Maioria dos brasileiros apoia medida dos EUA de classificar PCC e Comando Vermelho como terroristas segundo AtlasIntel
A maioria dos brasileiros concorda com a classificação de Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho como organizações terroristas, conforme a decisão tomada pelos Estados Unidos. Uma pesquisa da AtlasIntel, divulgada na quarta-feira, 04 de junho, aponta que 53,1% dos entrevistados aprovam a medida.
Em contrapartida, 44,7% da população manifestou desaprovação à classificação, enquanto 2,2% não souberam opinar. Os resultados ecoam levantamentos anteriores, como o do portal Poder360, que indicou 53% de avaliações positivas sobre a decisão norte-americana para o Brasil, com 33% considerando-a negativa e 14% sem posição.
Apesar do apoio majoritário, há divisão de opiniões quanto aos potenciais impactos na soberania nacional. Para 47,7% dos consultados, a classificação pode representar um risco ao abrir margens para interferências estrangeiras em assuntos internos. Por outro lado, 44,7% veem a iniciativa como um fortalecimento no combate ao crime organizado.
A pesquisa também investigou o impacto político da medida. Um total de 50,8% dos entrevistados declarou maior disposição para votar em candidatos que apoiam a classificação do PCC e do Comando Vermelho como grupos terroristas. Em contraste, 33,6% prefeririam candidatos contrários à medida, e 15,7% indicaram que essa posição não influenciaria seu voto.
Em relação à adoção de uma medida semelhante pelo próprio governo brasileiro, a proposta recebeu apoio de 55,9% dos participantes. A oposição à classificação pelas autoridades nacionais foi expressa por 40,8%, com 3,2% sem resposta definida.
A classificação oficial do PCC e do Comando Vermelho pelo governo dos Estados Unidos ocorreu em 28 de maio, poucos dias após uma reunião entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente americano Donald Trump, onde o tema teria sido discutido.
A pesquisa AtlasIntel ouviu 1.273 brasileiros entre 30 de maio e 3 de junho, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Descoberta na Turquia revela uma das representações mais bem preservadas de Jesus, datada do século III
Escavações arqueológicas na Anatólia, região que abrange a atual Turquia, trouxeram à luz uma pintura impressionante de Jesus. Pesquisadores consideram a obra, um afresco do século III, uma das imagens mais intactas do cristianismo primitivo já encontradas. A descoberta, detalhada pelo portal The Christian Post, reforça a importância da Turquia como berço para a expansão da fé cristã nos primeiros séculos após a crucificação de Cristo. A professora Candida Moss destacou a relevância desses achados, afirmando que a Turquia foi, em muitos aspectos, o berço do cristianismo primitivo.
O afresco foi encontrado na cidade de Iznik, no oeste do país, e retrata Jesus como o Bom Pastor. Trata-se de uma das mais antigas representações conhecidas de Cristo em sua fase adulta. Segundo os arqueólogos responsáveis pela escavação, a obra permaneceu em um estado de conservação excepcional por estar localizada no interior de um túmulo familiar, selado e com baixíssima circulação de oxigênio. Este ambiente preservou a pintura por aproximadamente 1.800 anos, oferecendo uma visão única de como as primeiras comunidades cristãs concebiam a figura de Jesus.
A imagem apresenta uma figura de Jesus com cabelos curtos, sem barba e vestindo trajes que remetem ao estilo romano. Os especialistas apontam que o notável estado de conservação da pintura proporciona uma perspectiva rara sobre a iconografia cristã primitiva. A descoberta ocorre em um período em que estudiosos investigam a profunda transformação do cristianismo, de um movimento minoritário e perseguido a religião oficial do Império Romano.
A região da Anatólia tem sido palco de diversas descobertas nos últimos anos, incluindo estátuas e fragmentos relacionados a imperadores romanos como Marco Aurélio e Adriano. A análise da expansão do culto imperial romano na área auxilia na compreensão do contexto histórico de passagens bíblicas, especialmente do livro do Apocalipse. A pesquisa abrange também as sete igrejas mencionadas no Apocalipse, com novas investigações em locais como Laodiceia, onde foi encontrada uma igreja doméstica do século IV.
Em Sardes, os estudos concentram-se em uma grande igreja do século VI, que pode ter influenciado a arquitetura bizantina posterior. Na cidade de Esmirna, grafites e inscrições cristãs do século II foram analisados, podendo representar alguns dos mais antigos registros escritos cristãos preservados. Já em Pérgamo, arqueólogos identificaram uma possível representação antiga de São Jorge em um frasco de peregrino do século V, além de um anfiteatro associado ao martírio de cristãos.
Recentes escavações em Éfeso revelaram detalhes da vida cotidiana durante o período bizantino, com milhares de artefatos descobertos em um bairro soterrado por cinzas de incêndio. Estes achados, que incluem cerâmicas e objetos de peregrinação, contribuem para o entendimento da vida cristã na região. Apesar do papel central da Turquia na história do cristianismo, dados oficiais indicam que a vasta maioria da população, cerca de 99%, é muçulmana. Nos últimos anos, houve relatos de cristãos impedidos de entrar no país, classificados como ameaças à segurança nacional, e um aumento nos crimes de ódio, conforme o Relatório de Violações dos Direitos Humanos de 2024 da Associação das Igrejas Protestantes, em contraste com declarações oficiais sobre a proteção à liberdade religiosa.
Mulher em dificuldades financeiras é surpreendida com ajuda inesperada após compartilhar sua fé na beira da estrada.
Uma cristã que se dedicava à venda de melancias em uma estrada recebeu uma ajuda significativa após seu testemunho de fé tocar o coração de um influenciador. Stefano Di Vittoria, ao se deparar com Márcia em um momento de necessidade, decidiu comprar todas as frutas, gesto que comoveu milhares de pessoas nas redes sociais.
Márcia, que trabalha como diarista, buscou uma fonte de renda extra para cobrir os custos de um reparo mecânico em seu carro familiar. Ela relatou que o conserto representava um prejuízo considerável para as despesas domésticas. “Estamos precisando. Levamos na oficina para consertar e o prejuízo é muito grande. É pesado para a gente”, explicou Márcia em um vídeo.
O influenciador Stefano Di Vittoria descreveu que Márcia havia acabado de chegar ao local com seu carrinho de melancias quando ele a viu. Embora tenha seguido em frente inicialmente, um impulso o fez retornar para conversar com a vendedora. Durante o diálogo, ele foi tocado pela fé que ela demonstrava mesmo diante das adversidades.
“Eu não tenho nem a base. Tô colocando na mão de Deus. Eu digo: ‘Senhor, está nas tuas mãos. O Senhor é quem vai ordenar’”
Diante da situação e das palavras de fé de Márcia, Stefano relatou que sentiu o chamado divino para intervir. “O Senhor tocou no meu coração para eu voltar aqui para lhe abençoar”, compartilhou o influenciador, que então decidiu adquirir toda a mercadoria.
Emocionada, Márcia expressou sua gratidão e reafirmou sua crença. “Amém, Deus é fiel. Não é à toa que eu sirvo a esse Deus maravilhoso”, declarou. Stefano permitiu que ela permanecesse com as melancias para que pudesse continuar a venda e obter ainda mais lucro ao longo do dia.
Márcia reforçou sua fé em Jesus Cristo, afirmando que Ele nunca a desamparou. O influenciador transmitiu uma mensagem de encorajamento, dizendo que a batalha da fé dela já estava vencida. Ao final, Márcia proferiu bênçãos sobre a vida de Stefano, pedindo que ele continuasse sendo usado para abençoar outras pessoas.
Em suas redes sociais, Stefano Di Vittoria refletiu sobre o encontro, destacando a atitude de Márcia em lutar em vez de reclamar. Ele atribuiu o ocorrido à providência divina e ressaltou a importância de ter respeito por pessoas que enfrentam dificuldades sem perder a esperança.
Irã vivencia o colapso do islamismo com milhares de mesquitas fechadas e ascensão da igreja subterrânea cristã
Uma transformação espiritual está em curso no Irã, onde milhares de mesquitas fecham suas portas e o regime islâmico perde força. O país, que por décadas foi doutrinado com narrativas de martírio e morte, agora testemunha um declínio acentuado do Islã, enquanto a igreja subterrânea cristã emerge fortalecida. A informação foi trazida à tona por Mohamad Faridi, presidente da Iranian Christians International, em entrevista ao podcast “No Longer Nomads”.
Faridi relatou que, desde a Revolução Iraniana em 1978, as crianças eram criadas com histórias de martírio, onde a morte por Alá era o maior feito. No entanto, essa devoção era permeada por um sentimento de terror, intensificado por experiências como a de Mohamad, que ainda jovem foi forçado a permanecer em uma sepultura islâmica durante seu treinamento militar, sendo ensinado a temer a morte e o pós-vida.
A busca por um sentido para além dos rituais e do medo levou Mohamad a questionar sua fé. Uma conversa com um amigo apresentou-lhe a figura de Jesus Cristo, que, segundo o relato, oferecia a vida eterna através de seu sacrifício, uma mensagem radicalmente diferente daquela que ele conhecia, onde a paz com Deus só viria através do autossacrifício. Este encontro o fez abandonar o Islã e aderir ao cristianismo, passando a integrar a igreja underground do país.
““O ISLà ESTÁ MORRENDO DE UMA FORMA QUE VOCÊ NUNCA VIU NADA MORRER TÃO RÁPIDO DENTRO DO IRÔ, AFIRMOU FARIDI. “A RELIGIÃO ESTÁ MORTA NO IRÔ.”
Segundo Faridi, relatórios indicam que 50 mil das 75 mil mesquitas do país foram fechadas recentemente. Durante protestos em 2026, cenas de iranianos queimando santuários islâmicos e rejeitando publicamente a ideologia do regime foram observadas, evidenciando a desilusão da população com décadas de opressão, corrupção e violência.
Apesar do afastamento do Islã, muitos iranianos não abandonam a espiritualidade, mas buscam respostas em outras crenças. Relatos de organizações que monitoram a perseguição religiosa apontam o Irã como lar de uma das igrejas subterrâneas de crescimento mais rápido per capita no mundo. Iraniãos têm relatado encontrar Jesus através de sonhos, visões ou encontros milagrosos, antes mesmo de conhecerem um cristão.
A conversão do Islã para o cristianismo no Irã é perigosa, sujeita a prisões, vigilância, perseguição e execuções. Mesmo assim, milhares de pessoas se reúnem em igrejas domésticas secretas. A situação expõe a ironia de um regime que tentou controlar a nação através do medo, mas que, inadvertidamente, gerou uma geração sedenta por verdade e graça, e que agora encontra nova vida em Jesus.
O ministério Iranian Christians International, liderado por Faridi, dedica-se à evangelização, discipulado, distribuição de Bíblias e ao fortalecimento da igreja subterrânea no Irã e em todo o mundo muçulmano.
Escritora cristã defende foco na pregação do Evangelho em meio a debates sobre sexualidade e identidade
A escritora e palestrante cristã Jackie Hill Perry incentivou fiéis a manterem o foco na propagação do Evangelho, mesmo diante de críticas e questionamentos nas redes sociais. A declaração surge após comentários sobre o Mês do Orgulho e reacendimento de debates acerca de seu testemunho de fé.
Em vídeo divulgado no Instagram, Perry, que atua como professora bíblica, poetisa e artista hip-hop, abordou as discussões que circulam online a respeito de sua história pessoal e sua interpretação das Escrituras sobre sexualidade. Ela relatou ter visto comentários relacionados ao Mês do Orgulho e o ressurgimento de discussões sobre sua trajetória.
“Há toda essa conversa sobre meu testemunho, minha história, se sou gay, como me visto, coisas assim”, afirmou. “Satanás está sempre fazendo alguma coisa, mas Deus está sempre fazendo mais.”
A autora detalhou que tais situações a levam a refletir sobre o propósito divino nas circunstâncias. Sua reação inicial, segundo ela, foi orar para que a repercussão da conversa pudesse aproximar pessoas de Deus e gerar transformações em suas vidas. Perry, apresentadora do podcast “With the Perrys” com seu marido Preston Perry, salientou que cristãos que enfrentam oposição por sua fé devem priorizar a proclamação do Evangelho em vez de se concentrarem na autodefesa.
“Não vou me defender, vou comunicar o Evangelho”, declarou.
Ela lembrou que figuras centrais do Novo Testamento, como Jesus, Paulo e Pedro, respondiam a desafios ressaltando a verdade sobre Deus. Ao comentar as críticas sobre seu testemunho, Perry enfatizou que a mensagem central do cristianismo reside na transformação operada por Deus na vida das pessoas.
Segundo a escritora, a condição humana pós-Adão implica uma inclinação ao pecado, que afeta tanto comportamentos quanto desejos. A fé cristã, nesse contexto, envolve a renúncia de tudo que possa substituir Deus na vida do indivíduo.
“O fato de todos nós termos nascido depois de Adão significa que nascemos para pecar”, explicou. “Nascer em pecado não afeta apenas o que fazemos, mas também como nos sentimos.”
Perry também declarou que a conversão não extingue tentações ou conflitos pessoais de imediato. No entanto, ela acredita que Deus transforma os desejos e as prioridades daqueles que seguem a fé cristã.
“Quando Deus salva, ele muda o coração, muda os desejos”, disse. “Isso não significa necessariamente que ele remove as tentações, mas significa que, quando você é salvo, recebe um amor e um afeto maiores, e um desejo por Deus que então supera todas as outras coisas que você costumava amar.”
A escritora avaliou que parte das igrejas tem falhado em comunicar a mensagem central do Evangelho com clareza. Ela apontou que algumas abordagens focam na condenação de comportamentos específicos sem explicar adequadamente a transformação espiritual que, segundo a doutrina cristã, advém da fé em Cristo.
“A Igreja não comunicou as boas novas com precisão”, afirmou, conforme citado pelo The Christian Post. Ela reiterou que o Evangelho ensina a transformação das pessoas, ainda que elas continuem a enfrentar desafios e tentações.
Ao concluir, Perry reiterou o incentivo aos cristãos para que concentrem sua atenção na proclamação da fé e na oração por aqueles que discordam de suas convicções.
“Não se defendam, preguem o Evangelho. Estejam sempre curiosos sobre o que Deus está fazendo e intercedam por aqueles que talvez não entendam”, concluiu.
Palau, um paraíso em meio à crescente rivalidade geopolítica entre Estados Unidos e China no Pacífico
Com ilhas de um verde esmeralda e águas cristalinas, Palau é frequentemente descrita como um dos lugares mais belos do planeta. Contudo, por trás de sua paisagem idílica, a pequena nação insular do Pacífico assume um papel cada vez mais importante em uma das disputas geopolíticas mais significativas do mundo: a crescente rivalidade entre os Estados Unidos e a China.
A beleza de Palau é marcada por centenas de ilhas com formações rochosas peculiares que emergem da água rasa. Abaixo da superfície, os recifes abrigam uma vida marinha vibrante, descrita pelo embaixador dos EUA em Palau, Joel Ehrendreich, como um convite para interagir com a fauna local. Para os visitantes, o compromisso com a preservação ambiental é evidente, culminando na assinatura da “Palau Pledge”, um juramento estampado no passaporte para proteger o ecossistema.
O presidente Surangel Whipps Jr. ressalta que a conservação é intrínseca à cultura Palauan, onde a terra é vista como mãe e o oceano como pai. “A única coisa que pedimos é que, ao visitar e ao partir, vocês deixem apenas pegadas na areia que o mar leva”, afirmou Whipps em entrevista.
No entanto, sob essa fachada de beleza intocada, desdobra-se uma narrativa centrada em geopolítica e estratégia militar. Cleo Paskal, da Foundation for Defense of Democracies (FDD), aponta a localização como “altamente estratégica”. Palau está posicionada ao longo da “Segunda Cadeia de Ilhas”, um arco estratégico no Oceano Pacífico que inclui territórios cruciais para o acesso e influência americana na região em caso de conflito.
A importância da região se intensifica com a expansão militar chinesa. Paskal descreve a cadeia como um corredor que se estende do Japão, passa por ilhas como Saipan e Tinian, Guam, Yap, Palau e chega às Filipinas. Washington tem buscado fortalecer parcerias com países ao longo desta cadeia para contrabalançar o alcance militar de Pequim no Indo-Pacífico.
“Toda esta área do Pacífico central é uma área que, eu argumentaria, é o pivô geográfico da história para os EUA. Se uma potência estrangeira hostil controlar o centro do Pacífico, que inclui Palau, o continente dos EUA não está seguro”, alertou Paskal.
Palau é também uma das poucas nações que mantêm relações diplomáticas formais com Taiwan, em vez de Pequim. Essa posição a torna alvo de pressão chinesa constante, segundo autoridades locais e americanas. O presidente Whipps relatou que, logo após assumir o cargo em 2021, uma oferta chinesa incluiu um milhão de turistas e investimentos em infraestrutura, com a condição de que Palau cortasse laços com Taiwan. A recusa levou a represálias econômicas.
“A China usou sua coerção econômica para tentar punir Palau, interrompendo subitamente todo o turismo de lá”, disse Ehrendreich. A paralisação do turismo chinês, que representava 70% do mercado em 2015, foi devastadora para a economia Palauan.
A pressão chinesa, segundo analistas, vai além do turismo, envolvendo operações de influência, crime organizado e corrupção para enfraquecer as estruturas políticas e econômicas do país. Autoridades Paluanas prenderam um número recorde de cidadãos chineses suspeitos de contrabando de drogas no ano passado.
O embaixador Ehrendreich observou que desenvolvedores chineses têm arrendado terras próximas a locais de monitoramento americano, uma tática que ele chama de “o playbook chinês”. “Minha interpretação pessoal, como embaixador dos EUA aqui, é que a China quer ter a capacidade de observar o que os Estados Unidos estão fazendo”, afirmou.
Em contrapartida, os Estados Unidos aprofundam sua parceria militar, econômica e diplomática com Palau. Sob o Acordo de Livre Associação, Palauenses podem viver, trabalhar e estudar nos EUA sem visto, enquanto os EUA têm acesso a instalações e território Palauan para fins militares. Cerca de 80 soldados americanos estão na ilha, modernizando um radar militar e auxiliando na reconstrução de infraestruturas estratégicas.
“Acredito que essa presença é dissuasão. E a única maneira de manter a paz é através da força, como Reagan disse”, declarou Whipps. Para os habitantes e turistas, Palau é um paraíso, mas para EUA e China, representa um ponto estratégico vital na disputa pelo equilíbrio de poder e segurança no Indo-Pacífico.
Comunidade judaica nos EUA vê crescimento no desejo de morar em Israel, impulsionado por eventos recentes
O interesse pela imigração para Israel entre judeus residentes nos Estados Unidos tem apresentado um crescimento notável desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023. A organização Nefesh B’Nefesh, que auxilia no processo de Aliyah (imigração para Israel) para norte-americanos, registrou um aumento expressivo de 40% a 45% nas solicitações.
Lori Rush, que se mudou para Israel em janeiro de 2024, descreveu o evento de 7 de outubro como um chamado para retornar à sua terra natal. “Minha alma judaica acordou e disse ‘você não pode fazer isso conosco'”. Ela relatou ter sentido uma mudança no ambiente na Califórnia após o início da guerra, com maior visibilidade de orgulho muçulmano e incidentes onde foi acusada de ser judia.
A executiva de cibersegurança, que possuía uma vida confortável na Califórnia, explicou que a decisão de imigrar não foi motivada pelo medo, mas por um senso de dever. “Eu senti que precisava apoiar meu povo”. Rush percebeu que as pessoas viam sua mudança como um deslocamento para uma zona de guerra, o que ela já esperava.
Marc Rosenberg, vice-presidente da Nefesh B’Nefesh, comentou sobre a tendência. “Vimos um aumento bastante dramático no interesse pela Aliyah da América do Norte desde 7 de outubro”. Ele ressaltou que o movimento não é passageiro e demonstra o espírito das pessoas que exploram a possibilidade de viver em Israel. A organização já auxiliou mais de 85.000 judeus norte-americanos a se estabelecerem no país desde 2002.
Rosenberg apontou que a qualidade de vida, o desejo de construir um futuro e criar filhos em Israel, além do desenvolvimento profissional, são os principais motivadores para a Aliyah. Ele também mencionou que a comunicação moderna ajuda a manter laços familiares, mitigando uma das barreiras para a imigração.
Apesar das preocupações com a segurança e o custo de vida, a experiência de Rush em Israel tem sido positiva. Ela sente segurança, atribuindo-a à sua fé. “Meu destino está nas mãos de Deus”. A imigrante destacou a diversidade do judaísmo e a qualidade da culinária israelense, incentivando outros judeus a considerarem a experiência de morar em Israel.
Senador Flávio Bolsonaro participa da Marcha para Jesus e nega caráter político do evento
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, marcou presença na Marcha para Jesus em São Paulo nesta quinta-feira (4), participando do evento a bordo de um dos oito trios elétricos. Esta foi a primeira vez do parlamentar na tradicional caminhada paulistana.
Em entrevista concedida ao site Oeste, Flávio Bolsonaro expressou seu contentamento com a recepção do público e fez questão de dissociar sua participação de uma agenda eleitoral.
“Isso aqui não é um ato político”, declarou. “Nós fomos convidados aqui por uma pauta comum, de grande relevância, que é o direito de a gente professar… de colocar a nossa fé na rua, de orar pelo Brasil, pela família brasileira.”
Segundo o senador, a presença de lideranças da direita na Marcha para Jesus se alinha a um chamado por valores fundamentais, distanciando-se de uma estratégia partidária. Flávio Bolsonaro destacou a importância da oração pela família brasileira, que, em suas palavras, necessita de atenção.
A Marcha para Jesus desta edição tem a expectativa de reunir mais de 2 milhões de pessoas durante o feriado de Corpus Christi, com a participação de mais de 26 mil caravanas vindas de todo o país. O evento também evidencia a distância histórica entre a esquerda e o eleitorado evangélico, que representa cerca de 26,9% da população brasileira.
Em contrapartida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) optou por não comparecer ao evento pela quarta vez consecutiva em seu atual mandato, enviando o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, como representante oficial. Pesquisas recentes, como a do instituto Meio/Ideia, apontam para uma consolidação da rejeição ao atual governo entre os evangélicos, com Flávio Bolsonaro liderando em intenções de voto para um eventual segundo turno contra Lula.
Diante desse cenário, o senador transmitiu uma mensagem de otimismo ao eleitorado conservador.
“Eu acho que tudo isso vale a pena. A gente está aqui para falar para todo mundo que o Brasil tem conserto. E, se Deus quiser, a gente vai chegar lá”, concluiu.
Cantor gospel Marquinhos Gomes anuncia recuperação de paralisia facial e vislumbra retorno aos palcos em julho
O cantor gospel Marquinhos Gomes demonstrou otimismo quanto à sua recuperação após ser diagnosticado com paralisia facial de Bell. Ele relatou que os primeiros sinais da condição neurológica, que afeta temporariamente um lado do rosto devido à inflamação do nervo facial, surgiram em 29 de maio, durante uma gravação em estúdio, com alterações na fala e leve perda de força no lado direito do rosto.
O quadro se intensificou no dia seguinte, durante um evento em Salvador, na Bahia. O artista descreveu o momento: “Eu estava gravando no estúdio quando percebi um repuxar. Os lábios começaram a ficar dormentes e senti uma dificuldade na dicção. Também notei uma leve perda de força do lado direito do rosto”, relatou Marquinhos Gomes.
Após buscar atendimento em São Paulo com o especialista Alexandre Luca, o cantor recebeu um prognóstico animador. “O doutor Alexandre disse que estou me recuperando bem. Graças a Deus não é nada grave e acredito que em poucas semanas estarei de volta”, afirmou, conforme reportado pela Exibir Gospel.
Marquinhos Gomes acredita que o desgaste emocional decorrente do falecimento de seu pai no mês anterior, somado a um período de estresse intenso, pode ter contribuído para o agravamento dos sintomas. “Perdi meu pai no mês passado e enfrentei um período de muito estresse. Acredito que isso também acabou me afetando”, declarou.
Atualmente afastado de suas atividades profissionais por orientação médica para priorizar a recuperação, o cantor mantém a expectativa de retomar sua agenda a partir de julho. “A partir de julho já temos o lançamento do livro e outras programações. Estou confiante de que até lá estarei recuperado”, disse.
Entre os projetos futuros de Marquinhos Gomes estão o lançamento do livro “Eu Tinha Tudo para Dar Errado”, além dos trabalhos musicais “O Pai Me Ama” e “O Salmista”.
O artista também fez um apelo por apoio contínuo: “Quero agradecer pelas orações e pelo carinho que tenho recebido. Peço que continuem orando pela minha saúde e pelos projetos que estamos preparando”, concluiu.
Centro pró-vida auxiliou mulher na detransição para identidade feminina após anos vivendo como homem
Jessica Rose narrou sua trajetória de detransição, descrevendo como um centro de apoio pró-vida foi fundamental em seu processo de reconexão com sua identidade feminina e fé cristã. Por sete anos, Jessica viveu como um homem chamado Aden, uma decisão influenciada por traumas de infância, incluindo a observação da dor de sua mãe, o que a levou a buscar uma persona de força e resiliência.
As experiências de abuso sexual, instabilidade familiar e a ausência de uma figura paterna contribuíram para escolhas identitárias baseadas em traumas. Entre os 15 e 21 anos, Jessica teve relacionamentos com mulheres, o que, segundo ela, alimentou a masculinidade que construía. Em 2019, ela iniciou a transição para o gênero masculino por meio de terapia hormonal e cirurgias, incluindo uma mastectomia dupla e a remodelação do peito, mas sem realizar histerectomia.
“Eu me tornei um marido”, compartilhou Jessica, relatando ter se casado com uma mulher e construído a vida que acreditava desejar, com casa, carros e assumindo um papel de padrasto. Apesar de parecer o homem que aspirava ser, a infelicidade persistiu, pois as feridas emocionais não haviam sido tratadas. A falta de comunicação sobre o abuso sofrido e a tentativa de mascarar a dor com a afirmação de “nasci assim” culminaram em uma tentativa de suicídio.
“Eu ainda não estava feliz porque nunca abordei as feridas. Nunca contei a ninguém que fui molestada. Nunca contei a ninguém sobre a dor, mas em vez disso a escondi e disse que nasci assim. Na minha tentativa de suicídio, engoli um monte de pílulas e fiquei esperando para morrer.”
Após um período em hospital psiquiátrico, uma mensagem sobre o evangelho mudou sua perspectiva. Alguém lhe falou sobre o amor de Deus, incondicional à sua situação. Essa revelação, segundo Jessica, transformou tudo.
Em 2020, uma transformação espiritual a levou a entregar sua vida a Cristo. Como parte de sua jornada de fé, Jessica reassumiu sua identidade biológica como mulher, interrompendo o uso de testosterona. Ela se tornou membro de uma igreja local, onde buscava orientação para sua nova fase.
Durante uma mensagem em sua igreja, Jessica conheceu Heidi Matzke, diretora do Alternatives Pregnancy Center, em Sacramento, Califórnia. Matzke apresentou os serviços médicos gratuitos oferecidos pelo centro para mulheres, incluindo acompanhamento ginecológico com especialização em terapia hormonal.
“O Alternatives não é apenas um centro de gravidez que faz ultrassonografias e testes de gravidez. Somos pró-evangelho, pró-mulher, pró-vida, mas também oferecemos serviços ginecológicos gratuitos para mulheres.”
Heidi Matzke relatou ter inicialmente confundido Jessica com um homem, até que ela compartilhou sua história de ser biologicamente feminina e estar abraçando seu corpo como filha de Deus. Matzke explicou que o centro ofereceu suporte médico e educacional, guiando Jessica através do tratamento de reversão hormonal.
“Quando eles dizem que são pró-evangelho, pró-mulher, pró-vida, eles me ajudaram nessa ordem, trazendo a verdade para mim – ‘Deus te criou. Ele sabia o que você ia fazer’. Genuinamente, o Alternatives Pregnancy Center sentou-se comigo, oferecendo compaixão, ouvindo-me e ensinando-me realmente sobre meu corpo. Estava acontecendo coisas com meus seios, e descobrimos agora que meu peito cresceu de volta, e vimos esse milagre acontecer juntos.”
A história de Jessica, marcada pela superação de traumas, redescobrimento de identidade e um reencontro com a fé, é apresentada como um testemunho de esperança. Matzke encoraja a comunidade a abordar questões de identidade de gênero com sensibilidade, ouvindo e aprendendo com trajetórias individuais.
“Eles se importaram com a minha vida a ponto de irem devagar comigo, de me educarem e de me amarem.”