Flávio Bolsonaro na Marcha para Jesus: “Isso aqui não é um ato político”

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Senador Flávio Bolsonaro participa da Marcha para Jesus e nega caráter político do evento

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, marcou presença na Marcha para Jesus em São Paulo nesta quinta-feira (4), participando do evento a bordo de um dos oito trios elétricos. Esta foi a primeira vez do parlamentar na tradicional caminhada paulistana.

Em entrevista concedida ao site Oeste, Flávio Bolsonaro expressou seu contentamento com a recepção do público e fez questão de dissociar sua participação de uma agenda eleitoral.

“Isso aqui não é um ato político”, declarou. “Nós fomos convidados aqui por uma pauta comum, de grande relevância, que é o direito de a gente professar… de colocar a nossa fé na rua, de orar pelo Brasil, pela família brasileira.”

Segundo o senador, a presença de lideranças da direita na Marcha para Jesus se alinha a um chamado por valores fundamentais, distanciando-se de uma estratégia partidária. Flávio Bolsonaro destacou a importância da oração pela família brasileira, que, em suas palavras, necessita de atenção.

A Marcha para Jesus desta edição tem a expectativa de reunir mais de 2 milhões de pessoas durante o feriado de Corpus Christi, com a participação de mais de 26 mil caravanas vindas de todo o país. O evento também evidencia a distância histórica entre a esquerda e o eleitorado evangélico, que representa cerca de 26,9% da população brasileira.

Em contrapartida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) optou por não comparecer ao evento pela quarta vez consecutiva em seu atual mandato, enviando o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, como representante oficial. Pesquisas recentes, como a do instituto Meio/Ideia, apontam para uma consolidação da rejeição ao atual governo entre os evangélicos, com Flávio Bolsonaro liderando em intenções de voto para um eventual segundo turno contra Lula.

Diante desse cenário, o senador transmitiu uma mensagem de otimismo ao eleitorado conservador.

“Eu acho que tudo isso vale a pena. A gente está aqui para falar para todo mundo que o Brasil tem conserto. E, se Deus quiser, a gente vai chegar lá”, concluiu.

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