Justiça sul-coreana nega pedido de viagem a Morse Tan que permanece no país sob restrições legais devido a acusações de difamação contra o presidente
O ex-diplomata da administração Trump, Morse H. Tan, foi impedido de participar do funeral de sua avó de 103 anos nos Estados Unidos na semana passada. Conforme noticiado pelo Christianity Daily, uma proibição de saída imposta pelas autoridades da Coreia do Sul mantém o cidadão americano no território há mais de quatro meses.
O Tribunal Administrativo de Seul indeferiu, no dia 8 de outubro, o requerimento para a suspensão temporária da restrição de viagem. A decisão baseou-se em preocupações de interesse público, dado que o processo criminal contra o ex-embaixador itinerante para justiça criminal global segue em andamento.
Tan enfrenta um processo por suposta difamação contra o presidente sul-coreano Lee Jae Myung. As alegações teriam origem em comentários feitos pelo diplomata durante um evento sobre a integridade eleitoral coreana realizado em junho de 2025, no National Press Club, em Washington, D.C.
Homenagens e críticas ao governo
O diplomata, que está no país desde o final de maio para observar eleições locais, prestou uma homenagem pública à sua avó em uma igreja em Paju no início de outubro. Visivelmente emocionado, ele lamentou a ausência no funeral.
“Eu deveria estar no funeral. Eu realmente queria estar lá para honrá-la. Eu ia fazer um elogio celebrando sua vida, mas como não pude fazer isso nos Estados Unidos, estou tentando fazer um pouco aqui”, afirmou Tan durante seu discurso na igreja.
Desde que a restrição de saída foi imposta, o ex-diplomata tem utilizado sua estadia para criticar abertamente a administração atual. Ele descreveu o país como uma “ditadura em ascensão” e denunciou o que classifica como infiltrações de agentes chineses e norte-coreanos no território sul-coreano.
Repercussão internacional
A situação gerou críticas de figuras políticas nos Estados Unidos. Sam Brownback, ex-embaixador para Liberdade Religiosa Internacional, manifestou choque com o tratamento dispensado ao seu colega e instou o governo americano a intervir diretamente no caso.
Em agosto, um grupo de membros republicanos do Congresso enviou um documento à embaixadora da Coreia do Sul, Kang Kyung-hwa, contestando a imparcialidade das medidas. O grupo classificou a situação como um tratamento injusto motivado por discursos políticos proferidos ainda em solo americano.
