Haiti: Gangues executam 22 pessoas em igreja e mergulham país em terror

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Haiti enfrenta noite de terror com 47 mortos em ataque de gangues; 22 buscavam refúgio em igreja

Na noite de domingo, 23 de agosto de 2026, a comuna de Kenscoff, na periferia da capital haitiana, Porto Príncipe, foi palco de um ataque brutal. Gangues criminosas, possivelmente ligadas à coalizão Viv Ansanm, executaram pelo menos 47 pessoas em um ato que as autoridades locais descreveram como “um ataque hediondo” e “uma noite de terror”. Entre as vítimas fatais, 22 indivíduos haviam se refugiado em um templo religioso, conforme confirmado pelo Secretário-Geral da ONU, António Guterres.

A violência irrompeu com a ação de criminosos que não pouparam nem mesmo os que procuravam segurança em um local sagrado. As forças policiais na capital ainda não conseguiram identificar os responsáveis diretos pelos massacres. O ataque, que também resultou no incêndio de diversas residências, é mais um reflexo do caos que assola o Haiti, onde esforços de ajuda internacional e apoio da ONU têm se mostrado insuficientes para estabilizar a nação.

“Condeno o último ataque de gangue em Kenscoff, uma comuna nos arredores de Porto Príncipe, no Haiti, que supostamente matou pelo menos 47 pessoas, incluindo 22 que supostamente foram executadas em um complexo de igreja onde encontraram abrigo.” – António Guterres, Secretário-Geral da ONU.

Horas após o ataque à igreja, outro grupo de 60 pessoas foi sequestrado, evidenciando a escalada da violência. Segundo dados da ONU, o Haiti já registrou mais de 3.000 mortes e 1.400 feridos nos primeiros seis meses de 2026. A crise humanitária é alarmante, com 1,4 milhão de pessoas desalojadas e cerca de seis dos quatorze milhões de habitantes necessitando de assistência. A instabilidade política, marcada pela ausência de eleições desde 2016 e o assassinato do presidente Jovenel Moïse em 2021, agrava a situação.

Organizações como a Médicos Sem Fronteiras enfrentam dificuldades extremas para operar no país, com hospitais e centros de saúde frequentemente inoperantes devido ao alto risco de sequestros e violência. A presença de cerca de mil tropas estrangeiras, coordenadas pela ONU, tem se mostrado insuficiente para conter as ações das gangues que dominam diversas áreas.

As informações sobre o ataque em Kenscoff foram divulgadas pelo portal Evangelical Focus.

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