Lula critica designação de facções brasileiras como terroristas pelos Estados Unidos e expressa profunda tristeza e decepção com a medida.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou-se “muito triste e decepcionado” com a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais. A declaração do mandatário ocorreu logo após o secretário de Estado americano, Marco Rubio, confirmar a aplicação de sanções contra os grupos criminosos.
Durante um evento oficial, Lula expressou preocupação com a iniciativa norte-americana, destacando que essas facções criminosas impactam diretamente a vida dos brasileiros. “Esse tal de Comando Vermelho e PCC são terroristas para as comunidades brasileiras, eles roubam o direito de viver livremente”, afirmou o presidente. Ele também mencionou Marco Rubio, enfatizando que o objetivo será combatê-los internamente.
O presidente argumentou que as características das organizações criminosas brasileiras divergem das de grupos terroristas internacionais usualmente monitorados pelos Estados Unidos, exemplificando ao contrastá-los com figuras como Osama Bin Laden. O Departamento de Estado dos EUA, por sua vez, comunicou que os grupos possuem milhares de integrantes, são responsáveis por crimes violentos e que sua atuação transcende as fronteiras nacionais, alcançando o território americano. As sanções entram em vigor em 5 de junho.
A decisão americana foi anunciada após uma série de reuniões em Washington. O senador Flávio Bolsonaro esteve presente em encontros com autoridades norte-americanas, incluindo o ex-presidente Donald Trump e o vice-presidente J.D. Vance, onde defendeu o enquadramento das facções como organizações terroristas.
Em reação à medida, o comentarista político Leandro Ruschel comentou nas redes sociais que a designação facilitará a identificação de lideranças brasileiras que, segundo ele, atuam na proteção dessas organizações. “O melhor dessa decisão dos EUA de tratar PCC e CV como grupos terroristas é facilitar a identificação das lideranças brasileiras, entre políticos, juízes, influenciadores e jornalistas, que estão na linha de frente da proteção aos bandidos”, escreveu.
