Índice Australiano de Liberdade Cristã aponta erosão significativa na expressão pública da fé
Um relatório pioneiro lançado no Parlamento Australiano, em Canberra, revela um cenário preocupante para a liberdade religiosa no país. O Índice Australiano de Liberdade Cristã (ACFI), que realizou um levantamento nacional com mais de 10.000 cristãos australianos e analisou 74 leis, indica uma percepção generalizada de maior risco ao expressar crenças cristãs publicamente.
De acordo com os dados coletados, 92% dos respondentes sentem que é mais arriscado afirmar suas crenças cristãs em público atualmente do que há cinco anos. O estudo, que representa a primeira auditoria completa sobre liberdades cristãs e religiosas na Austrália, também identificou um aumento expressivo na legislação com impacto negativo.
O levantamento aponta que 74 Atos do Parlamento agora afetam negativamente a liberdade cristã dos australianos, com quase metade dessas leis promulgadas nos últimos cinco anos. O relatório detalha seis causas principais para a discriminação e perseguição de cristãos no país.
Entre os fatores estão a “deriva doutrinária”, onde instituições acomodaram valores secular-progressistas em detrimento da proteção legal daqueles que mantêm doutrinas tradicionais. Outro ponto destacado é a “benevolência mal colocada”, entendida como a crença de que a humildade cristã exige silêncio diante da injustiça.
O relatório também menciona como o progressismo secular tem reconfigurado crenças ortodoxas bíblicas como danos sociais, com o aparato estatal expandido concedendo força legal a essa visão moral. A assimetria legal, onde a liberdade religiosa depende de isenções restritas passíveis de revogação judicial ou posterior, é outro fator crítico.
Por fim, o extremismo islâmico é citado como uma causa, com o relatório referenciando o caso de alto perfil do esfaqueamento do Bispo Mar Mari Emmanuel em 2024 como documentação.
O Australian Christian Freedom Index foi lançado em 28 de maio de 2026, conforme noticiado pelo Daily Declaration.
