A conversão ao cristianismo torna fiéis em Uganda alvos de extrema violência e ameaças fatais por parte de grupos radicais em comunidades locais
Mugambo Ismail, um ex-muçulmano que se converteu ao cristianismo em Bundibugyo, no oeste de Uganda, sobreviveu a uma tentativa de assassinato no dia 22 de setembro. O caso, relatado pela International Christian Concern (ICC), evidencia o risco iminente enfrentado por convertidos na região.
Ismail retornava para casa após as orações noturnas, por volta das 20h30, quando foi abordado por indivíduos associados a uma mesquita local. O grupo destruiu sua Bíblia e o levou sob ameaça de armas brancas para uma plantação de cacau.
“Eles me amarraram e ordenaram que eu negasse Jesus. Quando os vi segurando espadas, prontos para me abater, eu sabia que estava prestes a morrer”
O homem conseguiu escapar ao empurrar um dos agressores e correr, mesmo com as mãos atadas. Seus gritos de socorro atraíram a atenção de vizinhos cristãos, que intervieram e garantiram seu resgate. Atualmente, Ismail encontra-se escondido em outro vilarejo e teme ser localizado novamente pelos agressores.
Tensões religiosas em escalada na região
A situação preocupa líderes religiosos locais. O reverendo Job Thema, responsável pela igreja Berea Pentecostal, classificou o cenário como alarmante devido ao aumento de ameaças contra novos convertidos.
“Cada convertido está agora em perigo. Estamos trazendo pessoas para Jesus Cristo, mas algumas delas estão enfrentando ameaças simplesmente porque escolheram segui-lo. Existem planos para terminar com a vida daqueles que aceitaram Cristo”, declarou o reverendo sobre a crescente intimidação.
O relato de Ismail integra um panorama mais amplo de instabilidade. A organização ICC ressalta que, para muitos que deixam o Islã para seguir o cristianismo, o custo da fé tem se manifestado em episódios recorrentes de violência e perseguição organizada.
