Samaritan’s Purse recusa oferta bilionária do governo dos EUA após considerar que sua provisão vem de Deus, não de subsídios estatais
A organização humanitária cristã Samaritan’s Purse, sob a liderança do evangelista Franklin Graham, optou por não aceitar uma oferta de US$ 300 milhões (aproximadamente R$ 1,6 bilhão) do Departamento de Estado dos Estados Unidos. A decisão, que visa ampliar parcerias com entidades religiosas para ajuda humanitária internacional, foi tomada após um período de oração e profunda reflexão pelos líderes da missão.
Embora tenham se sentido honrados com a proposta e a confiança depositada pelo Departamento de Estado, Graham comunicou a retirada como beneficiários dos recursos. A organização, que havia sido convidada a participar de um acordo de financiamento de dois anos, reafirmou seu modelo de sustento.
“Confiamos em Deus, não no governo. Durante toda a minha trajetória liderando a Samaritan’s Purse, sempre confiamos em Deus, não no governo, para nosso financiamento”, afirmou Franklin Graham.
Graham destacou que a Samaritan’s Purse tem como princípio fundamental depender da provisão divina, manifestada através de doadores. Ele expressou gratidão aos apoiadores que sustentam o trabalho da organização e ressaltou o compromisso em continuar a combinar assistência humanitária com a proclamação da fé cristã.
“Agradecemos a Deus pelos incríveis doadores que Ele conduziu para apoiar este ministério. Como temos feito há décadas, continuaremos compartilhando a esperança do Evangelho de Jesus Cristo – Sua morte, sepultamento, ressurreição e Seu retorno – sempre respondendo às crises em nome de Jesus”, declarou Graham.
A recusa dos fundos não implica um rompimento nas relações institucionais. O evangelista salientou que a Samaritan’s Purse permanece disposta a colaborar com as autoridades americanas em situações emergenciais, mas ressalvou que a participação será fora deste programa específico de macrofinanciamento.
A oferta faz parte de uma reformulação na política de ajuda externa americana, promovida pelo governo de Donald Trump, que destinou cerca de US$ 2 bilhões a organizações religiosas e comunitárias com atuação em saúde global e assistência humanitária. O Departamento de Estado justificou a estratégia ao apontar que entidades religiosas possuem experiência, presença local e histórico de atuação que facilitam o alcance dos recursos às populações necessitadas.
A Samaritan’s Purse mantém atualmente operações humanitárias em diversas regiões afetadas por conflitos, desastres naturais e crises sanitárias, demonstrando sua atuação contínua independentemente do recebimento de financiamentos governamentais de grande porte.
