Líderes cristãos buscam unidade para amparar 388 milhões de perseguidos globalmente

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Presidente da International Christian Concern propõe união estratégica entre ministérios para ampliar o apoio a cristãos perseguidos em todo o mundo

Mais de 70 líderes de ministérios se reuniram em uma cidade europeia, em um encontro anual da Religious Liberty Partnership (RLP), para discutir o futuro do apoio a cristãos perseguidos. O presidente da International Christian Concern (ICC), Shawn Wright, apresentou sua visão sobre como a colaboração entre organizações pode efetivamente alcançar e servir os mais de 388 milhões de cristãos que enfrentam perseguição.

A ICC, membro fundador da RLP, entidade dedicada à liberdade religiosa e ao amparo de crentes perseguidos, teve seu líder convidado a compartilhar reflexões sobre a necessidade de quebrar barreiras entre ministérios que atuam em prol da Igreja. Wright destacou a importância de unir esforços e alinhar estratégias para um impacto mais profundo.

Durante os primeiros seis meses de sua gestão na ICC, Shawn Wright dedicou-se a buscar a orientação divina para a organização. Após intenso período de oração e consultoria estratégica, ele compartilhou sua aspiração de servir integralmente 10 milhões de cristãos perseguidos.

“Fiquei assustado com esse número [10 milhões], mas eu sabia que Deus estava me pedindo para dar um passo de fé. Mas então, de repente, eu não conseguia falar enquanto sentava ali com lágrimas começando a encher meus olhos… Então, através dessas lágrimas, comecei a perguntar em voz alta: E todos os outros cristãos perseguidos? Como podemos escolher não ajudá-los?”

Wright argumentou que, embora muitos projetos de ministérios sejam nobres, alguns podem carecer de estratégia, levando a esforços duvidosos. Ele enfatizou a necessidade de que os ministérios combinem suas forças, começando pela oração conjunta e, em seguida, discutindo e estabelecendo parcerias em iniciativas que se estendem do campo global ao Capitólio, passando por todos os pontos intermediários.

A liderança cristã presente almeja que essa colaboração se reflita diretamente no campo, com equipes ministeriais trabalhando juntas para identificar quais organizações estão mais bem posicionadas para oferecer os serviços corretos no momento adequado. A visão é fundamentada no mandamento bíblico de unidade.

“Porque Jesus não previu um esforço dividido… Ele deixa Sua expectativa muito clara… ‘para que todos sejam um, Pai, assim como tu estás em mim e eu em ti. A unidade não é opcional. É a estratégia do céu.”

O objetivo final é servir todos os cristãos perseguidos de maneira holística. Wright ressaltou que a unidade vai além da eficácia, sendo crucial para o testemunho cristão.

“Nossa unidade não é apenas sobre eficácia — é sobre nossa testemunha. Quando estamos alinhados, o mundo acredita. Quando estamos divididos, a mensagem é prejudicada.”

Wright explicou que a união de esforços entre líderes ministeriais serve como um exemplo de amor mútuo e demonstração do amor de Cristo pela igreja. A ICC, com sede em Washington, atua no alívio do sofrimento de cristãos em locais hostis, oferecendo apoio e capacitação para que vivam sua fé corajosamente. Atualmente, a organização possui projetos em mais de 20 países na África, Oriente Médio e Norte da África (MENA), Sul da Ásia e Sudeste Asiático.

Projetos incluem socorro emergencial após ataques, apoio a pastores que evangelizam em contextos muçulmanos, fazendas comunitárias e escolas de base cristã. A colaboração visa, ainda, mitigar a concorrência por recursos e financiamento entre ministérios que atuam nas mesmas regiões e que, muitas vezes, realizam advocacy semelhante no Capitólio e junto ao Departamento de Estado dos EUA.

Em resposta ao chamado de Wright, nove CEOs de ministérios se reunirão virtualmente para orar e iniciar um diálogo contínuo sobre projetos estratégicos. A iniciativa busca demonstrar o amor de Cristo ao mundo e à igreja sofredora.

“Irmãos e irmãs, 388 milhões não é apenas um número. Cada um deles é nossa família. E acredito que Deus está nos convidando para uma nova estação, não de força isolada, mas de impacto unificado. Vamos além de nossos silos para nos tornarmos administradores unificados servindo a igreja perseguida holisticamente juntos. Vamos responder à oração de Jesus — não apenas em crença, mas em ação.”

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