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Congresso Judaico Mundial alerta sobre crescimento alarmante do antissemitismo global

Líderes globais discutem o combate ao antissemitismo em conferência em Genebra.

Congresso Judaico Mundial celebra 90 anos em Genebra e lança alerta sobre ascensão do antissemitismo e intolerância

Líderes comunitários, diplomatas e especialistas se reuniram em Genebra, cidade que sediou a fundação da organização há noventa anos, para debater o expressivo avanço do antissemitismo, do extremismo e da intolerância em democracias contemporâneas. A celebração dos 90 anos do Congresso Judaico Mundial, ocorrida entre 10 e 12 de maio, destacou a necessidade urgente de ação coletiva diante de um cenário global de crescente polarização e normalização do discurso de ódio, especialmente em ambientes digitais.

A preocupação compartilhada durante os encontros, conforme relatado, é que a história parece se repetir, exigindo atenção redobrada. O evento em Genebra, um centro diplomático global, também trouxe à tona reflexões sobre o papel das organizações multilaterais na defesa dos princípios democráticos e dos direitos humanos.

O Congresso Judaico Mundial, fundado em um contexto de avanço do nazismo e silêncio cúmplice diante da intolerância, compreendeu desde seu início a importância da união e da representação para a defesa da dignidade humana. Ao longo de nove décadas, a organização esteve presente em momentos cruciais da história, incluindo o Holocausto, deslocamentos em massa e perseguições a comunidades judaicas.

A participação de representantes brasileiros nas celebrações reforçou a relevância da comunidade judaica do país no cenário internacional. A Sra. Chella Safra marcou presença, assim como Claudio Lottenberg, que ampliou sua atuação internacional ao integrar a comissão de combate ao antissemitismo do Congresso Judaico Mundial e assumir a copresidência do SECCA. Fernando Lottenberg também teve sua trajetória reconhecida pela defesa da democracia e dos direitos humanos.

O documento assinado pelos enviados especiais e coordenadores internacionais de combate ao antissemitismo afirma, de forma inequívoca, que o antissemitismo se tornou uma ameaça global crescente, capaz de corroer o tecido social e enfraquecer instituições democráticas.

As medidas discutidas e defendidas pelos signatários da declaração conjunta incluem o fortalecimento da segurança das comunidades judaicas, a responsabilização de autores de crimes de ódio e a ampliação da educação sobre o Holocausto. A cooperação internacional para combater a disseminação do antissemitismo em ambientes online e offline também foi apontada como essencial.

A percepção humana compartilhada em Genebra foi a de que a luta contra o antissemitismo transcende a comunidade judaica. Judeus e não judeus, representantes governamentais e ativistas concordam que combater o ódio é fundamental para proteger a própria ideia de convivência democrática. O retorno ao Brasil traz a convicção de que o país pode ampliar seu papel nesse esforço global, fortalecendo políticas públicas de enfrentamento a todas as formas de intolerância, o que é visto não apenas como uma pauta comunitária, mas como uma necessidade democrática.

Bethany Christian Services fortalece requisitos de fé para funcionários e famílias acolhedoras

Bethany Christian Services fortalece requisitos de fé para funcionários e famílias acolhedoras

A Bethany Christian Services anunciou um compromisso renovado com sua identidade cristã evangélica, com a aprovação de medidas que reforçam os padrões baseados na fé da organização para funcionários e parceiros de acolhimento. A organização sem fins lucrativos, sediada em Michigan, informou que seu Conselho de Diretores votou pela clarificação e reforço das crenças cristãs do ministério por meio de uma Declaração de Fé e Crença atualizada.

A partir de junho de 2027, funcionários serão esperados a afirmar e seguir pessoalmente a declaração revisada, que se baseia no Credo dos Apóstolos e em princípios bíblicos há muito abraçados pela Bethany. Essa decisão visa garantir clareza, convicção e fortalecer a identidade e sustentabilidade da missão da organização a longo prazo.

Reforço da identidade cristã evangélica

A Bethany Christian Services, fundada em 1944, reafirmou seu compromisso em trabalhar em conjunto com igrejas para recrutar e apoiar famílias acolhedoras cujas convicções e estilos de vida estejam alinhados com a missão cristã do ministério. O presidente e CEO da Bethany, Keith Cureton, declarou que a decisão de reafirmar os compromissos de fé da organização está relacionada a “clareza, convicção e fé e crença”.

Ao refletir sobre sua chegada à Bethany em 2023, Cureton expressou preocupação com o senso de propósito e identidade da organização. “Quando entrei”, disse ele, “estávamos realmente lutando com nossa identidade”. Essa reafirmação segue mudanças implementadas sob sua liderança.

Mudanças nas políticas de contratação e acolhimento

Em 2024, surgiram relatos de que a Bethany encerrou a prática de fazer exceções de contratação para não cristãos. A organização adotou uma política que limita o emprego a cristãos que afirmam suas crenças centrais e proibiu funcionários de promover causas políticas no local de trabalho, uma medida que gerou críticas de alguns funcionários. Cureton citou Mateus 16:13-17 para enfatizar a importância de organizações cristãs estarem enraizadas em uma compreensão clara de sua fé.

A partir de junho de 2027, a Bethany também exigirá que as famílias acolhedoras que buscam novas licenças ou renovações de licença mantenham crenças e práticas consistentes com a missão cristã da organização. Anteriormente, a organização atraiu atenção nacional em 2021 por permitir que casais LGBT acolhessem e adotassem crianças, antes da liderança de Cureton.

Apoio na transição e atração de novos parceiros

Cureton afirmou que as famílias que concluírem que não podem atender às novas expectativas serão apoiadas através de um processo de transição para outra agência de colocação de crianças. O objetivo é minimizar interrupções para as crianças, que é a prioridade número um da organização. Ele acrescentou que a Bethany espera que seu compromisso público com as crenças cristãs atraia indivíduos que compartilham os valores do ministério.

Descrevendo a organização como um “atraente, não promocional”, Cureton observou que os cristãos continuam entre os grupos mais propensos a participar de acolhimento e adoção, e expressou esperança de que uma identidade de fé mais clara incentive mais crentes a se envolverem no ministério.

Magno Malta aciona CNJ contra juíza do caso Henry Borel por suposta parcialidade

Documento de reclamação disciplinar sendo analisado no âmbito judicial.

Senador Magno Malta denuncia juíza do caso Henry Borel ao CNJ por possível violação da imparcialidade no julgamento

O senador Magno Malta (PL-ES) protocolou uma Reclamação Disciplinar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra a juíza Elizabeth Machado Louro. A magistrada presidiu o Tribunal do Júri referente ao caso da morte do menino Henry Borel, onde concedeu perdão a Monique Medeiros, mãe da criança.

A representação apresentada pelo senador busca a instauração de um procedimento disciplinar. O objetivo é apurar uma eventual transgressão aos deveres de imparcialidade, prudência, reserva e respeito à soberania dos veredictos durante o andamento do júri.

No documento, Malta argumenta que a juíza teria interferido na formação da convicção dos jurados após a votação de quesitos sobre a responsabilidade de Monique Medeiros. Segundo a reclamação, a juíza teria dito que Monique foi alvo de uma “reação desproporcional e desmesurada da sociedade em geral”, motivada por “conduta claramente discriminatória de gênero, influenciada pela cultura patriarcal”.

“Fosse o pai e não a mãe, na mesma situação, nem sequer teria sido ele processado (…) O papel culturalmente reservado à mulher nos moldes arcaicos não só dela exige ser mãe, mas muito além a mãe perfeita. Mãe suficiente não basta.”

A principal polêmica levantada por Magno Malta reside na fase de quesitação, momento em que os jurados respondem a questionamentos que determinam o desfecho do julgamento. Conforme a representação, os jurados haviam decidido, por 4 votos a 3, que Monique Medeiros se omitiu diante das agressões sofridas por Henry. Também responderam afirmativamente ao quesito sobre omissão dolosa.

Malta entende que essas respostas já configurariam condenação por homicídio doloso por omissão. A reclamação detalha que, após questionamentos da defesa sobre a formulação dos quesitos, a juíza propôs a retomada da votação e um novo questionamento aos jurados, desta vez sobre a possibilidade de a omissão ter ocorrido de forma culposa.

O Ministério Público se manifestou contra a medida, considerando a questão já decidida. O senador, no entanto, alega que a sequência de eventos pode sugerir que a reformulação não foi por necessidade técnica, mas sim uma tentativa de direcionar o resultado para uma interpretação específica do caso.

Na representação, Magno Malta solicita a abertura de procedimento disciplinar contra a juíza, além da requisição da ata da sessão e da gravação audiovisual completa, com foco na fase de quesitação. Pede ainda a degravação dos quesitos apresentados aos jurados e o envio de informações pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e pelo Ministério Público fluminense.

O objetivo da reclamação, conforme o senador, não é rediscutir o mérito da decisão judicial, mas sim verificar a existência de irregularidade funcional na condução do julgamento. O caso está sob sigilo no CNJ.

Suecos criticam ‘estado de bem-estar inchado’ e buscam retorno a valores capitalistas

Rua em Estocolmo ao entardecer, com edifícios históricos e modernos, iluminada pela luz suave do final da tarde.

Suecos questionam modelo de bem-estar social e buscam reformas em meio a debates sobre economia e imigração

A Suécia, conhecida por seu robusto estado de bem-estar social e altas taxas de impostos, tem sido palco de intensos debates sobre a sustentabilidade de seu modelo econômico. Relatos indicam um questionamento crescente sobre a qualidade de vida e a eficácia das políticas sociais, com uma parcela da população expressando o desejo por uma mudança em direção a princípios mais capitalistas e de ‘individualismo acidentado’.

Há uma década, a Suécia já era apontada por alguns veículos de comunicação como uma nação em potencial declínio, citando uma política de imigração aberta, impostos elevados e um sistema de bem-estar social considerado excessivo. Naquela época, informações davam conta de que alcoólatras poderiam se aposentar com pensões governamentais, trabalhadores faltavam um dia por semana sem justificativa e dependentes químicos recebiam auxílio por incapacidade, elevando a taxa de desemprego real para perto de 25%.

O cenário político sueco, historicamente dominado pela esquerda, levou à estigmatização de críticos à imigração, muitas vezes rotulados como racistas e tendo suas carreiras prejudicadas. O país também foi palco de um governo feminista pioneiro, cujas ações, como o uso de burcas em visitas oficiais ao Irã e a percepção de um aumento na criminalidade sexual envolvendo imigrantes, geraram controvérsias. A resposta governamental incluiu a distribuição de pulseiras com a mensagem ‘Não me moleste’.

Adam Danieli, do think tank sueco Timbro, contradiz a ideia de que a Suécia abandonou seu modelo socialista. Ele afirma que o país ainda possui uma das maiores cargas tributárias do mundo, um extenso estado de bem-estar, um mercado de trabalho altamente regulado e um sistema de saúde socialista. “Tivemos algumas reformas importantes, mas não é um sistema individualista acidentado”, pontuou.

O economista sueco-americano Dr. Sven Larson também refuta a narrativa de uma Suécia libertária. Segundo ele, o governo consome cerca de 53% da economia, com impostos arrecadando mais de 48%. “O governo pega metade da economia, a redistribui e a gasta de uma forma que eles, e não o livre mercado, querem que seja gasta”, disse Larson em sua análise, contestando reportagens que sugeriam uma completa adoção do capitalismo.

Apesar de um declínio na criminalidade violenta e um crescimento econômico impulsionado por reformas pontuais e privatizações limitadas, pesquisas indicam que os eleitores suecos podem levar os Social Democratas de volta ao poder em setembro. A promessa de uma expansão significativa do estado de bem-estar social preocupa especialistas como Larson, que alertam para o risco de uma “grande crise” caso as propostas da esquerda sejam implementadas, revertendo décadas de reformas.

Vedad Odobasic, influenciador conhecido como ‘Angry Foreigner’, critica a autoimagem sueca de país perfeito, argumentando que a realidade é mais complexa. Ele aponta para altas taxas de depressão, epidemias de jogos e uso de drogas, com famílias de classe média financiando gangues. Odobasic atribui essa negação a um mecanismo coletivo, onde a sociedade acredita integrar imigrantes sem interagir genuinamente com eles, delegando a responsabilidade ao estado.

Apesar da melhora em indicadores como imigração, economia e segurança, o eleitorado sueco parece inclinado a reverter algumas dessas mudanças, impulsionado por uma percepção de que houve cortes excessivos no bem-estar social. A questão fundamental reside na visão que os suecos têm sobre o tipo de nação que desejam ser, independentemente das dificuldades práticas.

Poder evangélico no Brasil: 115 anos de Assembleias de Deus e seus dilemas

Igreja das Assembleias de Deus em uma periferia brasileira

A maior denominação evangélica do Brasil celebra 115 anos entre a pujança de sua expansão e os dilemas da modernidade, buscando equilibrar a fé pentecostal original com as demandas por contextualização e as críticas sociais.

No dia 18 de junho de 2026, as Assembleias de Deus (AD) no Brasil alcançarão a marca de 115 anos de existência, consolidando-se como a maior denominação evangélica do país. Com dezenas de milhões de fiéis e milhares de igrejas espalhadas por todo o território nacional, a data representa um marco histórico. Contudo, essa trajetória de fé e avivamento é acompanhada por significativos desafios na contemporaneidade, conforme detalhado em análise do portal Guiame.

A fundação da igreja remonta ao trabalho missionário dos suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren. Eles desembarcaram em Belém do Pará após vivenciarem experiências pentecostais na Igreja Batista em Chicago, nos Estados Unidos. Inicialmente, uniram-se à Igreja Batista local, mas divergências doutrinárias sobre o batismo com o Espírito Santo, cuja evidência é o falar em línguas estranhas, motivaram a saída do grupo. A partir de então, os fiéis passaram a se reunir na casa de Celina Albuquerque, localizada na Rua Siqueira Mendes, no bairro Cidade Velha.

Os desafios atuais para as denominações pentecostais, como as Assembleias de Deus, abrangem a contextualização da fé na sociedade contemporânea, o déficit do pendor pentecostal – que se manifesta na perda da prática bíblico-apostólica original – e a necessidade de enfrentar críticas provenientes de movimentos emergentes, que questionam a postura considerada arrogante de igrejas tradicionais.

Desafios teológicos e sociais em um mundo em transformação

No âmbito teológico, o movimento pentecostal busca preservar sua prática original, com o batismo no Espírito Santo e as manifestações espirituais. Este esforço se dá em face da crescente burocratização das igrejas, muitas vezes caracterizadas como “empresas de salvação”. O contexto contemporâneo ainda revela um descontentamento crescente de indivíduos em busca de uma contextualização da fé e de formas comunitárias de construção do conhecimento, que nem sempre reconhecem a Palavra como única fonte de autoridade.

A Teologia da Prosperidade é um ponto de crítica sociológica. Ela é acusada de reforçar valores neoliberais, como individualismo, competitividade e a mentalidade do “faça você mesmo”. Essa perspectiva ganha especial destaque nas periferias urbanas, onde o pentecostalismo tem uma presença marcante.

Estrutura organizacional e impacto cultural

Do ponto de vista organizacional, a denominação lida com a profissionalização da gestão eclesiástica, a utilização intensiva das redes sociais e, em alguns casos, a percepção de uma guerra espiritual contra outras religiões, como as de matriz africana e as espíritas. Culturalmente, o movimento é questionado pela supervalorização de pautas conservadoras e tradicionalistas, além de enfrentar desafios relacionados à intolerância religiosa e a uma possível neofascistização da sociedade.

Apesar dos dilemas, o pentecostalismo no Brasil representa a pujança evangélica com alcance mundial, com um crescimento expressivo nas periferias urbanas. Para o catolicismo e outras igrejas históricas, o proselitismo pentecostal das Assembleias de Deus se apresenta como um dos maiores desafios, por preencher necessidades que outras instituições religiosas não alcançam. A denominação precisa equilibrar sua estrutura flexível e descentralizada, baseada em igrejas em células, com a manutenção de seu carisma apostólico original, evitando transformar-se em uma mera empresa burocrática que perde seu brilho espiritual.

Um aspecto crucial é a atuação social das Assembleias de Deus. Em muitas regiões, especialmente em áreas de vulnerabilidade social onde a presença do Estado é limitada, as congregações da AD funcionam como polos de assistência, suporte emocional e integração social. Por meio de suas redes de membros, preenchem lacunas de bem-estar social.

Ao celebrar mais de um século de história, as Assembleias de Deus consolidam seu lugar como a maior denominação evangélica do Brasil, um legado da visão missionária de Daniel Berg e Gunnar Vingren. Essa dupla missão – espiritual e social – representa tanto o legado quanto o caminho futuro da denominação, que se esforça para preservar o carisma apostólico original enquanto se mantém flexível e descentralizada, adaptando-se às complexas realidades contemporâneas, especialmente nas periferias brasileiras, que seguem como seu principal campo de atuação.

Oklahoma Enacts Campus Free Speech Law, Protege Grupos Estudantis Contra Discriminação de Ponto de Vista

Oklahoma aprova lei histórica para proteger a liberdade de expressão em universidades públicas

O estado de Oklahoma promulgou uma nova legislação destinada a fortalecer as proteções à liberdade de expressão em seus campi universitários públicos. A medida, sancionada pelo Governador Kevin Stitt, visa garantir que grupos estudantis e estudantes individuais não sofram discriminação com base em seu ponto de vista ou no conteúdo de suas manifestações.

A lei, com entrada em vigor prevista para 1º de julho de 2026, foi aprovada com amplo apoio bipartidário no legislativo estadual. Ela aborda preocupações sobre potenciais restrições indevidas à expressão e estabelece diretrizes claras para a condução de atividades expressivas em instituições de ensino superior públicas.

Principais disposições da nova legislação

A Senate Bill 1725 introduz diversas provisões importantes para salvaguardar os direitos de expressão. Uma das mudanças significativas é a regulamentação sobre a cobrança de taxas de segurança para atividades que exigem alvará. Sob a nova lei, as universidades podem cobrar tais taxas, mas elas não podem ser baseadas no conteúdo ou ponto de vista da expressão, nem na reação antecipada a ela.

A lei especifica que as taxas de segurança devem ser determinadas por critérios neutros e objetivos. Fatores como o horário e o local do evento, o tamanho previsto do público e a presença de álcool são considerados. As instituições de ensino superior deverão divulgar publicamente os padrões utilizados para calcular essas taxas.

Proteção contra classificação indevida de assédio

Outro ponto crucial da legislação é a limitação de quando a fala de um estudante pode ser classificada como assédio. As faculdades e universidades não poderão rotular uma expressão como assédio a menos que ela atenda à definição já estabelecida na lei estadual de Oklahoma. Essa definição considera assédio como expressão não bem-vinda, tão severa e generalizada que impeça efetivamente um estudante de ter acesso igualitário às oportunidades educacionais oferecidas pela instituição.

Treinamento obrigatório e conformidade institucional

A nova lei também impõe requisitos de treinamento. Professores, assistentes de ensino e administradores deverão receber capacitação sobre as proteções à liberdade de expressão dos estudantes e os requisitos legais associados. Além disso, as instituições deverão apresentar relatórios ao governador e à legislatura estadual detalhando suas ações para cumprir a lei e proteger os direitos de expressão no campus.

Uma provisão adicional estabelece a criação de um programa de treinamento focado nas proteções constitucionais da liberdade de expressão pelo Oklahoma Free Speech Committee. Todos os estudantes de faculdades e universidades públicas em Oklahoma, incluindo alunos de pós-graduação, serão obrigados a completar este treinamento durante seu primeiro ano de matrícula. Segundo o texto da lei, o programa incluirá informações sobre as atividades expressivas protegidas pela Primeira Emenda à Constituição dos EUA.

Apoio legislativo e impacto esperado

A aprovação da Senate Bill 1725 reflete um esforço do legislativo de Oklahoma para assegurar um ambiente acadêmico onde o debate aberto e a troca de ideias possam florescer, protegidos de influências indevidas. A expectativa é que a lei sirva como um modelo para a proteção da liberdade de expressão em instituições de ensino superior em todo o país.

EUA intensifica ataques ao Irã por petróleo e acordo nuclear em meio a tensões

Navio-tanque iluminado em mar escuro com sinais de conflito militar ao fundo.
President Donald Trump speaks in the Oval Office of the White House, Wednesday, June 10, 2026, in Washington. (AP Photo/Julia Demaree Nikhinson)

EUA bombardeiam Irã por segundo dia e pressionam por novo acordo nuclear enquanto conflito escala na região

Os Estados Unidos intensificaram os ataques militares contra o Irã pela segunda noite consecutiva, numa estratégia para pressionar Teerã a aceitar um novo acordo, conforme declarações do presidente Donald Trump. A ação militar ocorre em meio a novas ameaças iranianas, alta nos preços do petróleo e crescentes preocupações de que o conflito possa se expandir pela região.

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) realizou ataques direcionados às capacidades de vigilância militar do regime iraniano, sistemas de comunicação e locais de defesa aérea. Mídia iraniana reportou explosões no sul do país, próximo ao Estreito de Hormuz.

Trump afirmou que os ataques são parte de um plano para forçar o Irã a concluir negociações de um acordo que, segundo ele, está próximo, mas que Teerã tem protelado. “Estamos realmente perto de um acordo, mas eles continuam nos enrolando. Eles continuam nos fazendo de bobos”, reclamou o presidente.

As recentes ofensivas abalaram um cessar-fogo já frágil e aumentaram os receios de uma guerra regional mais ampla. A administração americana insiste que qualquer acordo depende do Irã reabrir o Estreito de Hormuz e abandonar suas ambições nucleares.

Trump detalhou uma operação secreta para remover carregamentos de petróleo do Irã através do Estreito de Hormuz, apesar das ameaças iranianas. “Vocês sabiam que estivemos retirando milhões de barris de petróleo?”, declarou o presidente, acrescentando que foram removidos “22 navios outra noite, sem luzes, porque eles não têm radar, porque nós explodimos aquilo”.

Em resposta, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian alertou que, se o território do Irã for violado, o país não se renderá nem recuará. Paralelamente, o presidente do Comitê de Segurança Nacional do regime, Ibrahim Azizi, advertiu que qualquer conflito futuro não ficaria restrito ao Oriente Médio.

Em outra frente, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, enviou uma mensagem de paz ao Líbano, instando o povo libanês a rejeitar o Hezbollah e a influência iraniana. “Israel não está em guerra com vocês, estamos em guerra com o Hezbollah”, disse Netanyahu, afirmando que as Forças de Defesa de Israel eliminaram quase 10.000 terroristas do Hezbollah.

O presidente de Israel, Isaac Herzog, dirigiu-se ao Líbano em árabe, estendendo “uma mão de paz” e conclamando o país a lutar por liberdade contra a influência do Irã e do Hezbollah.

Mulher surda encanta a web com oração em Libras após compras do mês

Mulher surda orando em Libras após guardar compras do mês.

Mulher surda em Libras agradece a Deus por provisão e vídeo emociona milhões na web

Um vídeo comovente que retrata uma mulher surda realizando uma oração em Libras (Língua Brasileira de Sinais) ao organizar as compras do mês viralizou nas redes sociais, alcançando mais de 8,8 milhões de visualizações desde sua publicação na quarta-feira (3). A cena foi capturada e compartilhada pelo marido da mulher, Rafael Bispo, no Instagram.

Nas imagens, a mulher identificada como Ju, após guardar os alimentos no armário da cozinha, dirige-se em sinais a Deus em um momento de agradecimento pelo sustento familiar. Rafael Bispo legendou o vídeo com a tradução de sua fala: “Obrigada pela provisão, pelo alimento, pelas bênçãos derramadas. Em nome de Jesus, amém”.

Ao perceber que estava sendo filmada, Ju questionou o marido. Ele, então, explicou que ela estava expressando gratidão a Deus pelas compras. Ao ser questionada se estava orando, ela confirmou: “É, eu sempre agradeço a Deus por todo alimento, por toda a ajuda que Ele tem nos dado. Agora, eu vou tomar café”.

O momento genuíno de fé e gratidão inspirou uma onda de comentários positivos de internautas. “Não importa a língua. O que importa é sempre ser grato”, escreveu um usuário. Outra pessoa comentou: “Ela falou em voz alta e fez Deus ouvir. Isso não é sobre voz”. Um terceiro internauta manifestou seu sentimento: “Como não se emocionar sabendo que Deus recebeu sua oração”.

A publicação também suscitou debates sobre acessibilidade e inclusão, com muitos usuários celebrando a representatividade da comunidade surda em contextos de espiritualidade. O casal já tinha outros registros de sua rotina e espiritualidade compartilhados em suas redes, mas o vídeo da oração em Libras obteve uma repercussão sem precedentes.

Jornalista evangélico Becket Cook revela a intervenção divina em sua transformação

Becket Cook, ex-gay de Hollywood, em reflexão após sua conversão ao cristianismo.

Duas mulheres e um ato sobrenatural foram cruciais na conversão de Becket Cook, de ateu gay a cristão em Hollywood

O ex-gay e ateu Becket Cook detalhou sua notável jornada em direção à fé cristã, evidenciando como Deus pode agir através de qualquer pessoa para semear a crença. Cook, conhecido por seu programa “The Becket Cook Show”, que aborda questões LGBT sob uma perspectiva bíblica, revelou em um episódio a participação da modelo cristã Joy Durham-Schafer em sua conversão.

Em 2004, Cook recordou ter reagido com repulsa ao saber que a modelo era cristã. Anos depois, após sua própria conversão, ocorreu um “encontro surpreendente” entre eles. Em seu livro “A Change of Affection: A Gay Man’s Incredible Story of Redemption”, ele narra sua mudança de Dallas para Hollywood, onde construiu uma carreira de sucesso como designer de produção, trabalhando com personalidades como Katy Perry, Paris Hilton e Oprah Winfrey, além de lançar uma linha de moda masculina bem-sucedida.

Apesar do auge profissional, Becket sentia um profundo vazio existencial. Ele descreveu estar em uma festa em Paris, cercado pelo mundo da moda, quando a percepção de que “aquilo era tudo o que havia na vida” o atingiu com força, gerando pânico e um sentimento de desolação.

Foi nesse período que ele conheceu Joy, uma recém-convertida. Cook relatou em seu programa que a história de Joy, que rompeu um noivado com um não-crente, serviu como uma “semente” para sua transição de um ateu prático para um crente.

“Foi literalmente a primeira vez que encontrei um cristão em Los Angeles”, contou Becket. “Aquilo foi um ponto de virada para mim, porque lembro que você e Frankie começaram a namorar e, então, você chegou a um ponto em que disse ‘ele não é crente, isso não pode ir adiante’. E você tomou uma decisão muito difícil de terminar com ele.”

“Isso me tocou e me assustou de certa forma”, continuou Becket. “Ele me contou a história de você terminar com ele e disse que você desabou no chão e estava chorando. E ele foi te abraçar, e disse que podia sentir como o Espírito Santo em você. Ele sentiu que algo sobrenatural estava acontecendo.”

“Era uma frequência e uma vibração do Espírito se movendo e habitando em mim”, explicou Joy. “Eu estava tão completamente transformada. Eu nem sabia mais quem eu era.”

“Lembro-me de quando ele me contou essa história, foi talvez a primeira faísca de eu pensar… ‘Deve haver algo real nesse negócio de cristianismo’… Definitivamente plantou uma semente em mim.”

Contudo, essa não foi a única “semente” divina na trajetória de Becket. Dez anos antes de conhecer Joy, sua cunhada, Kim Cook, sentiu um chamado para orar por sua salvação. Durante um estudo bíblico sobre o Apocalipse, Kim sentiu uma preocupação profunda de que Becket não estaria presente na eternidade com ela.

Kim Cook, em um episódio separado de seu programa, explicou que sua preocupação primária não era o estilo de vida de Becket, mas sua salvação. “Eu só queria que você fosse salvo, e então deixaria Deus lidar com isso quando chegasse a hora.” Ela citou a passagem bíblica de Atos 16:18 como base para suas orações por ele.

Becket entregou sua vida a Jesus em uma igreja em Hollywood em 9 de setembro de 2005. Ele descreveu o momento como uma “estrada para Damasco”, onde Deus se revelou como real, com seu Filho, o céu e o inferno. A experiência o levou a chorar ininterruptamente, impulsionado pela alegria de encontrar Deus e pela consciência de seu pecado.

Kim aconselha pais e avós que oram pela salvação de entes queridos no estilo de vida LGBT a priorizarem o amor e a graça. “A coisa mais importante que temos que fazer é amar, e temos que ter graça. Você tem que ter a verdade, mas acho que a graça tem que vir antes da verdade, e esse amor.”

Becket reconhece Deus como o autor principal de sua redenção, mas credita a interlocutores como Joy e Kim um papel instrumental em abrir seu coração para o Senhor. Ele enfatiza que a conversão é um “ato sobrenatural de Deus” e não algo que se possa forçar em alguém.

Crianças são tema de fotos chocantes divulgadas por extremistas islâmicos no Congo

Crianças em um acampamento na República Democrática do Congo

Publicação de imagens com crianças pelo ISCAP na RDC levanta sérias preocupações sobre doutrinação e futuro da violência na região

A província da África Central do Estado Islâmico (ISCAP), que engloba as Forças Democráticas Aliadas (ADF), divulgou recentemente fotografias das celebrações do Tabaski de 2026 na República Democrática do Congo (RDC). As imagens, que incluem crianças, têm gerado apreensão entre cristãos, observadores e analistas, sendo interpretadas como uma demonstração da presença contínua do grupo e de suas ambições de longo prazo na área.

Um pastor batista em Oicha expressou profunda tristeza pela situação. “Nossos corações estão pesados ao testemunhar o sofrimento contínuo de nossos irmãos e irmãs em nossa região”, declarou. “Desde o início de maio, muitos cristãos perderam suas vidas, e quase todos os dias há notícias de outra família cristã lamentando um ente querido morto pelas ADF. Estamos especialmente preocupados com a recente publicação de imagens do grupo mostrando crianças em seus acampamentos. Estas imagens são um lembrete doloroso de que a ameaça às comunidades cristãs continua séria e em andamento. Apelamos às autoridades e à comunidade internacional para que não se esqueçam das pessoas que vivem com medo diariamente e tomem medidas urgentes para proteger vidas inocentes.”

As ADF são responsáveis há anos por ataques contra cristãos nas províncias de Kivu do Norte e Ituri, onde milhares de pessoas foram mortas, deslocadas ou sequestradas. Entre as vítimas, mulheres e meninas relatam ter sido submetidas à doutrinação e a casamentos forçados dentro do grupo.

“Esta comunicação busca demonstrar que o grupo permanecerá operacional por muitos anos, pois as crianças que nascem e são criadas no radicalismo e na doutrinação passam a impor as regras desses sistemas sem piedade”, afirmou Fiston Mahamba. “A liderança central do Estado Islâmico optou por ocultar os rostos dos membros adultos, que muitas vezes são enviados em missões para áreas povoadas, mas preferiu deixar os rostos das crianças visíveis porque elas não se movem sem supervisão.”

A divulgação destas imagens evidencia a ameaça persistente de grupos extremistas islâmicos no leste da RDC. Além da violência imediata, o uso de crianças em propaganda suscita preocupações sobre a viabilidade a longo prazo dessas redes e a vulnerabilidade contínua das comunidades cristãs, que permanecem como alvo principal de ataques, sequestros e perseguição na região.

Enquanto a insegurança persiste nas províncias de Kivu do Norte e Ituri, igrejas locais, líderes comunitários e organizações humanitárias pedem maior proteção aos civis e renovada atenção internacional para a situação dos cristãos que vivem sob a ameaça constante da violência extremista.