Nova York se une a estados que implementam capelães em escolas públicas para enfrentar taxa alarmante de suicídio estudantil
A presença de capelães em distritos escolares públicos tem se tornado uma tendência nacional, com Nova York sendo o estado mais recente a aderir a essa iniciativa. A medida visa oferecer segurança e cuidados de saúde mental com base na fé para os alunos.
Arizona, Colorado, Flórida, Geórgia e Kansas já contam com capelães em suas escolas. Rocky Malloy, CEO da National School Chaplain Association, destacou à CBN News que a principal motivação para essa expansão é o combate ao que ele descreve como “nível de praga” de suicídio estudantil. “Todo estado nos Estados Unidos sofre com o fato de crianças se matarem”, afirmou Malloy, ressaltando que o suicídio é a principal causa de morte entre jovens, competindo com mortes por drogas.
“É uma coisa horrível. Quer dizer, quando você fala com um pai cujo filho tirou a própria vida, eles nunca superam isso. Então, isso está em nível de praga. E, então, o que as escolas estão fazendo a respeito? Quer dizer, de qualquer forma, capelães têm se mostrado eficazes na redução do suicídio.”
Malloy também apontou o sucesso obtido por capelães nas Forças Armadas dos EUA na redução de autolesões. Ele mencionou que a iniciativa militar de “Strategic Readiness Initiative” aumentou a autoridade e o papel do capelão, o que levou à adoção bem-sucedida pela Marinha e pelo Corpo de Fuzileiros Navais.
A presença de capelães tem benefícios que se estendem aos professores, que relatam maior satisfação no trabalho, menor absenteísmo e menor índice de demissões. “Eu fico animado em dizer que, quando os professores se envolvem com capelães, eles relatam uma maior satisfação no trabalho, chegam ao trabalho na hora e há muito menos pedidos de demissão”, disse Malloy.
Apesar das oposições baseadas na separação entre igreja e estado, Malloy considera essas objeções “quase ridículas”, argumentando que milhares de capelães são pagos pelo governo federal e estadual. Ele enfatiza que os capelães representam Deus, não uma denominação específica, atuando sob o livre exercício da religião, assim como ocorre nas aberturas de sessões do Congresso.
