise religiosa na cidade.

“Eles são conhecidos por essa atitude e não estamos surpresos com o que aconteceu”, ele disse.

O reverendo Tanko Mandaki, da ECWA de Hausa, também concluiu que os muçulmanos planejaram o ataque com o objetivo de começar uma crise em Izom.

“Estamos conscientes das farsas dos muçulmanos”, ele disse. “Eles sempre foram bons em fabricar enganos e depois justificar suas ações com base em mentiras.”

Primeira fatalidade

É comum na Nigéria encontrar cristãos engajados no evangelismo de rua – pregando o evangelho em mercados, ônibus e trens. Acredita-se que os muçulmanos constituam metade dos moradores da cidade de Izom, na região de Gurara.

A morte de uma cristã desconhecida marca a primeira fatalidade do sistema legal islâmico de Niger, introduzido em 2000. Niger é um dos 12 Estados que implementou a sharia no norte da Nigéria.

“Esperamos que a polícia consiga descobrir a identidade dessa mulher ou que alguém conhecido dela faça contato conosco em breve”, disse David Atabo.

Há nove igrejas na cidade de Izom, incluindo a Católica Romana, a ECWA, Missão Comunidade Cristã, Igreja da Nigéria (Anglicana), Igreja Apostólica, Igreja Batista e Igreja Bíblica Vida Profunda.

Fonte: Portas Abertas

Igreja católica fustiga denúncias de fraude

A Igreja Católica do México fustigou as denúncias de fraude eleitoral feitas pela esquerda mexicana e disse à paróquia mexicana que “nada nem ninguém tem o direito de confundir” todos.

Ao mesmo tempo mostrou-se confiante que o Tribunal Eleitoral “estará à altura das circunstâncias que o país vive” na hora de ratificar as eleições presidenciais.

“Temos inteligência e maturidade suficientes para não ser manipulados”, declarou a Conferência do Episcopado Mexicano.

Em sua mensagem à paróquia mexicana, a Igreja Católica pediu que “não se deixe confundir” quanto ao resultado das eleições do dia 2 de julho, quando a apuração do Instituto Federal Eleitoral (IFE) outorgou uma vantagem de 0,58% dos votos para Calderón.

Em um documento intitulado “A justiça é cega e não sabe de sentimentos”, a Igreja Católica defendeu “a credibilidade e a honra” dos cidadãos que participaram do processo eleitoral como a de funcionários das mesas e das autoridades eleitorais.

Entretanto, Josefina Vázquez, coordenadora da campanha do governista Felipe Calderón, do partido de direita Ação Nacional (PAN), lamentou que o candidato presidencial da esquerda, Andrés López Obrador, continue “desacreditando” do processo eleitoral.

A coordenadora considera “muito irresponsável a apresentação de supostas provas de ilegalidade eleitoral sem fundamentos”, se referindo aos dois vídeos entregues na segunda-feira por Obrador, do Partido da Revolução Democrática (PRD), de oposição, onde supostamente aparecem votos sendo colocados antecipadamente em uma urna eleitoral.

O reitor da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), a principal do país, Juan Ramón de la Fuente, disse que “hoje mais do que nunca” os mexicanos precisam ter “certeza e clareza absoluta” sobre o processo eleitoral que ainda não foi concluído.

O candidato da esquerda denunciou no sábado que houve fraude nas eleições presidenciais e convidou seus simpatizantes para uma “manifestação nacional” que começa amanhã e terminará domingo na praça Zócalo da Cidade do México, em uma jornada que denominou “Em Defesa da Democracia”.

A eleição do domingo 2 de julho foi a mais acirrada da história do México, quando o candidato governista obteve 35,89% dos votos contra 35,31% do candidato da esquerda.

Entre os 32 governadores dos estados da República, 17 que pertencem ao Partido Revolucionário Institucional (PRI), ficaram divididos com a eleição presidencial, pois receberam uma proposta de “aceitar ou desconhecer” conjuntamente os resultados outorgados pelo IFE, que deu maior número de votos a Calderón.

Pelo menos 9 dos 17 governadores estaduais se negaram subscrever um reconhecimento público ao candidato governista, como propôs o governador de Nuevo León, Natividad González.

Os governadores preferiram esperar a sentença emitida pelo Tribunal Eleitoral do Poder Judicial da Federação (TEPJF), única instância que por lei pode sancionar as eleições e que tem até 6 de setembro para fazê-lo.

Fonte: ANSA

Filme sobre pontificado de João Paulo II começa a ser vendido nos EUA

O documentário “Credo”, de Alberto Michelini, uma série de filmagens do pontificado de João Paulo II, começou a ser vendido nesta terça-feira nos Estados Unidos.

O filme tem poucas partes faladas e é acompanhado musicalmente por árias cantadas pelo tenor Andrea Bocelli.

Apresentado na igreja de Saint Malachy, a chamada “capela dos atores” devido aos teatros ao redor do local, o documentário foi promovido pela Follieri Foundation, que organizou atividades humanitárias e de caridade em Nova Orleans e Honduras.

“Ouvi o CD das árias de Bocelli dezenas de vezes, e na música encontrei os vários aspectos de João Paulo II: a eucaristia, o perdão, o jubileu”, afirmou Michelini.

Fonte: ANSA

Bispo alerta para violência generalizada no Brasil

Segundo D. Jesús Berodonces, da Prelatura de Cametá (estado do Pará), a “violência é onipresente” na região leste do Amazonas. Na semana passada os bispos brasileiros pediram medidas contra a violência que assola várias regiões do Brasil.

Em entrevista recente à Ajuda à Igreja que Sofre, D. Jesus Berodonces, OAR (Ordem dos Agostinianos Recoletos), falou sobre o clima de violência no Brasil: “Nas grandes cidades existem muitos bandos rivais, ao mesmo tempo que nas pequenas povoações nas ilhas do Amazonas os habitantes não estão a salvo de assaltantes. Os mais jovens estão particularmente envolvidos na violência”.

Segundo D. Jesús Berodonces, da Prelatura de Cametá (estado do Pará), a “violência é onipresente” na região leste do Amazonas. Na semana passada os bispos brasileiros pediram medidas contra a violência que assola várias regiões do Brasil.

O missionário espanhol, que trabalha no Brasil desde 1977, acrescentou: “É por isso, e também devido a outros problemas sociais, como os conflitos sobre a terra e o empobrecimento, que a Igreja nesta região está empenhada no seu compromisso social, no apostolado da família e na formação dos leigos”.

Na passada semana, os bispos brasileiros divulgaram uma nota pastoral onde expressavam a sua preocupação perante o aumento da violência em várias regiões do país, como em São Paulo, onde se registraram 251 ataques, entre 12 e 15 de maio, por parte de bandos de criminosos contra a polícia. Foram mortos 122 agentes das forças de segurança e 90 autocarros foram incendiados.

Os prelados lamentam que “naquela triste situação, os direitos humanos de muitas pessoas não tenham sido respeitados”. Os bispos alertaram também para “os fatos ocorridos no Pará e Maranhão”, regiões onde a população se encontra “desprotegida diante das agressões de sectores organizados para a exploração agrícola e de recursos hídricos e minerais”.

Por fim, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil condenou “as constantes calúnias e ameaças de morte a pessoas da Igreja, inclusive bispos e padres, religiosos e religiosas, e a lideranças dos movimentos populares” que, na opinião dos bispos, “criam um clima de tensão e de medo para nosso povo pacífico e trabalhador”.

Os prelados brasileiros defendem assim ser “urgente a realização de projetos de desenvolvimento econômico, social e cultural que respeitem os ecossistemas e populações diferenciadas de cada região brasileira, na esperança de que a ‘justiça e a paz se abraçarão'”.

Fonte: Agencia Ecclesia

Líder cristão protesta contra abusos, na Índia

Em uma carta para Jenab Mohammad Hamid Ansari, presidente da Comissão Nacional das Minorias, John Dayal, líder da União Geral de Católicos da Índia, disse que a campanha de ódio e perseguição lançada pelos fundamentalistas hindus contra os cristãos em Andhra Pradesh deve ser interrompida por estar fundamentada em falsas acusações e premissas erradas.

A campanha tem aterrorizado uma comunidade que sempre mostrou respeito pela fé de todos.

Uma cópia da carta também foi enviada para o ministro do União de Assuntos de Minorias.

Diz John em sua carta: “Tem havido vários incidentes no Estado durante os últimos seis meses. Freiras e pastores são particularmente atormentados e visados”. Isso acontece especialmente nas Colinas de Tirumala, onde está localizado um dos templos hindus mais venerados.

Estes incidentes são indicativos de um cenário perigoso porque os ataques são conduzidos com o propósito de incitar a população ao ódio inter-religioso. Mas, como John escreve, “Nós [cristãos] respeitamos absolutamente o senso de reverência que têm nossos concidadãos, de todas as crenças … Nós obedecemos o respeito pelo que é Sagrado, uma exclusividade dada ou tomada à força por certas religiões em relação aos seus templos, mas, uma exclusividade proibida a outros … Não pode haver questões assim quanto a lugares públicos, tais como: paradas de ônibus, estações de trem e interiores de ônibus, questões que tornem esses lugares proibidos aos cidadãos indianos de quaisquer crenças”.

O ativista cristão se refere aqui às reivindicações dos extremistas hindus de que os cristãos profanam o hinduísmo, por causa da proximidade que há entre os santos templos hindu e tais lugares públicos.

“Há cristãos e templos cristãos em cidades santas, como Panipat, Kurukshetra, Amritsar, Ajmer … [Mas nesses lugares] nunca houve problema ou perseguição”, disse ele.

O ataque de 25 de junho contra as freiras da Mãe Teresa durante uma visita a um hospital local é um indicativo desta indisposição difundida.

Por esta razão, John Dayal quer uma revisão constitucional das leis do Estado de Andhra Pradesh, que proíbe “o movimento, a profissão e o trabalho social e de caridade dos ‘cidadãos’”. Tais leis discriminam as minorias.

Fonte: Portas Abertas

Mulher afirma ter visto fantasma em aparelho de TV desligado

Tracey Taylor afirmou esta semana ter não apenas visto, mas também fotografado, um fantasma em sua TV. “Um fantasma está preso na televisão”, disse a britânica, residente na cidade de Lower Ince.

Segundo Tracey, a aparição foi descoberta por sua filha de um ano e meio. Ela conta ter fotografado a garota em frente ao aparelho de televisão e, ao revelar o filme, viu que uma imagem misteriosa aparecera na tela.

Ao mostrar a imagem à criança, a menina teria dito: “Este é Ben”, referindo-se ao fantasma. Ela insiste que a TV estava desligada e que não havia mais ninguém na sala no momento em que bateu a fotografia.

Fonte: ELNet

Igreja evangélica é berço de músicos eruditos

Muitos integrantes de orquestras paulistas começaram a aprender música na Congregação Cristã no Brasil e na Assembléia de Deus, de linha pentecostal, igrejas que mais formam instrumentistas, segundo maestros e professores. Violino é o mais procurado nas escolas, e sax é “escandaloso” para Congregação.

Foi nos bancos da igreja evangélica Congregação Cristã no Brasil que o violinista Davi Graton, 30, teve as primeiras lições de música. “Comecei a tocar para servir a Deus, não pensava em seguir carreira”, diz Graton, que hoje é concertino da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), considerada a melhor do país. Como Graton, muitos integrantes de orquestras paulistas começaram a aprender música na Congregação e na Assembléia de Deus, igrejas que mais formam instrumentistas, segundo maestros e professores ouvidos pela Folha.

Louvar o Senhor é justificativa comum nas fichas de inscrição da Escola Municipal de Música. “Tem aluno que entrou sem ter ouvido Mozart, só conhecia música de igreja”, afirma o diretor Henrique Autran Dourado.

Selecionado para a Academia de Música da Osesp, o violinista Djavan dos Santos, 22, atribui seu talento à inspiração divina. “Orei e aprendi em um estalo o que não consegui em meses.” Santos e os outros dois violinistas da Academia são da Congregação, apesar de a doutrina vetar a profissionalização.

Segundo um documento da igreja, o fiel que trabalha como músico não pode tocar nos cultos. “Aos que já estão nessa profissão, aconselhamos orar para que Deus lhes prepare um outro meio de vida”, diz o texto.

“Músicos profissionais ficam com o espírito transtornado”, reforça um dos regentes da igreja, José, que não quis informar o sobrenome. Já a Assembléia de Deus apóia os fiéis. “É uma honra ter nossos músicos nas orquestras. Só é proibido tocar na noite”, afirma Sérgio Emídio da Silva, 38, maestro em um templo.

Perto de Deus

A música foi a única expressão artística preservada pela Reforma protestante (século 16), que aboliu a representação de pessoas e animais, considerada idolatria. Para os protestantes, a música aproxima de Deus. “Sobretudo um deus que não está presente nas coisas, como o cristão”, explica o sociólogo e professor da USP Antônio Flávio Pierucci.

Segundo ele, os pentecostais (corrente do século 20) “radicalizaram a autorização bíblica para transformar salmos em hinos”. Na Congregação e na Assembléia, que têm orquestras com até 200 integrantes, os hinos são tão importantes quanto a pregação.

Para a professora de música da Unesp (Universidade Estadual Paulista) Dorotéa Kerr, a musicalização natural do ambiente protestante explica o sucesso dos músicos. “O aprendizado informal supre a deficiência do ensino da igreja.” Na Assembléia, no entanto, o ensino se profissionaliza. Há quatro anos, uma igreja em Perus (região norte) mantém uma escola de música. Os alunos pagam mensalidade de R$ 10, e a igreja empresta instrumentos.

Já na Congregação, ensina-se “o suficiente para louvar”, afirma o regente José. O suficiente bastou para que o violinista Kleberson Buzo, 26, fosse aprovado na seleção da Escola Municipal de Música. “Na audição, toquei a única composição que sabia, um hino religioso”, conta Buzo, que toca na Orquestra Experimental de Repertório, do Teatro Municipal, onde a maioria dos violinistas tem currículo parecido com o dele: tiveram as primeiras lições em igrejas e depois estudaram em escolas públicas.

No Centro de Estudos Musicais Tom Jobim, mantido pelo governo do Estado, os alunos pentecostais são numerosos. “É perceptível. Não temos dados porque o credo dos músicos não importa”, afirma o diretor Arcádio Minczuk, 42. Baseado em sua biografia, Minczuk, oboísta da Osesp, considera a música um meio de ascensão social -o salário do músico erudito chega a R$ 5.000. “Meu pai determinou que eu aprendesse oboé, pouco tocado, para que fosse mais fácil conseguir emprego”, conta Minczuk, que, como seu irmão Roberto, diretor da Orquestra Sinfônica Brasileira, no Rio de Janeiro, aprendeu música na Assembléia de Deus Russa.

Violino é o mais procurado nas escolas, e sax é “escandaloso” para Congregação

O violino é o mais disputado nas seleções da Escola Municipal de Música (EMM): são 30 candidatos por vaga. Para o diretor, Henrique Autran Dourado, a procura é explicada pela demanda de mercado, já que é o instrumento mais numeroso nas orquestras sinfônicas, e 20 dos 32 violinistas da Osesp, por exemplo, são estrangeiros.

Um violino “made in China” ou usado, para iniciantes, custa R$ 250. Já os que servem para alunos adiantados saem por pelo menos R$ 5.000.

O diretor Autran Dourado recomenda não adquirir “porcaria”. “É como comprar um fusca para correr a Fórmula 1. Serve para aprender a dirigir, mas nunca vai pegar a pole.”

Dos alunos da EMM advindos da Congregação Cristã no Brasil, a maioria é violinista.

Tataraneto de um fundador da igreja, André Veci Baptista, 16, é exceção. Ele estuda saxofone, instrumento malvisto na igreja por ser associado a “barzinhos e madrugadas”.

Seu pai, o luthier (fabricante de instrumentos musicais) Moisés Baptista, 38, teve de enfrentar o ancião _autoridade máxima da igreja_ para introduzir o sax na orquestra da igreja da qual é regente.

Escandaloso

Além do sax, não há trombone de vara nem percussão nas orquestras da Congregação, onde os instrumentos mais comuns, ao lado do violino, são flauta transversal, clarinete e bombardão (espécie de tuba). Fagote, oboé e violoncelo são permitidos, mas raros.

O regente da igreja José, que não quis informar o sobrenome, classifica de “escandalosos” o sax e o trombone de vara _válvula cilíndrica longa que o músico desliza para produzir o som. “É indecente e barulhento como a percussão, típica do candomblé”, afirma.

Os “escandalosos” também não são vendidos nas lojas de instrumentos musicais pertencentes a seguidores da Congregação Cristã.

Há uma concentração delas nos arredores do templo do Brás (centro), a sede da Congregação. Na Garcia & Nabarrete, a maior parte da clientela é formada por “gente da igreja”, informa Epaminondas Garcia, 38, um dos proprietários.

A loja vende marcas conhecidas e instrumentos de luthiers da Congregação, como Moisés Baptista, que é autodidata. “Iniciei-me na lutheria para consertar meus próprios instrumentos porque a manutenção é cara.”

Fonte: Folha de São Paulo

Conselho de Igrejas condena restrições dos EUA para ajuda a Cuba

A presidenta do Conselho de Igrejas de Cuba (CIC), Rodhe González, condenou a recente regulamentação recomendada pela Comissão para Assistência a uma Cuba Livre, da administração estadunidense, que impede o Serviço Mundial de Igrejas (SMI) dos Estados Unidos de enviar ajuda humanitária ao povo cubano.

“Creio que nós seremos capazes, como sempre fomos, de sobrepor-nos a todas as situações, porque as relações entre as igrejas de Cuba e dos Estados Unidos são relações históricas”, disse a reverenda Gonzáles. Ela assegurou que nenhuma conjuntura humana “será capaz de distanciar-nos como igrejas”.

A comissão que assessora o governo norte-americano em matéria de políticas a respeito de Cuba, presidida pela secretária de Estado, Condoleeza Rice, enviou relatório ao presidente George Walker Bush recomendando que seja intensificada a regulamentação do envio de ajuda humanitária, com o intuito de assegurar que não vão para “organizações controladas, como o Conselho de Igrejas de Cuba”.

O presbítero Pablo Odén Marichal, diretor do Centro de Estudos do CIC e reitor da Paróquia Episcopal “Fiéis a Jesus”, de Matanzas, descartou o argumento empregado pelos Estados Unidos de acusar o CIC de ser uma instituição controlada pelo governo cubano.

Marichal foi presidente do CIC por cinco anos e nunca sentiu-se controlado. Ele destacou a solvência da relação entre o Conselho Nacional de Igrejas de Cristo dos Estados Unidos e o CIC. “É um vínculo muito antigo”, declarou o reitor paroquial ao correspondente de Monitor, Enrique López.

O diretor do Centro de Estudos do CIC recordou que as relações da igreja cubana com o CNIC e o SMI sempre foram desenvolvidas com o interesse de promover o ecumenismo na região, e que esses organismos apoiaram, além de projetos sociais, projetos eclesiais, como uma reconceitualização das missões.

O que se quer, continuou Marichal, é tratar de “matar o movimento ecumênico em Cuba, que é um dos mais fortes da América Latina”. Ele exortou tanto o CIC como o CNIC para que façam valer o direito de manterem relações independentes com as igrejas dos países.

Fonte: ALC