Europa parou para ver o primeiro eclipse solar total desde 1999 em evento astronômico imperdível
Moradores de diversos países europeus voltaram seus olhares para o céu na quarta-feira, dia 12 de agosto, para testemunhar um fenômeno astronômico raro: o primeiro eclipse solar total no continente desde 1999. O evento, que cativou a atenção de milhares, marca um momento significativo para os entusiastas da astronomia.
Este eclipse de agosto faz parte de uma sequência que observadores descrevem como uma “Era de Ouro dos Eclipses Solares”. Em fevereiro deste ano, um eclipse em formato de “anel de fogo” já havia sido registrado, quando a Lua passou entre a Terra e o Sol, mas sem cobrir completamente o disco solar, permitindo que um halo incandescente fosse visível. Este tipo de eclipse, conhecido como anular, foi predominantemente observado no sul da América do Sul, África e Atlântico.
A Europa Central e outros pontos do continente ofereceram vistas espetaculares do eclipse total. Cidades como Londres, na Inglaterra, e Berlanga de Duero, na Espanha, reuniram multidões em locais como o Royal Observatory Greenwich e a Calton Hill em Edimburgo, na Escócia, para acompanhar a progressão da Lua sobre o Sol.
Na Espanha, o eclipse foi particularmente notável em Berlanga de Duero, de onde foram capturadas imagens sequenciais do evento. Em Lisboa, Portugal, e em locais como Northala Fields, em Londres, observadores se reuniram em mirantes e parques para não perder o espetáculo.
A República Tcheca, com observações em Kraliky, e a Alemanha, com registros em Herten e Jacobsdorf, também foram palcos de diferentes fases do eclipse, incluindo eclipses parciais. A beleza do fenômeno também pôde ser vista sobre a igreja de Virgem Maria em Vidigulfo, na Itália, adicionando um toque pitoresco à paisagem celeste.
As imagens capturadas durante o evento demonstram a magnitude da escuridão momentânea causada pela ocultação total do Sol pela Lua, um espetáculo que ressalta a “Era de Ouro dos Eclipses Solares” que os astrônomos vêm documentando nos últimos anos, incluindo três eclipses totais e três anulares em um período de três anos.
