Hezbollah rejeita proposta de cessar-fogo e ameaça continuar conflito contra Israel enquanto ocupação persistir
Um esforço de cessar-fogo entre Líbano e Israel enfrenta um obstáculo significativo após o Hezbollah rejeitar integralmente a proposta. A decisão surge em meio a declarações do líder do grupo, Naim Qassem, que classificou a oferta como “rendição, derrota e a realização dos objetivos do inimigo”. Ele também assegurou que o grupo continuará sua luta contra Israel, declarando que “enquanto a ocupação existir, a resistência continuará”.
A rejeição acontece enquanto os combates prosseguem. Na quinta-feira, um oficial israelense foi morto em um ataque com mísseis do Hezbollah no sul do Líbano. Israel respondeu com ataques aéreos e fogo de artilharia contra alvos do grupo. O plano de cessar-fogo proposto visava interromper os ataques e permitir a implantação do exército libanês em partes do sul do país. O presidente libanês, Joseph Aoun, descreveu a proposta como “a última chance para alcançar um cessar-fogo final e abrangente”, com o Presidente Trump atuando como garantidor do acordo.
Trump mantém diálogo e adverte Irã sobre ataque a forças americanas
Apesar da recusa do Hezbollah, o Presidente Trump insistiu que as negociações permanecem ativas, mencionando que houve contatos para interromper as hostilidades. Paralelamente, Trump emitiu um forte aviso ao Irã, prometendo uma resposta rápida a qualquer ataque contra tropas americanas. “Se eles matassem tropas americanas, eu acho que faria isso muito rapidamente”, declarou.
Sobre as negociações mais amplas, o foco principal, segundo Trump, é impedir que o Irã obtenha armas nucleares. Ele minimizou preocupações sobre o estoque de urânio enriquecido do país, afirmando que os Estados Unidos poderiam acessar o material imediatamente, se desejassem. O Irã, por sua vez, através de uma declaração atribuída ao Líder Supremo Ayatollah Mojtaba Khameni, alegou que os Estados Unidos e Israel sofreram um “golpe decisivo” e enfrentam “humilhação profunda”.
Esforços diplomáticos continuam, com Washington pressionando Teerã por uma resposta à proposta de acordo até o fim de semana, visando uma cerimônia de assinatura em Genebra na próxima semana. A União Europeia prometeu 100 milhões de Euros ao exército libanês, com a chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, indicando que o cessar-fogo oferece uma chance de evitar a escalada das hostilidades.
A situação de segurança permanece volátil, com a Embaixada dos EUA em Jerusalém alertando americanos sobre possíveis mudanças rápidas caso os combates sejam retomados. Notícias adicionais indicam a passagem de quatro petroleiros iranianos com cerca de sete milhões de barris de petróleo bruto pelo Estreito de Ormuz nesta semana, a primeira travessia desse tipo desde abril.
